sábado, 5 de setembro de 2009

Odilon Wagner

Um grande ator consegue dar vida à qualquer personagem independente do tamanho do papel.
Enquanto Marcio Garcia reclamava do espaço dado a seu personagem, Odilon Wagner se destacou na novela Caminho das Índias mesmo tendo pouquíssimas cenas, ao lado da também super talentosa Letícia Sabatella, que fez a vilã principal.
Mike, um golpista internacional, que seduzia mulheres para depois estorquí-las, foi mais um
das dezenas de personagens vividos por Odilon na TV em toda sua longa carreira.

Nascido em Ponta Grossa no dia 24 de 10 de 1954. Odilon Wagner atua em cinema, televisão e cinema. E é também autor e diretor de teatro, além de ser consultor de comunicação.

Em 1982, Odilon Wagner começou em televisão na Rede Globo, fazendo parte do elenco de: "
Avenida Paulista", Depois foi para a Rede Bandeirantes e em 1983, fez: " Sabor de Mel".
Em 84, na Rede Manchete, fez: " Viver a Vida" e voltou à Globo, na novela: " Corpo a Corpo". Em 85, fez: " De Quina Para a Lua" e " O Tempo e o Vento", ainda na Globo . Em 86, na mesma emissora:
" Selva de Pedra". Em 87, foi para a Manchete em: " Carmem" e " Rainha da Vida". Em 88, fez
na Globo: " Abolição". Em 89, fez no SBT: "Cortina de Vidro" e na Globo: " República".
Continuou na Globo e fez em 92: " Anos Rebeldes", Em 93: "Fera Ferida". Em 96: " Anjo De
Mim".Em 97: " Por Amor". Em 98: " Labirinto". Em 99: " Chiquinha Gonzaga", uma bela
minissérie. Em 99 ainda: " Terra Nostra". Em 2000: " Aquarela do Brasil!. Em 2001: "Um Anjo
Caiu do Céu". Em 2002: " O Quinto dos Infernos". Em 2002 e 2003 fez: " Malhação". Em 2004,
fez: " Chocolate com Pimenta" e "Começar de Novo". Em 2006: " Cobras e Lagartos". Em 2007: "Amazônia, de Galvez a Chico Mendes", outra bela minissérie. Em 2007 ainda: " Sete Pecados". Em 2008, fez: " Casos e Acasos". Em cinema Odilon Wagner começou em 1986, fazendo: " Baixo Gávea". Em 87: " Feliz Ano Velho". Em 88: "A Casa de Açucar". Em 98: " Bela Donna" e " Caminho dos Sonhos". Em 99: " Zoando na TV ". Em 2000: "A Hora Marcada". Em 2001: " Condenado à Liberdade".Em 2003: " My Father, Rua Alguém 5555".


Carreira

Na televisão

* 2009 Caminho das Índias - Mike
* 2009 Deu a Louca no Tempo - Nicolai
* 2008 Casos e Acasos
* 2008 Casos e Acasos - Jp
* 2008 Casos e Acasos - Lauro Diniz
* 2007 Sete Pecados - Anselmo
* 2007 Amazônia, de Gálvez a Chico Mendes - Alarico
* 2006 Cobras e Lagartos - Alberto
* 2004/05 Começar de Novo - Péricles
* 2004 A Escrava Isaura (Rede Record) - Comandante Santana
* 2004 Chocolate com Pimenta (participação especial) - dono da fábrica de tecidos
* 2002/03 Malhação - Otávio Miranda
* 2002 O Quinto dos Infernos - Eugênio de Beauharnais
* 2001 Um anjo caiu do céu - Sid Valente/Coyote
* 2000 Aquarela do Brasil - Armando
* 1999 Terra Nostra - Altino Neves Marcondes
* 1999 Chiquinha Gonzaga - José Balileu
* 1998 Labirinto - Rodrigo
* 1997 Por Amor - Rafael Fontes
* 1996 Anjo de Mim - Ulisses
* 1995 Explode Coração - Leandro Avelar
* 1993 Fera Ferida - Weber
* 1992 Anos Rebeldes - Rolf Haguenauer
* 1989 República - Conde d'Eu
* 1989 Cortina de Vidro (SBT) - Ulisses
* 1988 Abolição - Conde d'Eu
* 1987 A Rainha da Vida (Rede Manchete) - Amadeu
* 1987 Carmem (Rede Manchete) - César
* 1986 Selva de Pedra - Joseph
* 1985 O tempo e o vento - Carl Winter
* 1985 De quina pra Lua - Sousa
* 1984 Corpo a Corpo - Rogério Cerqueira
* 1984 Viver a Vida (Rede Manchete) - Fernando Saboya
* 1983 Sabor de Mel (Rede Bandeirantes) - Samuel
* 1982 Avenida Paulista - Albino


No cinema

* 2006 Ouro Negro - A Saga do Petróleo Brasileiro
* 2002 Lost Zweig
* 2004 Olga
* 2003 My Father, Rua Alguem 5555
* 2001 Condenado à Liberdade
* 2000 A Hora Marcada
* 1999 Zoando na TV
* 1998 Caminho dos Sonhos
* 1998 Bela Donna
* 1996 A Casa de Açúcar
* 1988 Jorge, um Brasileiro
* 1987 Feliz Ano Velho
* 1986 Baixo Gávea

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Guilherme Weber

Guilherme Weber nasceu em Curitiba em 11 de Julho de 1975, ator, diretor e produtor.

Uma relíquia de família despertou no pequeno Guilherme, aos 9 anos, fascinação pelo cinema. Um álbum de autógrafos e fotos de Frank Sinatra, Judy Garland e Betty Davies, entre outros astros de Hollywood, feito pela mãe quando viveu em Los Angeles, aflorou o apetite para as telas.

Sua trajetória começou aos 14 anos, quando Guilherme fazia parte do Caixa, um grupo de teatro amador do Paraná. Por quatro anos, viajou apresentando peças pelo Brasil.

Estreou no teatro em 1991 e, em 1993, funda, com o também curitibano Felipe Hirsch, a "Sutil Companhia de Teatro". No mesmo ano, o espetáculo da companhia recebe 17 prêmios.

A vida no teatro sempre foi um desafio. Ele patrocinou Baal Babilônia, a primeira de expressão da parceria com Hirsch, com US$ 300 seus – e US$ 300 do diretor – e chegou a passar cheque sem fundos para pagar passagens para uma equipe de nove pessoas até João Pessoa (PB), onde tinha convite para encenar Fausto, em 1996.

Em novelas, o ator estreou em "Um Anjo Caiu do Céu", em uma participação especial. e participou em um episódio da série "Os Normais".

Seu mais marcante papel na TV foi o do maquiavélico Tony, na novela "Da Cor do Pecado", em que contracenou com Giovanna Antonelli.

No teatro trabalhou em espetáculos como “Baal Babilônia”, “Nostalgia”, “Os Incendiários”, “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, "Alice", "Por um Incêndio Romântico" e “Os Solitários”.

Em 2005, participou da novela "Belíssima", também da TV Globo.

Atuou ao lado de Paulo Autran em “Rei Lear”, com direção de Ulysses Cruz, e dividiu o palco com Denise Stoklos no espetáculo “Mais Pesado Que o Ar”, criado e dirigido pela artista.

Foi indicado ao Prêmio Shell de 2000 por sua atuação em “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, espetáculo que lhe rendeu o Prêmio Poty Lazarotto de Melhor Ator (prêmio este conferido por voto pela classe artística de Curitiba).

No cinema, fez sua estréia no filme "Cruz e Souza – O poeta do desterro" (1998), de Sylvio Back. Voltou ao cinema em 2004, fazendo pequenos papéis em "Nina", de Heitor Dhalia, e "Olga", de Jayme Monjardim. Em 2005, fez o papel principal de "Árido Movie", de Lírio Ferreira, que foi selecionado para o Festival de Veneza e ganhou seis prêmios no Cine PE – Festival do Audiovisual de Recife, em 2006.

Em 2007, esteve no teatro com a peça "A Educação Sentimental do Vampiro" e, em 2008, participou da minissérie da Rede Globo "Queridos Amigos" e da novela "Ciranda de Pedra".

Encerrando 2008, Guilherme participou do especial de fim de ano da Globo "O Natal do Menino Imperador".


Trabalhos na televisão

* 2008 - O Natal do Menino Imperador - Marquês de Itanhaém
* 2008 - Casos e Acasos .... Sérgio
* 2008 - Casos e Acasos .... Rodrigo
* 2008 - Ciranda de Pedra .... Arthur X
* 2008 - Queridos Amigos .... Benny (minissérie)
* 2007 - A História de Poty .... porteiro do cinema (Série da RPC - Rede Globo Paraná)
* 2007 - Malhação .... Leôncio Gurgel
* 2005 - Belíssima .... Freddy Schneider
* 2005 - Carandiru, Outras Histórias .... Dudu
* 2004 - Da Cor do Pecado .... Tony (Antônio Almeida)
* 2002 - Os Normais .... Pedro Paulo
* 2001 - Um Anjo Caiu do Céu .... Carl

Trabalhos no teatro

* 2007 - Educação Sentimental do Vampiro .... Felipe Hirsch
* 2004 - Avenida Dropsie
* 2003 - Alice
* 2003 - A Morte do Caixeiro Viajante
* 2003 - Temporada de Gripe
* 2002 - Os solitários
* 2001 - Nostalgia
* 2000 - A Vida É Cheia de Som e Fúria

Trabalhos no cinema

* 2004 - Árido Movie .... Jonas
* 2004 - Nina .... Arthur
* 2004 - Olga .... Otto Braun
* 1998 - Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro
* 1998 – Fui Rei

Premiações

* Venceu como melhor ator no Troféu APCA/2008 pela interpretação do personagem Beny de Queridos Amigos.
* Venceu como melhor ator teatral no Troféu APCA/2007 pela interpretação no espetáculo Educação Sentimental do Vampiro

Marcadores: , , , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Não confunda Schulmann com Schunemann

Os irmãos Schumann

Muita gente pode confundir Werner Schumann com o quase homônimo Werner Schunemann, ator gaúcho que ficou conhecido ao atuar em A Casa das Sete Mulheres, na Globo. Porém, Werner Schumann, é paranaense de Curitiba e trabalha quase sempre com seu irmão gêmeo Willy. Conheci os dois durante uma oficina de direção e roteiro em Curitiba, no final dos anos 80, desde então tenho acompanhado os irmãos Schulmann em seus trabalhos para o cinema e a televisão.

Werner Schumann nasceu em Curitiba em 3 de janeiro de 1965.


Biografia
Nos anos 80 estudou fotografia, roteiro e montagem pela Fundação Cultural de Curitiba (Cinemateca Guido Viaro) e começou sua carreira dirigindo filmes experimentais em super 8.

Nos anos 90 dirigiu “Pioneiros do Cinema” (Vencedor do Prêmio do Governo do Estado do Paraná e vencedor do Tatu de Ouro de Melhor Ficção na XXI Jornada Internacional de Cinema da Bahia); “De Bona-Caro Nome” documentário com a participação de José Wilker (vencedor do Prêmio Fiat do Brasil), “Ervilha Da Fantasia”, documentário sobre o poeta Paulo Leminski; além de curtas-metragens experimentais como “VOLK!”, (vencedor do Curitiba Arte 10), “Trabalho de Parto” e “O Poeta e a Rainha” (Seleção Oficial Festival de Oberhausen, Alemanha).

Também produziu inúmeros curtas-metragens e dirigiu programas de TV, comerciais e vídeo clips, dentre eles “A Bruma e o Breu” (Prêmio Saul Trumpet de Melhor Vídeo do Ano em 97).

Em 2001 co-produziu e co-dirigiu a comédia romântica “Onde Os Poetas Morrem Primeiro”,seleção oficial Chicago Latino Film Festival (EU), Seleção Oficial Cine Ceará (Brasil).

Entre 2005 e 2006 dirigiu três filmes de longa-metragem: “O Coro”, “A Dimensão e “Sol na Neblina”.

Ao lado de seu irmão gêmeo, Willi - e mais os amigos Paulo Friebe, Bolinha (Altenir José Silva), 24 anos; Palito (Nivaldo Lopes), 28, Werner Schumann integra a nova safra de cineastas curitibanos. Formados em cursos promovidos na Cinemateca, realizando seus curtas com recursos próprios, oposicionistas ao domínio que a sensual Berenice Mendes vem exercendo na secção do Paraná da Associação Brasileira de Documentaristas, este novo grupo tem já um expressivo trabalho. São filmes em super-8 - a partir de "Os Jacobinos", primeiro longa (100 minutos) em super-8, realizado no Paraná, curtas levados a festivais nacionais e, agora, partindo para os recursos do vídeo, começam a acontecer fora de Curtiiba. Em novembro, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema-RJ, Werner e Altenir Silva levarão os seus tapes para o público carioca: "Ervilha da Fantasia", focalizando o múltiplo Paulo Leminski e "A Revolução dos Brasis", livremente inspirado em Emílio de Menezes - interpretado por Paulo Friebe.



Willy Schumann.

É autor de vários vídeos e filmes, alguns deles em parceria com seu irmão Werner Schumann.


Atuação no cinema

Em 1997, Willy co-dirigiu o curta-metragem Trabalho de parto, sobre dança e artes plásticas, coordenado pela artista plástica paranaense Cláudia Guimarães; este filme integra o acervo do Centro Georges Pompidou de Paris.

Em 1990, realizou com o irmão Werner o documentário De Bona - Caro nome, sobre a obra do pintor Theodoro De Bona, e que contou com a participação do ator José Wilker.

Co-produziu, roteirizou e dirigiu, em parceria com o irmão Werner, o longa-metragem Onde os poetas morrem primeiro, uma comédia romântica que aborda as dificuldades do relacionamento humano nas grandes metrópoles, e que fez parte da seleção oficial do XI Cine Ceará – Festival Nacional de Cinema e Vídeo.

Atuação na televisão

Participou do seriado de televisão Pista Dupla, em 22 capítulos, apresentado pela rede CNT.

Dirigiu também vários programas de televisão, entre eles o Programa Cadeia, em rede estadual, e o programa humorístico Pirados & Perdidos, em São Paulo.

Prêmios

* Prêmio Estímulo Concorrência Fiat do Brasil - pelo documentário De Bona caro nome, sobre a obra do pintor Theodoro De Bona, e com a participação do ator José Wilker, no início da década de 1990.
* Prêmio Estímulo, do Governo do Estado do Paraná - pelo telefilme Pioneiros do cinema, uma comédia que homenageia os cineastas pioneiros do sul do Brasil, em 1994.
* Prêmio Tatu de Ouro de Melhor Ficção, na XXI Jornada Internacional de Cinema da Bahia - por Pioneiros do cinema, exibido pela rede CNT.
* Prêmio Saul Trompete de Melhor Clip do Ano - pelo videoclipe A Bruma e o breu, título homônimo da canção do CD Um lugar ao sol, de Luciano Rosa.

Marcadores: , , , ,

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

José Maria Santos Um ator para quem o sinal nunca fechou...

José Maria Santos nasceu em Guarapuava no dia 12 de dezembro de 1933 e morreu em Curitiba, em 4 de janeiro de 1990.

Seu nome completo era José Maria Ferreira Maciel dos Santos. Atuou em teatro e cinema. Trabalhou como diretor de teatro do TECEFET.

Trabalhos em que se destacou

Teatro

* "O boi e o burro", de Maria Clara Machado.
* "Lá", de Sérgio Jockyman.

Cinema

* "Aleluia Gretchen", de Sylvio Back. Em 1977, recebeu o prêmio Kikito como melhor ator coadjuvante como Dr. Aurélio.

Diretor de Teatro - TECEFET

* "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna - 1972.
* "O Irmão das Almas", de Martins Pena - 1973.
* "Chapetuba Futebol Clube", de Oduvaldo Viana Filho - 1974.
* "Pagador de Promessas", de Dias Gomes - 1975.
* "Os Falantes e a Guarda Cuidadosa", de Cervantes - 1976.
* "Pequenos Burgueses", de Máximo Gorki - 1977.
* "Arena Conta Zumbi" e "Arena Conta Tiradentes", - 1978.
* "Na Boca dos Poetas", de criação coletiva - 1979.
* "A Invasão", de Dias Gomes - 1980.
* "A Ameaça Veio Com a Chuva", de Mírian San Juan - 1981.
* "A Ralé", de Máximo Gorki - 1982.
* "O Doente Imaginário", de Molière - 1983.
* "Tudo Azul no Hemisfério Sul", de Marcos Borges - 1984.
* "Eles Não Usam Black-Tie", de Gianfrancesco Guarnieri - 1985.
* "Bodas de Sangue", de Federico Garcia Lorca - 1986.



Jornal do Estado, Curitiba, 25 DE abrIL DE 1990. Espaço Dois.

José Maria Santos Um ator para quem o sinal nunca fechou... apenas deixou de funcionar
Ulisses Iarochinski

Em 1978, José Maria Santos estreava o monólogo “Muro de Arrimo”, uma peça que contava as desventuras de um pedreiro fanático por futebol e desesperado com a seleção canarinho. A montagem, no entanto, não alcançaria o sucesso desejado. Zé Maria, sensível como era, não conseguia entender porque não tinha agradado com um texto que trazia a própria tragicomédia nacional: o fanatismo futebolístico. O ator estava realmente frustrado com o fracasso. Quando isso acontecia e felizmente foram poucas estas vezes em sua carreira, Zé Maria saía proclamando a todos sua disposição de deixar o palco. Era início de 1979 e ele dizia a todos que tinha encerrado sua carreira de ator, que a partir de então iria se dedicar ao grupo de teatro do Cefet e a direção e produção dos espetáculos de sua Cia. Dramática Independente. Quem o ouviu nesta época tinha quase a certeza de que ele realmente tinha abandonado a interpretação.

Mas não foi o que se viu. Zé Maria continuou, é verdade com as aulas no Cefet, a dirigir e a produzir, mas passados alguns meses, lá estava ele novamente no palco. E sem surpresa para ninguém ele voltava na pele do Dr. Raul, o advogado que ficava preso no banheiro num fim de semana, na peça “Lá” de Sérgio Jockyman. Espetáculo recordista de apresentações e de público na história do teatro paranaense. Foram mais de 1800 apresentações em 18 anos de temporadas. Certamente nenhuma outra peça teatral brasileira alcançou tais números no Brasil, em todos os tempos. Sucesso absoluto de público e de crítica. Para o decano dos críticos teatrais do Brasil, Sábato Magaldi, “José Maria Santos sai aprovado do banheiro. Ele consegue fazer do público seu cúmplice, na deliciosa situação que lhe impõe Lá. Profissional há algumas décadas em Curitiba, veio tentar a praça de São Paulo e ver se retomava com boa crítica, afinal necessária à carreira de qualquer ator. O desempenho de Lá em cartaz no Teatro Paiol, permite que, ao menos de minha parte, ele receba a aprovação”. A crítica foi publicada no Jornal da Tarde, em 1973.

Aliás, foi com Lá que José Maria Santos subiu pela última vez num palco antes de morrer. A temporada aconteceu em setembro do ano passado no Auditório Antonio Carlos Kraide, do Centro Cultural do Portão. E se no espetáculo o público ri sem parar do grotesco da situação apresentada no palco, as mesmas gargalhadas já se faziam sentir antes das cortinas se abrirem. O programa do espetáculo (folheto distribuído ao público contendo a ficha técnica e considerações sobre o espetáculo) é outra peça de humor. A verdade é que nesses dezoito anos muitos programas (versões) foram distribuídos ao público. Já que muitos foram os técnicos que trabalharam com José Maria Santos nestes anos todos de Lá. Assim a cada nova temporada, novo programa ia sendo confeccionado. Este último, então, contém trechos interessantes.

“Diálogo entre o ator ricaço José Maria Santos e o autor risonho Sérgio Jockyman, na privada da rodoviária de Alegre­te-RS, enquanto os dois mijavam, após uma apresentação da comédia “LÁ”, com casa cheia.

Zé Maria - O zíper enguiçou...

Jockyman - Bem feito, quem manda ter mudado o texto do “Lá”, enchendo de palavrão.

Zé Maria - Também, tu só escreve palavrinha, a começar pelo título das peças:

Lá, Treze, Se.

Jockyman - Que mijada gostosa, não tava me aguentando mais...

Zé Maria - Tu tava era mijado de tanto rir.

Jockyman - Vi dizer que tu ficou rico com o Lá, tchê!

Zé Maria - Claro, fiz mais de 1800 apresentações.

Jockyman - Então por que eu não re­cebi sequer um tostão de direito autoral?

Zé Maria - Dane-se. A SBAT deve ter ficado com a grana toda. Eu tenho to­dos os recibos aqui, quer ver?

Jockyman - Dá, que me limpo com estes recibos.

Zé Maria - Usa só do lado que não está escrito, tá. E me devolve.

Jockyman - Ando numa banana fe­deral, correndo de um advogado para ou­tro, em busca dos meus pobres dinheiros. Como tu sabe, o Correio do Povo fechou e não paga há meses.

Zé Maria - E eu com isso!

Jockyman - Exatamente é aí que tu entra em cena. Tá aqui o texto do “Tre­ze”. Tu monta a peça e eu livro uns co­bres.

Zé Maria - Quer dizer que tu vai me cobrar?

Jockyman - Se tu não montar o “Treze” eu te tranco nesta privada! E olha que essa privada fede uma barbari­dade.

Zé Maria - Mas vai ter público?

Jockyman - Esse “Treze” merece o nome que tem. Em Porto Alegre escolhi mal o teatro, não fiz divulgação e escolhi mal os atores. O público foi pra ver uma coisa e viu outra. Já no meio da estréia, eu senti o drama.

Zé Maria - E o Goulart?

Jockyman - O Paulo faturou o que quis em São Paulo. Mas ele se enganou também, dividiu a peça em dois atos para os cariocas e ó... Fui ao Rio assistir e, com toda a modéstia, tava medonha.

Zé Maria - Ô alemão, quer dizer que agora tu quer botar no meu!

Jockyman - Bueno, só tu pode salvar o “Treze” de uma zebra. Ela não e uma comédia burguesa. Portanto, não pode agradar o público burguês, porque ela é ba­sicamente uma parábola sobre a situação nacional. Em São Paulo ela teve o público certo. No Rio e em Porto Alegre recebeu o público errado.

Zé Maria - E tu quer que eu procure o público certo? Mas aonde, meu Deus!

Jockyman - Não mete Deus nisso, porque é Ele que fica pondo as zebras, só pra gente não ganhar...

Zé Maria - Vamos fazer uma fezinha?

Jockyman - Eu aposto na tua monta­gem e fico torcendo descaradamente pelo teu sucesso. Mas desta vez, vê se me paga, e não fica fazendo estes recibos falsos”.

Naturalmente este diálogo é uma invenção. O texto é de autoria do próprio Zé Maria. Aliás uma das maiores reclamações dos autores montados por Zé Maria é da co-autoria. Zé Maria era célebre em “escanganhar” com o texto dos outros. Muitos, aliás, dizem que a partir da milésima apresentação, Lá só fazia constar o nome de Jockyman, já que o texto guardava muito pouca relação com o estrelado em 1971.

Zé Maria foi sempre muito criticado por isso. Mas seja como for, ninguém mais do que ele para saber as reações do público. Todas as mudanças que ele fazia nos textos, eram unicamente para torná-lo mais acessível e atrativo.

Zé Maria sempre aproveitava para nos programas de seus espetáculos contar suas histórias, quase sempre muito bem humoradas. Histórias que segundo a estudante Ivane Angélica, atriz e produtora no grupo de Teatro do Cefet, estariam sendo escritas por Zé Maria para serem editadas em breve em forma de livro. Porém Zé Maria morreu e ninguém sabe onde estariam estes manuscritos. Provavelmente Zé Maria nem chegou a colocar no papel. O livro estava em sua cabeça “fervilhante” e criativa.

Outro trecho do programa de "Lá" dá uma idéia de como iria ser divertido ler esse livro.

“Um currículo do ator José Maria Santos pode muito bem começar assim: “Eis as peças que ele não fez”. Zé Maria já fez tantas peças que é mais fácil e econômico relacionar as que ele não fez. De qualquer forma, Zé Maria teve duas iniciações teatrais: uma quando tinha três anos de idade e foi obrigado a encenar uma longa choradeira para ganhar um sorvete. A outra, em 1954, na Escola de Arte Dramática do Sesi. Ele nunca parou. Nem com o sinal fechado. Como vocês devem estar lembrados, dez anos depois da iniciação teatral de Zé Maria, o sinal fechou...”

Marcadores: , , , ,

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Luis Melo

Biografia

Ator formado pelo Curso Permanente da Fundação Teatro Guaíra em 1969. Trabalhou em Curitiba como ator e professor de teatro até 1975, tendo tido a oportunidade de ser dirigido por alguns dos mais importantes diretores do teatro paranaense. Ainda em Curitiba foi dirigido por Emílio de Biasi e Ademar Guerra no Teatro de Comédia do Paraná. Em 1975 foi para São Paulo, onde se tornou, durante dez anos, o primeiro ator do Grupo Macunaíma, dirigido por Antunes Filho.

Foi muito criticado por Antunes Filho quando ingressou na TV para atuar em telenovelas.

Em cinema atuou em “Terra estrangeira” (Walter Salles/Daniella Thomas), “Jenipapo” (Monique Gardenberg), “Doces Poderes” (Lucia Murat), e “Por Trás Do Pano” (Luis Villaça).

Participou na novela “Cara e Coroa” (Antônio Calmon), recebendo o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como ator em TV, e o Prêmio Contigo, na mesma categoria.

Logo depois, encenou o monólogo “Sonata Kreutzer” (Leon Tolstoi), direção de Eduardo Wotzik, recebendo por ele os prêmios Mambembe, APCA e indicação para o prêmio Shell de 1996.

Participou das novelas “O Amor Está No Ar” (Alcides Nogueira) e “Pecado Capital” (Glória Perez), do espetáculo “Salomé” (Oscar Wilde), direção de Possi Neto, pelo qual foi indicado para o Prêmio Cultura Inglesa como melhor ator de 1997.

Integrou o elenco das minisséries “Hilda Furacão” (do romance de Roberto Drummond), direção de Wolf Maia, “Auto da Compadecida” (Ariano Suassuna). Em 1999, excursionou com o espetáculo “Nijinsky - Divino Bufão”, (estreando como produtor), com direção de Rossela Terranova e Claudia Schapira, considerado um dos cinco melhores espetáculos do ano pelo Jornal do Brasil e indicado para o prêmio Shell de melhor ator.

Em 2000, participou da minissérie “A Invenção do Brasil”, direção de Guel Arraes e da novela “O Cravo e a Rosa”, direção de Walter Avancini. Em 2001 abriu, juntamente com Nena Inoue e Fernando Marés o ACT – Ateliê de Criação Teatral, espaço voltado à formação e experimentação nas artes cênicas.

Em 2002 participou da novela “A Padroeira”, direção de Walter Avancini e do espetáculo “Cãocoisa e a Coisa Homem”, direção de Aderbal Freire-Filho, primeira montagem do ACT – Ateliê de Criação Teatral, ganhando o Prêmio Governador do Estado - Troféu Gralha Azul como melhor ator. Em 2003 participou da minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, direção de Jayme Monjardim, recebendo o premio Qualidade Brasil/SP, como melhor ator de teledramaturgia. E dos filmes “Olga”, de Jayme Monjardin e “Cafundó”, de Paulo Betti e Clóvis. Em 2004 iniciou, juntamente com Marcio Abreu, o Grupo de Estudos sobre Tchekhov.

Carreira

No teatro

* “Macunaíma” (Mário de Andrade)
* “A Hora e a Vez De Augusto Matraga” (Guimarães Rosa)
* “Xica da Silva”, (Luis Alberto de Abreu)
* “Paraíso Zona Norte” (Nélson Rodrigues)
* “Nova Velha História” (do mito “Chapeuzinho Vermelho”)
* “Trono de Sangue” / “MacBeth” (William Shakespeare)
* “Vereda da Salvação” (Jorge de Andrade)
* “Gilgamesh” (baseado no poema épico sumério)
* "Sonata Kreutzer" (baseado em conto de Tolstoi)
* "Salomé" (Oscar Wilde)
* "Cão Coisa e a Coisa Homem"
* "Daqui a 200 Anos"

Na televisão

Telenovelas e minisséries

* 2008 Faça Sua História - Delegado Nicanor
* 2008 Casos e Acasos - Linhares
* 2007 Eterna Magia - Dr. Rafael (Tio Rafa)
* 2006 Cobras e Lagartos - Orã Munhoz/Conchita
* 2006 JK - Coronel Licurgo
* 2005 América - Ramiro
* 2003 A Casa das Sete Mulheres - Bento Manuel
* 2001 A Padroeira - Molina
* 2000 O Cravo e a Rosa - Nicanor Batista
* 2000 A Invenção do Brasil - Vasco de Athaíde
* 2000 A Muralha - Manuel
* 1998 Pecado Capital - Ricardo
* 1998 Hilda Furacão - Padre Ciro
* 1997 O Amor Está no Ar - Alberto
* 1997 Anjo Mau - Müller
* 1995 Cara e Coroa - Rubinho
* 1993 O mapa da mina - Cerqueira Júnior
* 1990 Mico Preto - Eugênio de Sá Matos
* 1988 Vale Tudo - Júlio
* 1986 Selva de Pedra - Humberto Lago Martins
* 1985 Roque Santeiro - Flávio Cardoso
* 1982 Sétimo Sentido - José Beltrão
* 1980 As Três Marias - Andrei
* 1979 Malu Mulher - Robson
* 1976 Anjo Mau - Müller
* 1974 Fogo sobre Terra - Peixoto
* 1972 Selva de Pedra - Humberto Lago Martins
* 1970 Irmãos Coragem - Ricardo
* 1969 Sangue do Meu Sangue - Furtado Lins

No cinema

* Encarnação do Demônio
* Cafundó
* Gaijn - Ama-me como sou
* Separações
* Olga
* Caramuru - A Invenção do Brasil
* Por trás do Pano
* O Auto da Compadecida
* Terra estrangeira
* Doces Poderes
* Jenipapo

Curtas

* Desterro
* Útero

Prêmios

* Prêmio Qualidade Brasil - SP como ator em TV pela minissérie A Casa das Sete Mulheres
* Prêmio de Melhor Ator (categoria Curta-Metragem no festival Guarnicê de Cinema, São Luis do Maranhão) com o filme “Desterro” (Eduardo Paredes)
* Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como ator em TV pela novela Cara e Coroa
* Prêmio “Revista Contigo” como ator em TV pela novela Cara e Coroa
* Prêmio Mambembe, Shell, APCA e Molière pela peça “Sonata Kreutzer” (Leon Tolstoi), direção de Eduardo Wotzik
* Prêmio Cultura Inglesa como melhor ator de 1997 pelo espetáculo Salomé
* Prêmio APCA/2005 como melhor ator teatral pela Daqui a 200 Anos.

Fonte: Wikipedia



Assim que recebeu o convite do diretor Jayme Monjardim para interpretar o mercenário Bento Manuel, de "A Casa das Sete Mulheres", o ator Luís Melo ficou entre a cruz e a espada. Por um lado, adorou o convite porque sempre quis trabalhar com o diretor. Os dois, aliás, já ensaiavam essa parceria desde "Terra Nostra", mas a incompatibilidade de agendas nunca deixou. Mas, por outro, não gostou muito da idéia de interpretar, mais uma vez, o papel de antagonista na tevê. "Sinto um enorme prazer em fazê-los porque os antagonistas são sempre ricos e interessantes. Mas quero voltar a interpretar um tipo mais romântico, como o Rubinho", confessa o ator, referindo-se ao personagem que marcou sua estréia na tevê, em 95, na novela "Cara & Coroa", de Antônio Calmon.

Passado o receio inicial de fazer mais um vilão, Luís Melo deixou se arrebatar pelo jeitão meio Fausto de ser de Bento Manuel. A exemplo do célebre personagem de Johann Wolfgang Goethe, o personagem de "A Casa das Sete Mulheres" também faz um pacto com o Diabo. Mas, em vez de reivindicar uns anos a mais de vida, ele negocia o amor da mulher amada: a obstinada Caetana, interpretada por Eliane Giardini. "O que mais gosto neste homem é que ele acredita numa coisa e vai até o fim para conquistá-la", observa o ator. Mas, para conquistar o amor de Caetana, Bento Manuel precisa rivalizar com Bento Gonçalves, personagem de Werner Schünemann. "Sinto orgulho por estar apoiando o Werner nessa empreitada", garante.

Seletivo

De certa forma, a estréia de Werner na Globo faz Luís Melo lembrar-se de sua própria em "Cara & Coroa". E o faz recordar também de um conselho que ouviu, certa vez, de Marco Nanini para "demarcar seu território na tevê". Em outras palavras: não aceitar fazer qualquer coisa. É justamente isso que Luís Melo vem fazendo ao emprestar seu talento dramático apenas aos chamados "projetos especiais" da Globo, como as microsséries "O Auto da Compadecida" e "A Invenção do Brasil", ambas de Guel Arraes. Caso contrário, ele sabe do risco que corre de ser transformado em reles coadjuvante, sem outra incumbência senão servir de escada para "jovens protagonistas".

Depois de atender a insistentes pedidos do diretor Wolf Maya para fazer "Cara & Coroa", em 95, não parou mais. A minissérie "A Casa das Sete Mulheres" já é o seu 10.º trabalho na Globo em pouco mais de oito anos. Nesse período, fez de tudo um pouco: novelas, minisséries e até os chamados "projetos especiais". "Gosto de fazer televisão, mas gosto de temperá-la com teatro e cinema. Se tivesse deixado de atuar em outras áreas, meu casamento com a tevê não teria durado tanto", brinca.

Só em boa companhia

Apesar do pouco tempo de carreira na tevê, Luís Melo já aprendeu que ela pode ser "uma amante infiel". Por isso mesmo, garante que não faz concessões para trabalhar no que não acredita. Das vezes em que abriu precedentes, se arrepende e muito. "Já aconteceu de eu aceitar determinado trabalho por amizade e depois constatar que ele não era nada daquilo que eu imaginava. Aí, você fica na maior roubada!", reconhece. Para evitar de entrar em outras roubadas, Luís Melo só trabalha com quem já conhece, como os diretores Wolf Maya e Guel Arraes, ou com quem admira muito. Este é o caso de Jayme Monjardim, diretor de "A Casa das Sete Mulheres". Entre os muitos antagonistas que fez na tevê, elege o Nicanor Batista, de "O Cravo e a Rosa", atualmente no "Vale a Pena Ver de Novo", como um de seus preferidos. E por um motivo bastante especial. "O Avancini foi fundamental na minha vida. Sinto muita falta dele", emociona-se.

Para Antunes, o melhor do País

Sobre Luís Melo, o rigoroso diretor teatral Antunes Filho já disse: ele é o maior ator do Brasil! "Ele é suspeito para falar isso", corrige o ator, encabulado. Em 1985, o paranaense Luís Alberto Melo entrou para o grupo Macunaíma, dirigido por Antunes, para integrar o elenco da peça "A Hora e a Vez de Augusto Matraga". Só saiu de lá em 96 depois de aceitar o bendito convite de Wolf Maya para "Cara & Coroa". A decisão de enveredar pela tevê trouxe problemas à amizade com Antunes. Os dois ficaram um bom tempo sem se falar. "O Antunes não vai compreender nunca. Mas eu respeito a posição dele", lamenta.

No teatro, Luís Melo ganhou alguns dos mais importantes prêmios brasileiros, como Mambembe, Shell e Molière. Na tevê, não foi diferente. Logo em sua estréia, ganhou o APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, como revelação em tevê. "Se você não fizer televisão, outro vai fazer. É melhor você ocupar seu espaço do que deixá-lo em aberto", justifica. Antes de Wolf, Luiz Fernando Carvalho já havia insistido para Luís Melo debutar na tevê. Em 93, o ator só declinou do convite para fazer "Renascer" porque teria de passar 60 dias na Bahia.

Luís Melo lembra que Wolf comprou uma briga danada com a Globo ao escalá-lo na novela. A emissora temia que o público rejeitasse a excessiva teatralidade daquele ilustre desconhecido. "Ao mesmo tempo em que era difícil, aquilo me fascinava. Adoro coisas que não domino porque só assim tenho com que brigar", frisa. Aos 46 anos, Luís Melo não teme comprar outra briga ao afirmar que, hoje em dia, qualquer pessoa pode fazer televisão. "As cenas são curtas e bem dirigidas. Dá para tapear. Mas o difícil não está em entrar na tevê e sim em continuar nela", adverte.

De volta à cidade natal

# Luís Melo nasceu em Curitiba no dia 13 de novembro de 1957. Em 79, aos 22 anos, se formou pelo Curso Permanente da Fundação Teatro Guaíra. Ainda em Curitiba, trabalhou como ator e professor de teatro até 85, quando mudou-se para São Paulo.

# No cinema, Luís Melo já contabiliza cinco longas-metragens: "Terra Estrangeira", de Walter Salles e Daniela Thomas, "Jenipapo", de Monique Gardenberg, "Doces Poderes", de Lúcia Murat, "Por Trás do Pano", de Luis Villaça, e "Gaijin 2", de Tizuka Yamasaki, sem previsão de estréia.

# Há três anos, Luís Melo fundou, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o ACT, Ateliê de Criação Teatral, em sua cidade natal. "O sonho de todo ator é ter um espaço para desenvolver um trabalho que o faça envelhecer dignamente", garante.

Fonte: www.parana-online.com.br

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tony Ramos

Tony Ramos um grande ator, merecedor de todos os aplausos. Para nosso orgulho é paranaense, nascido em Arapongas. Sua brilhante carreira começou quando Antônio de Carvalho Barbosa tinha apenas 14 anos. Ele adotou o nome Tony Ramos usando o sobrenome de um parente. Seu primeiro trabalho foi na Rede Tupi e a primeira novela foi A outra. Com 16 anos tentou a carreira musical fazendo uma dupla Tony & Jerry, chegando a se apresentar na Jovem Guarda de Roberto Carlos. Em 1977 foi para a Rede Globo, onde fez mais de 30 novelas. Atualmente, dá show como Opash Ananda de Caminho das Índias. Ele brilha também no cinema onde contracena com Glória Pires em Se eu fosse você 2, já visto por mais de 3 milhões de pessoas. Uma atuação fantástica onde encarou até uma depilação nas costas, vivendo uma mulher no corpo de um homem. Casado há 40 anos com Lidiane, tem dois filhos: Rodrigo, médico, e Andréa, advogada. Agora está dividido entre duas Glórias: Glória Peres (novela) e Glória Pires (filme).

Marcadores: , ,