segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que acha de escalar o Everest com Waldemar Niclevicz - Você tambem pode, saiba como

O Everest é a maior montanha do mundo, com 8.848 metros de altitude, situado na fronteira do Nepal com o Tibet (China). Foi escalado a primeira vez no dia 29 de maio de 1953, pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo sherpa indiano Tenzing Norgay. Os primeiros brasileiros a escalarem o Everest foram o paranaense Waldemar Niclevicz e o carioca Mozart Catão, no dia 14 de maio de 1995, pelo lado tibetano. Niclevicz chegou novamente no alto do Everest, no dia 2 de junho de 2005, junto com o paranaense Irivan Gustavo Burda, pelo lado nepalês.


EXPEDIÇÃO BRASIL EVEREST

O sonho de chegar no alto dos 8.848 metros de altitude do Everest faz parte da vida de muitas pessoas. Falta de preparo físico, técnico e experiência em organizar uma grande expedição, além de uma elevada soma em dinheiro, fazem com que muitos desses sonhadores fiquem bem longe dos seus domínios.
Curiosamente, até mesmo o Brasil, um país que não tem uma tradição no alpinismo, possui aqueles que sonham com as mais elevadas altitudes, entusiastas que devoram livros, assistem filmes, e perseguem notícias na Internet sobre o Everest. Inevitavelmente, algumas dessas pessoas procuram por Waldemar Niclevicz, mandando para a sua caixa postal diversos e-mails, com perguntas sobre a possibilidade de um dia enfrentarem o Everest, ou até mesmo o acompanharem nesta grande aventura. Assim, o brasileiro que já chegou no alto do Everest duas vezes, resolveu aceitar o desafio de organizar uma expedição destinada a ajudar os mais determinados a chegarem literalmente ao Topo do Mundo, e até mais do que isso, Niclevicz está disposto a escalar o Everest, lado a lado, com essas pessoas.
A oportunidade é destinada a poucos, um mínimo de 4, e um máximo de 6 clientes poderão fazer parte da expedição, que será realizada sempre nos meses de abril e maio, melhor época para a escalada, pela Rota Normal Nepalesa, a mais acessível ao topo, a mesma usada pelos conquistadores, em 1953. Um grupo de 15 pessoas (trekkers) poderá acompanhar a expedição durante a caminhada de aproximação até o acampamento-base.
Segurança, profissionalismo e conforto são as principais características da expedição, que terá o seu início com a recepção dos clientes no aeroporto em Kathmandu. A parte aérea do Brasil até o Nepal será de livre escolha e de responsabilidade de cada um dos participantes. É comum que alpinistas que se dirijam ao Himalaia façam escalas na Europa para compras de equipamentos ou aproveitem a oportunidade para alguma visita. De qualquer forma, serão apresentadas opções de vôos que poderão ser adquiridos através da assessoria de Niclevicz.
Em Kathmandu a hospedagem será em hotel de luxo, 5 estrelas. City tour, visitas a templos e museus estão incluídos. Embora seja uma grande expedição, será uma viagem requintada, com o máximo de conforto e os melhores serviços disponíveis.
A partir do vôo de Kathmandu para Lukla (início da caminhada de aproximação), absolutamente todas as despesas estão incluídas, como carregadores, alimentação e hospedagem nos melhores lodges (alojamento tipo “pousada”).
A caminhada de aproximação será feita sem pressa, de forma a proporcionar ao organismo a melhor adaptação do organismo ao ar rarefeito (aclimatação). Antes da chegada ao acampamento-base, alpinistas e trekkers vão subir o Chukung Ri (5.550m) e o Kala Pattar (5.623m).
Após a chegada no acampamento-base (5.400m), os trekkers regressam caminhando até Lukla, de onde embarcam num vôo de volta para Kathmandu.
No acampamento-base. Cada alpinista será alojado em uma barraca individual, para maior privacidade. Na barraca refeitório, “espaço social”, haverá a possibilidade de recebimento de e-mails, envio de fotografias digitais e realização de telefonemas via satélite, além de sessões de filmes em DVD e músicas. Será possível tomar banhos de chuveiro com água quente.
A escalada. Sempre com o acompanhamento de Waldemar Niclevicz, os alpinistas começarão a escalada enfrentando a Cascata de Gelo, rumo ao acampamento 1 (6.100m), e o Vale do silêncio, rumo ao acampamento 2 (6.500m), onde serão concluídos os trabalhos de aclimatação. Carregadores de altitude (sherpas) é quem serão responsáveis pelo transporte dos equipamentos e pela montagem de cada um dos acampamentos superiores.
Após pelo menos duas idas até o acampamento 2, e uma até o acampamento 3 (7.300m), e volta para o acampamento-base, se o tempo estiver bom, acontecerá o ataque final, rumo ao acampamento 4 (8.000m) e ao cume do Everest (8.848m). O uso de garrafas de oxigênio se dará a partir do acampamento 3.
A equipe de sherpas de Niclevicz é muito experiente, sendo que todos eles já chegaram ao alto do Everest. Embora aos sherpas seja atribuído a responsabilidade de transportar equipamentos e montar barracas, eventualmente pode ser necessário que os alpinistas carreguem mochilas pesadas e sejam obrigados a montar barracas, bem como a fazerem as suas próprias refeições nos acampamentos superiores.
Trabalho em equipe, companheirismo e capacidade de enfrentar adversidades são características indispensáveis para todos que queiram enfrentar o Everest.
Condições físicas e técnicas. Apenas pessoas com excelentes condições físicas poderão participar da escalada do Everest. É imprescindível a comprovação de experiência em escaladas de alta montanha, neve, gelo e ar rarefeito.
É possível a realização de escaladas preparatórias nos Andes (Argentina, Chile, Peru ou Bolívia), quando os participantes serão treinados e capacitados. Viagens não incluídas no preço.
Visando a segurança da equipe e a integridade física de cada um dos participantes, Waldemar Niclevicz se reserva ao direito de vetar a participação de pessoas que ele não julgar apto para a escalada do Everest. Cada participante deverá assinar um termo de responsabilidade admitindo ter condições físicas e técnicas, assumindo todos os riscos que são inerentes a escalada do Everest.
CUSTO
Custo por pessoa: 65 mil dólares.
Participantes: no mínimo 4 pessoas, no máximo 6 pessoas.
Uma vez reunido o número mínimo de 4 participantes, um depósito de 20 mil dólares, não retornável, será exigido para garantir o seu lugar na expedição. O restante deverá ser pago pelo menos até o dia 31 de dezembro do ano anterior da execução da expedição.

CUSTO INCLUI
Acompanhamento de Waldemar Niclevicz durante toda a expedição.
Orientação de Waldemar para o treinamento.
Recepção no aeroporto em Kathmandu, transfer para o Hotel.
6 noites em hotel 5 estrelas em Kathmandu, em apartamento duplo, com café da manhã.
Jantar de boas vindas em Kathmandu.
City tour, visitas a templos e mosteiros em Kathmandu e Bhaktapur.
Vôo Kathmandu / Lukla / Kathmandu.
Todas as refeições e pernoite em lodges durante o trekking ao acampamento-base.
Barracas no acampamento-base: uma exclusiva para cada participante para maior privacidade, uma refeitório, uma cozinha, uma chuveiro, uma banheiro, uma para depósito de equipamentos.
Ducha quente no acampamento-base.
Recebimento e envio de e-mail do acampamento-base (só texto, sem fotos)
Disponibilidade de envio de fotos via satélite do acampamento-base (será cobrado apenas o custo da ligação para envio de dados).
Disponibilidade de ligações por telefone via satélite durante toda a escalada (será cobrado apenas o custo da ligação).
Sistema de energia solar para recarregar baterias no acampamento-base.
Permissão para a escalada e entrada ao Parque Nacional.
Equipamento coletivo para os acampamentos superiores, como barracas, fogareiros, gás e panelas.
Equipamento técnico coletivo para a escalada, como cordas, grampos de gelo e estacas de neve.
12 garrafas de oxigênio Poisk de 4 litros e 1 regulador por participante.
1 sherpa (carregador de altitude) por participante.
6 garrafas de oxigênio e 1 regulador por sherpa.
Comida de altitude para participantes e sherpas.
Cozinheiro no acampamento 2 (6.500m).
Rádios para comunicação durante a escalada.
Custos do oficial de enlace, membro do governo que acompanha a expedição.

CUSTO NÃO INCLUI
§ Passagem aérea até Kathmandu.
§ Equipamentos pessoais (será distribuída lista com material obrigatório).
§ Seguro pessoal de cada participante.
§ Almoço e jantar em Kathmandu.
§ Bebidas alcoólicas.
§ Visto de entrada no Nepal (US$ 30, a ser pago no aeroporto no momento da chegada).
Taxa de aeroporto (US$ 25, a ser paga na partida no aeroporto).
Resgate de helicóptero se necessário.
Extras e demais despesas pessoais.
ROTEIRO – EXPEDIÇÃO BRASIL EVEREST
Abaixo segue o roteiro para a expedição de 2011, caso você precise de mais tempo para se preparar, pode se programar para 2012, 2013...
É muito difícil conseguir pessoas que reúnam condições para participar desta expedição, se a equipe não contar com pelo menos 4 alpinistas a expedição não será realizada. Para 2011 já existem 3 pessoas confirmadas, se você estiver sozinho, vale a pena se esforçar para aproveitar esta oportunidade.
Duração: 62 dias, a partir de Kathmandu.
1º dia, 1 de abril Chegada em Kathmandu, transfer para o Hotel.
Jantar de boas vindas.
2º dia, 2 de abril Kathmandu, City tour, visita a stupa de Bhodnath.
3º dia, 3 de abril Kathmandu, visita a cidade de Bhaktapur.
4º dia, 4 de abril Kathmandu, visita a stupa de Swambunath.
5º dia, 5 de abril Vôo para Lukla (2.800m).
6º dia, 6 de abril Trekking até Phakding (2.623m).
7º dia, 7 de abril Trekking até Namche Bazar (3.440m).
8º dia, 8 de abril Aclimatação em Namche Bazar.
9º dia, 9 de abril Trekking até Thyangboche (3.867m).
10º dia, 10 de abril Trekking até Dingboche (4.350m).
11º dia, 11 de abril Trekking até Chukung (4.743m).
12º dia, 12 de abril Subida ao Chukung Ri (5.550m) (aclimatação).
13º dia, 13 de abril Treking até Lobuche (4.930m).
14º dia, 14 de abril Subida ao Kala Pattar (5.600m) (aclimatação).
15º dia, 15 de abril Chegada no acampamento-base (5.400m).
16º a 55º dia, 16 de abril a 25 de maio – Escalada do Everest.
56º dia, 26 de maio Partida do acampamento-base, trekking até Lobuche.
57º dia, 27 de maio Trekking até Thyangboche.
58º dia, 28 de maio Trekking até Namche Bazar.
59º dia, 29 de maio Trekking até Lukla.
60º dia, 30 de maio Vôo até Kathmandu.
61º dia, 31 de maio Kathmandu.
62º dia, 1 de junho Partida de Kathmandu.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Waldemar Niclevickz - O nome do montanhismo brasileiro


Se tem um nome que é sinônimo de montanhismo no Brasil, esse é Waldemar Niclevicks, Entre suas conquistas está a escalada do K2, a mais temida montanha do mundo, sendo o primeiro brasileiro a chegar lá, em 29 de julho de 2000 . Muitos tentaram, po
ucos conseguiram, alguns não voltaram pra contar a história. Waldemar é um dos que conseguiram voltar, depois de chegar ao ponto mais alto e fincar lá a bandeira do Brasil e do Furacão (Atlético Paranaense), seu time do coração.

Waldemar, por ele mesmo
"Meu nome é Waldemar Niclevickz, resid
o em Curitiba, no Paraná.
Sou formado em Turismo pela Universidade Federal do Paraná e atualmente atuo como
empresário e alpinista profissional. Minhas experiências nessa área compreendem a
escalada e a prática de montanhismo (montanha de gelo).
Até os 12 anos morei em uma chácara, em Foz do Iguaçu. Fui menino do interior,
apaixonado por mato, rios, pedras, árvores. Vim ainda criança de Foz do Iguaçu pra
Curitiba. Nessa época, 1981, eu tinha aproximadamente 15 anos. Foi a primeira vez que
desci a Serra do Mar. Lá reencontrei a natureza e descobri a montanha. Vi pessoas
praticando caminhadas e acampando. Posteriormente, interessei−me em subir o Marumbi e
lá vi pessoas escalando. O Marumbi é um lugar impressionante, bastante imponente e foi
isso que me chamou a atenção. Inicialmente, desenvolvi uma boa atividade junto à
natureza, não de caráter muito esportivo, porque era ainda adolescente. Depois, fui morar
em Campinas e vinha pra Serra só em feriados ou férias.
Aos 18 anos, fui pra Itatiaia e investi mais na escalada. Fiquei três anos no Rio de
Janeiro, entrei pra as Agulhas Negras e fiz parte do primeiro grupo de excursionistas. Então
tive o contato inicial com corda, cadeirinha, equipamento técnico, fiz rapel e aprendi a usar
os nós. No grupo Agulhas Negras fiz três anos de academia militar e, no final do terceiro,
passei no vestibular da Universidade Federal do Paraná. Eu não queria ser militar, essa era
uma vontade do seu pai. Em minhas férias, eu viajava: fui pra a Bolívia e pro Peru, lugar em
que pela primeira vez vi gelo. Cheguei à primeira montanha de gelo, a 5700 metros, apenas
caminhado, pois ainda estava iniciando a escalada. Embora nessa época eu não tivesse
formação técnica, porque apenas contava com uma pequena experiência em caminhadas,
tinha total desenvoltura nesse ambiente, gostava dele e o respeitava.
Aos 21 anos, voltei a morar em Curitiba. Associe–me ao clube paranaense de
montanhismo, tornei−me um freqüentador assíduo da Serra do Mar e não parei mais.
Retornei ao Rio várias vezes e entrei em contato com outros montanhistas. Atualmente, faço
parte de 8 grupos de montanhismo no Brasil.
Evoluí no esporte, fui me aperfeiçoando. Não posso dizer que eu nasci pra isso, mas
eu me identifiquei muito com o esporte, tive facilidade, habilidade pra me desenvolver e
sempre fui me dedicando. Então, quando eu comecei a levar mais a sério, fiz o cu
rso de
espeleologia na Universidade Federal do Paraná. Entrei no grupo de espeleólogos do
Paraná e, durante alguns anos, estudei caverna também. Sempre fui um amante da
121
natureza. Inclusive atuei como diretor técnico do GEEP4, um dos principais grupos de
espeleologia do Paraná. Realizei escaladas em caverna, batendo chapeletas (inclusive em
umas rotas em que o pessoal não conseguia entrar, eu batia algumas chapeletas, alguns
grampos). Caverna é um lugar fascinante, eu sempre estive ligado a isso."

MONTANHA

ALTITUDE

PAÍS

DATA

ILLIMANI

6.490m

BOLÍVIA

19 de Agosto de 1988

HUAYNA POTOSI

6.094m

BOLÍVIA

23 de Agosto de 1988

OSORNO

2.669m

CHILE

9 de Janeiro de 1989

MULAS MUERTAS

5.880m

CHILE

27 de Janeiro de1989

EL MUERTO

6.470m

CHILE

3 de Fevereiro de1989

PISCO

5.800m

PERU

4 de Agosto de 1989

CHIMBORAZO

6.310m

EQUADOR

25 de Agosto de 1989

EL PLATA

6.310m

ARGENTINA

30 de Janeiro de1990

MONT BLANC

4.807m

FRANÇA-ITÁLIA

19 de Agosto de 1991

Mt BLANC TACUL

4.248m

FRANÇA

19 de Agosto de 1991

CATEDRAL

5.350m

ARGENTINA

21 de Fevereiro de1993

LLAIMA

3.180m

CHILE

5 de Janeiro de 1994

CHUKUNG RI

5.845m

NEPAL

30 de Março de 1995

EVEREST

8.848m

TIBET

14 de Maio de 1995

VINSON

4.897m

ANTÁRTIDA

11 de Agosto de 1996

KILIMANJARO

5.895m

TANZÂNIA

26 de Agosto de 1996

McKINLEY

6.194m

ESTADOS UNIDOS

3 de Maio de 1997

CHOPICALQUI

6.354m

PERU

26 de Julho de 1997

CARSTENSZ

4.884m

INDONÉSIA

21 de Setembro de1997

CHO OYO

8.201m

TIBET

21 de Maio de 1998

CONDORIRI

5.696m

BOLÍVIA

14 de Maio de 1999

PASTILLITOS

5.090m

CHILE

2 de Janeiro de 2000

HUMBOLDT

4.922m

VENEZUELA

11 de Fevereiro de2000

LA CONCHA

4.920m

VENEZUELA

12 de Fevereiro de2000

LEON

4.700m

VENEZUELA

14 de Fevereiro de2000

PICO DA NEBLINA

3.014m

BRASIL

9 de Abril de 2000

EL CAPITAN

2.307m

ESTADOS UNIDOS

7 de Maio de 2001

GRAND PARADISO

4.061m

ITÁLIA

10 de Janeiro de2002

ILLAMPU

6.368m

BOLÍVIA

24 de Julho de 2002

SAN VALENTIN

4.058m

CHILE

5 de Fevereiro de2004

MISTI

5.823m

PERU

3 de Abril de 2004

AMPATO

6.318m

PERU

9 de Abril de 2004

SOLIMANA

6.093m

PERU

16 de Abril de 2004

CHAUPI ORCO

6.044m

BOLÍVIA

21 de Julho de 2004

JANKO LAYA

5.545m

BOLÍVIA

16 de Agosto de 2004

LINCANCABUR

5.916m

BOLÍVIA

1 de Outubro de 2004

PARINACOTA

6.330m

BOLÍVIA

8 de Outubro de 2004

GUALLATIRE

6.063m

CHILE

13 de Outubro de2004

MERA PEAK

6.476m

NEPAL

4 de Abril de 2005

LA PALOMA

4.960m

CHILE

1 de Novembro de2005

ASPIRING

3.027m

NOVA ZELÂNDIA

10 de Janeiro de2006

TASMAN

3.497m

NOVA ZELÂNDIA

19 de Janeiro de2006

TOTEM POLE

65m

TASMÂNIA

31 de Janeiro de2006

DOME

3.682m

GROENLÂNDIA

26 de Abril de 2006



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