sábado, 1 de maio de 2010

Simone Espoladore, o "Bicho" da Record

Não é só na Globo que nossos "Bichos" se destacam. Dois deles estão roubando a cena na novela Bela, a Feia, da Record. Licurgo Spinola no papel de pai da personagem Bela e a estonteante Simone Espoladore, vivendo a malvada e sarcástica Verônica.
Simone ja declarou estar adorando viver uma vilã no novela da Record, isso faz seu personagem se destacar já que só tinha tido papeis secundários em novelas anteriores como América e Esperança.

Simone Spoladore nasceu em Curitiba no dia 29 de outubro de 1978.

Estreou na televisão na minissérie Os Maias, baseada na obra de Eça de Queirós, e participou do elenco de América, telenovela de Glória Perez.. No cinema, tiveram destaques suas interpretações em Desmundo e Lavoura Arcaica. Atualmente faz a malvada Verônica da Novela Bela, A Feia na Rede Record.

Simone, assim como Guta Stresser e Letícia Sabatella, iniciou sua carreira no teatro curitibano, fazendo trabalhos em peças, como: Meno Male em 1995, dirigida por Sale Wolokita, e nos espetáculos Juventude, de Felipe Hirsc, e Onde Estiveste à Noite, de Edson Bueno. Ainda na capital paranaense iniciou trabalhos no cinema, como nos curtas-metragens: Que Fim Levou o Vampiro de Curitiba?, de 1996, com direção de Estevan Silveira, e O Presente. de 1997, direção de Aleksei Abib.

Transferindo-se para São Paulo, em 1997 foi selecionada para o elenco do longa-metragem Lavoura Arcaica, filme este exibido a partir de 2001 e logo em seguida, atuou em Desmundo.


Televisão
* 2001 - Os Maias.... Maria Monforte (jovem)
* 2002 - Esperança.... Caterina
* 2005 - América.... Heloísa
* 2006 - O Profeta.... Lucy
* 2009 - Bela, a Feia.... Verônica Matoso

Cinema

* 2001 - Lavoura arcaica.... Ana
* 2002 - Desmundo.... Oribela

* 2006 - Vestido de Noiva (2006).... Alaíde
* 2006 - Veias e vinhos - Uma história brasileira.... Antônia
* 2006 - O ano em que meus pais saíram de férias.... Miriam
* 2007 - Primo Basílio.... Leonor
* 2007 - Canção de Baal…Sofia

* 2007 - Elvis & Madona.... Elvis
* 2008 - Natimorto… A Voz
* 2008 - "((Insolação))...Lúcia
* 2008 - "Duas da manhã"...Maja
* 2009 - "Não se pode viver sem amor"...Roseli
* 2009 - "Luz nas trevas"...
* 2009 -" Sudoeste"...Clarice
* 2009 -" O Gerente"...Guiomar
* 2010 -" Nove crônicas para um coração aos berros"...Simone

Música

* 2008 - Na Confraria Das Sedutoras (3 na Massa)...."Pecadora" (faixa 7)

Prêmios

* Foi indicada três vezes ao Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, na categoria melhor atriz por Desmundo (2002), e na categoria melhor atriz coadjuvante por Lavoura Arcaica (2001) e por O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)
* Ganhou o Prêmio APCA de melhor atriz por Desmundo (2002)

Marcadores: , , ,

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Avatar em IMAX 3D é diversão garantida.

Aproveitando o feriadão fui finalmente conhecer o tão falado IMAX 3D, no Palladium de Curitiba.
Chegando no cinema ja fiquei impressionado com a fila enorme para comprar ingressos... para o dia seguinte, pois não havia mais um único ingresso para as sessões daquele dia (25/12). É claro que eu ja havia comprado os meus ingressos no dia anterior, pela internet, o que aconselho a todos. Não pegamos fila nem precisamos chegar com muita antecedência.
Uma coisa absurda que se nota antes de entrar na sala são os preços na lanchonete, R$ 4,50 por uma garrafinha pequena de água, sem contar com aqueles copos gigantes de pipoca (quem consegue comer aquilo tudo?).
Ao entrar na sala ja se percebe a diferença para um cinema comum, tela gigante, poltronas numeradas (você nunca corre o risco de ficar em pé).

Quanto à sala vão algumas considerações:
- Procure os lugares mais afastados da tela.
Com uma tela gigante, ficar nas primeiras filas pode fazer a gente perder um pouco da ação, apesar que a sensação de imersão no filme é maior. O ideal é ficar da fileira D pra cima. abaixo disso já fica muito perto.
- Tente um lugar no meio
- Se você usa óculos não se preocupe, os óculos 3D são grandes e encaixam perfeitamente nos de grau.

O filme foi Avatar, o filme mais esperado da década, levou 15 anos pra ser viabilizado e depois que a gente assiste, entende o porquê desse tempo todo e de ser o filme mais caro já produzido. Os efeitos são na medida certa para contar a história do soldado paraplégico que é enviado ao planeta Pandora numa missão muito dificil. Dizer que a gente se sente dentro do filme não é exagero, em algumas cenas temos a sensação de estar se movendo com a camera. O som é inacreditável, parece que o prédio treme com as explosões. É clao que Avatar foi produzido especialmente para o IMAX, mas acredito que qualquer outro filme em 3D visto nesta sala ganha um dimensão muito melhor.

Já ouvi muita gente reclamando do preço do ingresso: R$ 30,00
Não acho caro, visto que é menor que duas entradas de cinema normal e você não vai a um cinema IMAX todo fim de semana. Acredito ser um preço justo para um cinema como esse.

Não espere esse filme chegar em DVD pra assistir, procure uma sala 3D(que ja existem em quase todo o Brasil), ou vai perder a maior parte da diversão. O ideal é uma sala IMAX (pena que só existam duas delas no Brasil todo), porem uma em 3D digital tambem é garantia de diversão.

Marcadores: , , ,

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Começa o 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino

Aconteceu nesta segunda-feira (05), no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a abertura do 4° Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino. O Governador Requião ressaltou que o evento representa a consolidação do Paraná como pólo cinematográfico e anunciou que as próximas edições do Festival terão um concurso de roteiros, que vai premiar profissionais do Brasil e da América do Sul. “Os roteiros que participarem do concurso devem se passar dentro do Paraná, nas nossas circunstâncias econômica, política e cultural”, afirmou.




Fernando Montenegro entregou o prêmio Dina Sfat à atriz Letícia Sabatella. O prêmio é uma homenagem a grandes intérpretes e mulheres politicamente engajadas. “É uma honra receber este prêmio. A iniciativa de criar aqui no Paraná um pólo de cinema é louvável. Temos aqui uma cultura rica, com grandes talentos que merecem espaço. Que outros governos continuem este processo, que esta conquista nunca retroceda”, disse Letícia Sabatella.

PREMIAÇÃO – Todas as categorias participantes são premiadas com a estatueta Araucária de Ouro. Os projetos ganhadores das categorias Melhor Direção e Melhor Filme recebem uma premiação em dinheiro. “É uma recompensa aos empreendedores artistas e produtores da área de cinema, que investem no campo do audiovisual cinematográfico”, afirmou Ittala Nandi.


FESTIVAL - A 1ª Mostra de Cinema Contemporâneo Brasileiro Latino, apresentou cinco filmes em longa metragem e seis curtas, sendo três sulamericanos. Em 2007, a 2º Edição do Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino apresentou três filmes brasileiros e três latinos, além de 20 filmes de curta metragem. Em 2008 a 3ª edição do Festival teve 32 produções em competição, oito longas-metragens brasileiros, três longas-metragens argentinos e 21 curtas-metragens de sete estados brasileiros e do Distrito Federal. O evento teve 242 inscrições, sendo 69 filmes brasileiros de longa metragem, dentre eles 15 inéditos, e 173 curtas metragens, e mais 16 filmes latinos.



Marcadores: ,

sábado, 5 de setembro de 2009

Odilon Wagner

Um grande ator consegue dar vida à qualquer personagem independente do tamanho do papel.
Enquanto Marcio Garcia reclamava do espaço dado a seu personagem, Odilon Wagner se destacou na novela Caminho das Índias mesmo tendo pouquíssimas cenas, ao lado da também super talentosa Letícia Sabatella, que fez a vilã principal.
Mike, um golpista internacional, que seduzia mulheres para depois estorquí-las, foi mais um
das dezenas de personagens vividos por Odilon na TV em toda sua longa carreira.

Nascido em Ponta Grossa no dia 24 de 10 de 1954. Odilon Wagner atua em cinema, televisão e cinema. E é também autor e diretor de teatro, além de ser consultor de comunicação.

Em 1982, Odilon Wagner começou em televisão na Rede Globo, fazendo parte do elenco de: "
Avenida Paulista", Depois foi para a Rede Bandeirantes e em 1983, fez: " Sabor de Mel".
Em 84, na Rede Manchete, fez: " Viver a Vida" e voltou à Globo, na novela: " Corpo a Corpo". Em 85, fez: " De Quina Para a Lua" e " O Tempo e o Vento", ainda na Globo . Em 86, na mesma emissora:
" Selva de Pedra". Em 87, foi para a Manchete em: " Carmem" e " Rainha da Vida". Em 88, fez
na Globo: " Abolição". Em 89, fez no SBT: "Cortina de Vidro" e na Globo: " República".
Continuou na Globo e fez em 92: " Anos Rebeldes", Em 93: "Fera Ferida". Em 96: " Anjo De
Mim".Em 97: " Por Amor". Em 98: " Labirinto". Em 99: " Chiquinha Gonzaga", uma bela
minissérie. Em 99 ainda: " Terra Nostra". Em 2000: " Aquarela do Brasil!. Em 2001: "Um Anjo
Caiu do Céu". Em 2002: " O Quinto dos Infernos". Em 2002 e 2003 fez: " Malhação". Em 2004,
fez: " Chocolate com Pimenta" e "Começar de Novo". Em 2006: " Cobras e Lagartos". Em 2007: "Amazônia, de Galvez a Chico Mendes", outra bela minissérie. Em 2007 ainda: " Sete Pecados". Em 2008, fez: " Casos e Acasos". Em cinema Odilon Wagner começou em 1986, fazendo: " Baixo Gávea". Em 87: " Feliz Ano Velho". Em 88: "A Casa de Açucar". Em 98: " Bela Donna" e " Caminho dos Sonhos". Em 99: " Zoando na TV ". Em 2000: "A Hora Marcada". Em 2001: " Condenado à Liberdade".Em 2003: " My Father, Rua Alguém 5555".


Carreira

Na televisão

* 2009 Caminho das Índias - Mike
* 2009 Deu a Louca no Tempo - Nicolai
* 2008 Casos e Acasos
* 2008 Casos e Acasos - Jp
* 2008 Casos e Acasos - Lauro Diniz
* 2007 Sete Pecados - Anselmo
* 2007 Amazônia, de Gálvez a Chico Mendes - Alarico
* 2006 Cobras e Lagartos - Alberto
* 2004/05 Começar de Novo - Péricles
* 2004 A Escrava Isaura (Rede Record) - Comandante Santana
* 2004 Chocolate com Pimenta (participação especial) - dono da fábrica de tecidos
* 2002/03 Malhação - Otávio Miranda
* 2002 O Quinto dos Infernos - Eugênio de Beauharnais
* 2001 Um anjo caiu do céu - Sid Valente/Coyote
* 2000 Aquarela do Brasil - Armando
* 1999 Terra Nostra - Altino Neves Marcondes
* 1999 Chiquinha Gonzaga - José Balileu
* 1998 Labirinto - Rodrigo
* 1997 Por Amor - Rafael Fontes
* 1996 Anjo de Mim - Ulisses
* 1995 Explode Coração - Leandro Avelar
* 1993 Fera Ferida - Weber
* 1992 Anos Rebeldes - Rolf Haguenauer
* 1989 República - Conde d'Eu
* 1989 Cortina de Vidro (SBT) - Ulisses
* 1988 Abolição - Conde d'Eu
* 1987 A Rainha da Vida (Rede Manchete) - Amadeu
* 1987 Carmem (Rede Manchete) - César
* 1986 Selva de Pedra - Joseph
* 1985 O tempo e o vento - Carl Winter
* 1985 De quina pra Lua - Sousa
* 1984 Corpo a Corpo - Rogério Cerqueira
* 1984 Viver a Vida (Rede Manchete) - Fernando Saboya
* 1983 Sabor de Mel (Rede Bandeirantes) - Samuel
* 1982 Avenida Paulista - Albino


No cinema

* 2006 Ouro Negro - A Saga do Petróleo Brasileiro
* 2002 Lost Zweig
* 2004 Olga
* 2003 My Father, Rua Alguem 5555
* 2001 Condenado à Liberdade
* 2000 A Hora Marcada
* 1999 Zoando na TV
* 1998 Caminho dos Sonhos
* 1998 Bela Donna
* 1996 A Casa de Açúcar
* 1988 Jorge, um Brasileiro
* 1987 Feliz Ano Velho
* 1986 Baixo Gávea

Marcadores: , , , ,

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cinema 3D é aposta da indústria para não perder expectadores

Quando saiu o videocassete muita gente falou que seria o fim das salas de cinema, todo mundo ia preferir ficar em casa vendo seus filmes favoritos, no conforto da sala. Mas não foi bem assim já que não se pode comparar a emoção de um filme na telona com a baixa qualidade oferecida por uma fita VHS. No lançamento do DVD disseram o mesmo, "as salas de cinema estão perdidas...". Novamente todo mundo se enganou, o cinema ganhou salas melhores, a maioria se mudou para dentro dos shoppings (em Curitiba não se encontra uma única sala fora dos shoppings), veio a tecnologia digital e o povo continuou lotando as salas, principalmente em filmes de grandes efeitos especiais que perdem muito da magia quando vistos em uma tela de televisão.

A tecnologia avançõu muito nesses anos e agora temos telões de alta definição, tocadores de blue-ray e home-theater a preço acessível até mesmo para os mais pobres. Voltou aquela velha frase, "o cinema acabou", agora todo mundo vai ficar em casa. Ledo engano, a aposta da indústria cinematográfica para manter os expectadores nas salas de cinema chama-se 3D.
É incrível como aumentou em poucos meses o numero de salas 3D pelo Brasil. Só Curitiba ganhou 4 salas 3D nos ultimos 3 meses, sendo uma delas o famoso IMAX.
O sistema IMAX, inaugurado no final de julho em Curitiba é uma experiência única de se ver filmes, que com certeza jamais poderá ser reproduzida na sala de alguem.
Segundo o IDG NOW!, "Além do tamanho impressionante, o IMAX tem um sistema chamado "rolling loop" para movimentar o filme. São duas faixas de filme correndo pelo projetor ao mesmo tempo, na velocidade de 24 frames por segundo. Assim, cada quadro fica perfeitamente imóvel quando projetado. A imagem não treme e nem borra, tornando o efeito 3D ainda mais real."

Inauguração do IMAX Curitiba, Euforia e decepção
A euforia ficou por conta dos fãs de cinema que contavam as horas pra ver a tecnologia 3D do IMAX em ação. A promessa de "entrar" dentro do filme é uma grande tentação.
A decepção ficou por conta da programação de estréia com o filme "Harry Potter e o enígma do príncipe", com apenas 12 minutos de ação em 3D. Os fãs do bruxinho devem ter adorado, mas quem não curte muito o tipo de filme, que é o meu caso, ficou decepcionado. Se pelo menos o filme todo fosse em 3D ja compensaria. A programação completa da sala Imax Dom Bosco de Curitiba você pode conferir no blog Latitude 25°25.

Marcadores: ,

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ela vai te conquistar pelo "Estômago" - Fabiula Nascimento

Esse deve ser o ano da curitibana Fabiula Nascimento, depois de 13 anos de carreira ela alcança projeção nacional atuando em trabalhos importantes como o filme "Estômago" e na série global "Força-Tarefa", que estreou nessa quinta-feira.

Curitibana como sua personagem em "Estômago", Fabiula teve de engordar seis quilos para se tornar Íria, o amor de Raimundo Nonato, cozinheiro vivido pelo consagrado João Miguel. E, sem qualquer pudor ou vaidade, teve de encarar cenas de nudez e sensualidade. "Engordar foi fácil, depois levei um ano para perder", conta ela. "Mas é muito legal ver o resultado da transformação, aquela pança dobrando".



Fabiula Nascimento é amiga da tambem curitibana Katiuscia Canoro, com quem mantem uma parceria nos palcos à anos, como na peça "De Graça, Mas Tem Que Pagar".

Marcadores: , , ,

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ela é Maria Fernanda Candido, não precisa dizer mais nada.

Ela ja foi comparada à Sophia Loren (quando jovem), pela beleza e pelo talento mostrado quando roubou a cena na novela Terra Nostra em 1999, com a cozinheira Paola. Ganhou prêmio de atriz revelação e mostrou ao mundo "o que a londrinense tem".

Maria Fernanda Cândido nasceu em Londrina no dia 21 de maio de 1974, filha de Reginaldo e Agda, comerciantes.

Mudou-se para Curitiba aos 4 de idade onde viveu até aos 12 anos, mudando-se para São Paulo com a família.

Matriculada no Colégio São Luís, na avenida Paulista, sempre se mostrou boa aluna. Aos 14 anos, entrou para o mundo das modelos. Cinco anos se passaram assim, entre a carteira escolar, os testes, os desfiles e as fotos. Ela concluiu a escola antes de arriscar a sorte em Nova York e depois em Paris. Mais de um ano fora do Brasil foi o suficiente para ela decidir terminar a carreira de modelo internacional.

Trabalhou na Europa como modelo, antes de estrear na televisão como VJ no programa Ilha do Biquíni, da MTV. No ano seguinte gravou a abertura da telenovela A Indomada, mas o sucesso veio verdadeiramente em 1999, quando da participação na novela Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa. Pela interpretação, foi eleita a mulher mais bonita do século, numa votação do programa Fantástico.

Ganhou o Troféu Imprensa em 1999, como Revelação do Ano, por sua atuação como a italiana Paola de Terra Nostra.

É formada em terapia ocupacional pela USP e, paralelamente aos trabalhos como atriz, Maria Fernanda desenvolve projetos de integração de deficientes físicos e mentais.

2003 - Estreou no cinema com Dom, e ganhou um Kikito, prêmio do Festival de Gramado, como melhor atriz.
2004 - Atuou na novela Como Uma Onda,fazendo o papel de Lavínia.

2007 - Esteve no elenco da novela Paraíso Tropical, onde fez uma participação especial, no papel da advogada Fabiana.

2008 - Maria Fernanda volta à TV, na minissérie Capitu. Pela segunda vez a atriz dará vida à personagem de olhos de ressaca criada por Machado de Assis. Em Dom (2003), filme inspirado no romance de Machado de Assis, ela viveu uma versão moderna da personagem. Viveu novamente a personagem Capitu na minissérie da TV Globo em 2008, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

Em 9 de setembro de 2005 se casou com o empresário francês Petrit Spahira. Eles tem dois filho juntos: Tomás (nascido em 26 de janeiro de 2006) e Nicolas (nascido em 17 de outubro de 2008).

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Guilherme Weber

Guilherme Weber nasceu em Curitiba em 11 de Julho de 1975, ator, diretor e produtor.

Uma relíquia de família despertou no pequeno Guilherme, aos 9 anos, fascinação pelo cinema. Um álbum de autógrafos e fotos de Frank Sinatra, Judy Garland e Betty Davies, entre outros astros de Hollywood, feito pela mãe quando viveu em Los Angeles, aflorou o apetite para as telas.

Sua trajetória começou aos 14 anos, quando Guilherme fazia parte do Caixa, um grupo de teatro amador do Paraná. Por quatro anos, viajou apresentando peças pelo Brasil.

Estreou no teatro em 1991 e, em 1993, funda, com o também curitibano Felipe Hirsch, a "Sutil Companhia de Teatro". No mesmo ano, o espetáculo da companhia recebe 17 prêmios.

A vida no teatro sempre foi um desafio. Ele patrocinou Baal Babilônia, a primeira de expressão da parceria com Hirsch, com US$ 300 seus – e US$ 300 do diretor – e chegou a passar cheque sem fundos para pagar passagens para uma equipe de nove pessoas até João Pessoa (PB), onde tinha convite para encenar Fausto, em 1996.

Em novelas, o ator estreou em "Um Anjo Caiu do Céu", em uma participação especial. e participou em um episódio da série "Os Normais".

Seu mais marcante papel na TV foi o do maquiavélico Tony, na novela "Da Cor do Pecado", em que contracenou com Giovanna Antonelli.

No teatro trabalhou em espetáculos como “Baal Babilônia”, “Nostalgia”, “Os Incendiários”, “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, "Alice", "Por um Incêndio Romântico" e “Os Solitários”.

Em 2005, participou da novela "Belíssima", também da TV Globo.

Atuou ao lado de Paulo Autran em “Rei Lear”, com direção de Ulysses Cruz, e dividiu o palco com Denise Stoklos no espetáculo “Mais Pesado Que o Ar”, criado e dirigido pela artista.

Foi indicado ao Prêmio Shell de 2000 por sua atuação em “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, espetáculo que lhe rendeu o Prêmio Poty Lazarotto de Melhor Ator (prêmio este conferido por voto pela classe artística de Curitiba).

No cinema, fez sua estréia no filme "Cruz e Souza – O poeta do desterro" (1998), de Sylvio Back. Voltou ao cinema em 2004, fazendo pequenos papéis em "Nina", de Heitor Dhalia, e "Olga", de Jayme Monjardim. Em 2005, fez o papel principal de "Árido Movie", de Lírio Ferreira, que foi selecionado para o Festival de Veneza e ganhou seis prêmios no Cine PE – Festival do Audiovisual de Recife, em 2006.

Em 2007, esteve no teatro com a peça "A Educação Sentimental do Vampiro" e, em 2008, participou da minissérie da Rede Globo "Queridos Amigos" e da novela "Ciranda de Pedra".

Encerrando 2008, Guilherme participou do especial de fim de ano da Globo "O Natal do Menino Imperador".


Trabalhos na televisão

* 2008 - O Natal do Menino Imperador - Marquês de Itanhaém
* 2008 - Casos e Acasos .... Sérgio
* 2008 - Casos e Acasos .... Rodrigo
* 2008 - Ciranda de Pedra .... Arthur X
* 2008 - Queridos Amigos .... Benny (minissérie)
* 2007 - A História de Poty .... porteiro do cinema (Série da RPC - Rede Globo Paraná)
* 2007 - Malhação .... Leôncio Gurgel
* 2005 - Belíssima .... Freddy Schneider
* 2005 - Carandiru, Outras Histórias .... Dudu
* 2004 - Da Cor do Pecado .... Tony (Antônio Almeida)
* 2002 - Os Normais .... Pedro Paulo
* 2001 - Um Anjo Caiu do Céu .... Carl

Trabalhos no teatro

* 2007 - Educação Sentimental do Vampiro .... Felipe Hirsch
* 2004 - Avenida Dropsie
* 2003 - Alice
* 2003 - A Morte do Caixeiro Viajante
* 2003 - Temporada de Gripe
* 2002 - Os solitários
* 2001 - Nostalgia
* 2000 - A Vida É Cheia de Som e Fúria

Trabalhos no cinema

* 2004 - Árido Movie .... Jonas
* 2004 - Nina .... Arthur
* 2004 - Olga .... Otto Braun
* 1998 - Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro
* 1998 – Fui Rei

Premiações

* Venceu como melhor ator no Troféu APCA/2008 pela interpretação do personagem Beny de Queridos Amigos.
* Venceu como melhor ator teatral no Troféu APCA/2007 pela interpretação no espetáculo Educação Sentimental do Vampiro

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Preço da Paz será exibido na Globo domingo, 29

Para comemorar os 316 anos de Curitiba nesse domingo, 29, a RPC exibe no Domingo Maior o filme "OPreço da Paz", com o curitibano Herson Capri no papel principal, mais Lima Duarte, Giulia Gam, Camila Pitanga, Danton Mello e José de Abreu.

O filme conta como aconteceu a Revolução Federalista. Um golpe do Presidente Floriano fecha e logo em seguida reabre o Congresso Nacional, para colocar a mesa de decisões um grupo de correligionarios que rezavam pela sua cartilha. No sul do país, inconformados, os idealistas revolucionários Maragatos se insurgem e avançam para o Rio de Janeiro. O intuito: se juntar às tropas do Almirante Saldanha para, juntos, deporem o Presidente. Mostra ainda a história do Barão do Serro Azul (Herson Capri) na tentativa de comprar a paz, pagando para que os maragatos não atacassem Curitiba.

Ficha Técnica
Título Original: O Preço da Paz
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2003

Direção: Paulo Morelli
Roteiro: Walter Negrão
Produção: Maurício Appel
Música: Jaime Zenamon
Fotografia: Luís Branquinho
Direção de Arte: Daniel Marques
Edição: Paulo Morelli


Elenco
Herson Capri (Barão)
Giulia Gam (Baronesa)
Camila Pitanga (Anésia)
Danton Mello (Daniel)
José de Abreu (Cezário)
Lima Duarte (Gumercindo)

Premiações
- Ganhou os Kikitos de Ouro de Melhor Edição e Melhor Direção de Arte, além do Prêmio do Júri Popular, no Festival de Gramado.


Curiosidades
- Foi inteiramente rodado no Paraná, em seis cidades do estado.

- Foram construídos 37 sets de filmagens.

- O Preço da Paz teve mais de 1300 figurantes.

- A trilha sonora composta por Jaime Zenamon foi executada pela Orquestra Sinfônica de Berlim para o filme.

Marcadores: , ,

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Agustinho que me perdôe, mas a "Bebel" é nossa

Maria Augusta Labatut Stresser, mais conhecida como Guta Stresser, nasceu em Curitiba em 28 de setembro de 1972.

Guta Streeser atualmente mora no Rio de Janeiro, mas mantém forte vínculo com Curitiba, tendo feito à recentemente uma campanha publicitária (Eternamente Coxa) para seu time de coração, o Coritiba.

Biografia

Guta começou no teatro em Curitiba, aos 13 anos de idade, desde então tem vários trabalhos reconhecidos por público e crítica como: 'O Vampiro e a Polaquinha' de Dalton Trevisan com direção de Ademar Guerra, espetáculo este que foi o maior sucesso da história do teatro paranaense; 'O Casamento' de Nelson Rodrigues com direção de Antonio Abujamra e João Fonseca; 'Mais Perto' de Patrick Marber com direção de Hector Babenco; 'Rita Formiga' de Maria Gladys e Domingos de Oliveira que além de autor também dirige o espetáculo; atualmente está em cartaz no Rio de Janeiro com a peça 'Primeira Chuva no Deserto', de Ana Paula Pedro, com direção de Camilla Amado.

Família

Guta Stresser é bisneta do ilustre maestro Augusto Stresser, autor da Ópera Sidéria, primeira ópera paranaense. Neta do jornalista Adherbal Stresser. Filha do jornalista e advogado Ronald Sanson Stresser com Diva Maria Farracha Labatut.

Trabalhos na Tv

* 2001-2008 A Grande Família - Bebel (Maria Isabel Silva Carrara)

No Cinema

* 2008 Vingança - Pax Filmes, direção: Paulo Pons
* 2008 Sexo Virtual - Curta-metragem, direção: Jorge Monclar
* 2007 A Grande Família,O Filme - Bebel
* 2006 Balada das Duas Mocinhas de Botafogo - Marília
* 2004 Redentor - Flávia
* 2004 Nina - Nina
* 2001 A Partilha - Célia

O Coritiba lança o Eternamente Coxa, plano de fidelização de torcedores. Guta Stresser é a garota-propaganda da campanha.


Marcadores: , , ,

terça-feira, 3 de março de 2009

Um Bicho Careqa... ou seja, um "Bicho Adotado" chamado Carlos Careqa

Carlos Careqa é aquele tipo de artista que você ouve falar o nome e a principio nem dá muita atenção, mas quando pára, olha e escuta, nunca mais esquece. Ator, cantor, compositor, produtor, e até um pouco palhaço, enfim, um artista completo. Quem não está se ligando em quem é Carlos Careqa, pode lembrar de um recente comercial de cerveja onde um meteorologista maluco grita a palavra: "Gelaaaadaaaa". Quem ainda não viu deve ver sua atuação como um taxista no filme "Alô", impagavel.
Carlos de Souza, ou Carlos Careqa, apelido que ganhou aos 12 anos de idade quando seu pai, barbeiro, resolveu deixá-lo careca, depois, através da cabala trocou seu nome para Careqa, nasceu em Lauro Muller, Santa Catarina, mas se mudou para Curitiba com 5 anos e viveu toda infancia e juventude na cidade, o que lhe torna um legítimo "Bicho Adotado" do Paraná. Começou a carreira cantando no programa Mário Vendramel, uma espécie de Chacrinha das araucárias.

Sobre Curitiba Carlos CAreqa diz: "Sempre vai ter Curitiba no meu trabalho e na minha vida. Tem o Beijo AA Força, o Maxixe Machine, a Grande Garagem que Grava, o Thadeu W., o Oswaldo Rios, o Adriano Satiro. Muita gente nova como o Alexandre Nero. Curitiba sempre tem gente boa fazendo arte."


Biografia:

ator, cantor, compositor, produtor
Nascido em Lauro Muller (SC), Carlos de Souza passou infância e juventude no Paraná, onde estudou música a teatro, antes de radicar-se em São Paulo. Foi o responsável por várias trilhas para peças de teatro e trabalhou como ator em peças e filmes de cinema. Sua atuação no mercado publicitário, desde 1986, também é relevante, já tendo feito mais de 80 peças comerciais. No início da década de 90 apresentou-se em bares e casas noturnas de Genebra e Berlim. Em seguida atuou no grupo Pêlo Público, em São Paulo.
Radicado em São Paulo desde 1991.

Lançou 6 CDS

À ESPERA DE TOM (BED/Independente)
Lançado em 2008, CD em homenagem ao cantor norte americano Tom Waits, com versões em protuguês de 14 cancões do Bardo de Pomona. Gravado ao vivo no Sesc Santana, com os músicos Mario Manga (Guitarra, Cello, Banjo, Violão Tenor) Gabriel Levy (Piano e Acordeon), Sylvio Mazzuca Junior (Baixo Acústico) e Guello (Percussão). Produzido por Mario Manga e Carlos Careqa


PELO PÚBLICO (Thanx God/Tratore)
Lançado em 2006, com a participação do Cantor Falcão. Contem canções realizadas nos anos 90 com o grupo Pelo Público em São Paulo. Gravado ao vivo no Teatro do Sesc Ipiranga, com a participação posterior de Mario Manga.

NOSOTROS QUE SOMOS NOS MESMOS (GGG)
com a banda Maxixe Machine, gravado ao vivo no projeto GRANDE GARAGEM QUE GRAVA

NÃO SOU FILHO DE NINGUÉM
, (Thanx God/TRATORE),
lançado em 2004 traz uma variedade de ritmos e propostas musicais. Produzido por Marcos Vaz, Mario Manga, Gabriel Levy, André Abujamra e pelo próprio Carlos Careqa, mistura timbres e provoca o ouvinte a uma reflexão da atualidade. Com participações de grandes nomes como Chico César, Zeca Baleiro, Vânia Abreu, Jards Macalé, André Abujamra e Edson Cordeiro.


Como ator participou dos Filmes:
- "Alô" de Mara Mourão
- "O tronco" de João Batista de ANdrade
- "Bicho de sete cabeças" de Lais Bodanski
- "As avassaladoras" de Mara Mourão
- "Cristina quer casar" de Luís Villaça

E dos Curtas…
- "BarBabel" de Antonio Augusto
- "A História Real" de André Pasquini
- "Oswaldo Cruz" de Dainara Toffoli
- "A grande depressão" de Paulo Munhoz
- "Melodia" de Willy Schumann

E das óperas...
- "O homem dos crocodilos" de Arrigo Barnabé
- "22 antes e depois" de Arrigo Barnabé, Tim Rescala e Guto Lacaz
- "The haroun song book" de Charles Wourrinen e James Fenton

Em Televisão...
- "Série Galera" – TV CULTURA - 2004

Como produtor...
- "O homem dos crocodilos" de Arrigo Barnabé - CCBB SP NOV 2001/CCBB RIO JUN 2003
- "Flores de aço" - CCBB SP MAR 2002
- "Novo de novo" - CCBB SP FEV 2003
- "CD-Missa in memorian ARthur Bispo do Rosário" de Arrigo Barnabé - CCBB - 2003
- "Encontros improváveis" - CCBB SP 2004


Marcadores: , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sonia Braga - "Bicho exportado e sem memória"

Apesar de ter esquecido das suas raízes, Sonia Braga ainda é o nome paranaense mais famoso do mundo artístico e um dos nomes brasileiros de maior sucesso em Hollywood. Se ja falaram até que ela esqueceu que é brasileira, imagina se ainda lembra que é do interior do Estado do Paraná? Broncas à parte, Sonia Braga, queira ou não é também "Bicho do Paraná" e como tal, merece seu espaço aqui...

Biografia: (www.soniabragaonline.com)

Sonia Maria Campos Braga nasceu em Maringá, interior do Paraná, em 8 de junho de 1950. É a quinta filha de uma família de sete irmãos. Após o falecimento do pai, sua família perdeu quase tudo. Enquanto a mãe e os irmãos mais velhos trabalhavam, Sonia e a irmã, Maria, faziam a limpeza da casa. O primeiro convite para fazer televisão veio do diretor Vicente Sesso para representar uma princesa no programa infantil Jardim Encantado.

Sonia trabalhou como recepcionista e foi secretária em um Buffet. Conheceu o cabeleireiro Antonio Carlos que a indicou para um teste de modelo na revista Claudia. Não passou, mas conheceu duas pessoas que marcariam sua carreira: o cantor Ronnie Von, que a convidou para trabalhar em seu programa na TV (Sonia lia as cartas dos fãs do cantor) e José Rubens Siqueira, diretor teatral, que na época a dirigiu num curta-metragem, Atenção, Perigo!

Pelas mãos de José Rubens, Sonia foi parar em Santo André, onde estreou aos 17 anos na peça Jorge Dandin. Já na capital, entrou no da primeira montagem brasileira do musical de maior sucesso na Inglaterra, Hair. No mesmo ano, o cineasta Rogério Sganzarla, escalou-a para o filme O Bandido da Luz Vermelha, em 1969.

No começo da década de 1970, Sonia Braga participou dos filmes A Moreninha e Cléo e Daniel e da novela Irmãos Coragem (1970). Mas foi como Flávia em Selva de Pedra que Sonia começou a ser notada pelo público e pela crítica. Em 1974 conseguiu um bom papel em Fogo Sobre Terra e atuou em diversos especiais. Fez mais cinema (Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil e Mestiça, a Escrava Indomável) e participou do programa infantil-educativo Vila Sésamo (TV Cultura/TV Globo).

No final de 1974, a TV Globo buscava a atriz ideal para viver Gabriela, protagonista da novela baseada na obra de Jorge Amado. Após verem um vídeo da Sonia, a cúpula da Rede Globo concordou. Sonia seria Gabriela. Após a novela Gabriela, Sonia virou um dos maiores símbolo sexual do Brasil. No ano seguinte substituiu Débora Duarte na peça A Teoria na Prática é Outra, atuou no filme O Casal, com direção de Daniel Filho e foi escalada para o papel que a projetaria internacionalmente, Dona Flor, papel título da obra de Jorge Amado Dona Flor e Seus Dois Maridos.

Sonia Braga voltou a TV Globo no papel na novela Saramandaia. De1977 para 1978, Sonia aparecia novamente na televisão, fazendo a Cíntia Levi em Espelho Mágico. Voltou aos cinemas no polêmico A Dama do Lotação, filme baseado na obra de Nelson Rodrigues. E no mesmo ano virou mania nacional, estourando como a ex-presidiária Julia Matos em Dancin’ Days.

Em 1980, Sonia voltou à TV sem os ares de mulher fatal, no papel de Gely, na novela Chega Mais. Mas nos cinemas continuou a seduzir com o filme Eu Te amo. Logo após a apresentação de Eu Te Amo, em 1981, no Festival de Cannes, o crítico de cinema da revista Newsweek, Jack Kroll, saúdo-a dizendo que Sonia era “algo inteiramente novo nas telas, a primeira atriz de verdade pós-Sofia Loren”. Elogiou ainda, sua beleza extraordinária, a veia cômica e a coragem sexual, “capaz de anular o Marlon Brando em O Último Tango em Paris”.

A primeira vez que Sonia foi para os Estados Unidos não foi em busca de emprego. Foi atendendo a um convite da Metro Goldem Mayer para filmar Gabriela. Sonia voltou a interpretar a personagem de Jorge Amado que a transformou em estrela no Brasil. Só que seu par romântico no filme agora era o italiano Marcelo Mastroiani.

Em 1984, com o filme O Beijo da Mulher Aranha (ao lado de William Hurt e Raul Julia), Sonia teve a possibilidade de encarar novos desafios e se dispôs a disputar o mercado internacional. Seus três curtos papéis em O Beijo da Mulher Aranha provocaram alguns suspiros entre a população masculina e as quatro indicações para o Oscar que o filme recebeu, ajudaram a aumentar as atenções sobre ela.

Em 1986, apareceu no papel de professora de matemática do filho de Bill Cosby, em um episódio do The Cosby Show, o programa do horário nobre de maior sucesso na televisão americana naquela época e foi convidada para ser uma das apresentadoras na maior de todas essas festas, a entrega do Oscar. Sua presença no Dorothy Chandler Pavillion, diante de 1 bilhão de pessoas que assistiram à cerimônia no mundo inteiro pela televisão, foi muito breve, mas suficiente para lhe dar celebridade instantânea.

Com o lançamento do filme de Robert Redford, Rebelião em Milagro, Sonia começou a aparecer com mais freqüência na televisão americana, falando sobre tudo, de política, amor e sexo.

Ao lado de Richard Dreyfous e Raul Julia voltou ao Brasil para filmar Luar Sobre Parador. O filme, com direção de Paul Mazuzki, contava a história de um ator que é contratado para substituir um ditador. Sonia fazia o papel da amante do ditador e graças a este papel recebeu uma indicação ao Globo de Ouro.


A seqüência de trabalhos posteriores não foi assim tão esplendorosa. Filmes como “A Última Prostituta”, “Mil Elos – O Preço da Liberdade” e “Rookie – Um profissional em Perigo” tiveram uma pálida resposta de público e crítica. Mas não impediu de, em 1991, receber convites para campanhas publicitárias, entre elas, do cartão American Express, em fotos de Annie Leibowitz, nos quais ela parecia uma deusa do Saara.

Sonia Braga voltou para o Brasil para fazer Tieta. O filme contou com a direção de Cacá Diegues, música composta por Caetano Veloso e cantada por Gal Costa, o resultado não poderia ser outro, a super-produção nacional foi um sucesso.

Em 1998 Fez uma pequena participação na novela de Gilberto Braga, Força de um Desejo e, ainda no Brasil, deu uma passagem no cinema nacional, fazendo um pequeno papel em Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Nos Estados Unidos, Sonia Braga pode ser vista nas telas do cinema em Olhar de Anjo. Desta vez como mãe da atriz e cantora Jennifer Lopes. Sonia trabalhou na terceira parte da trilogia Um Drink no Inferno. No filme, produzido por Quentin Tarantino, Sonia era uma vampira. Na TV, fez a amante de Kim Catral em Sex and The City: sucesso total.

Com uma carreira com muitos altos e baixos e diversas participações na TV, Sonia Braga volta a fazer uma novela inteira no Brasil, após 26 anos sem atuar na televisão nacional. Em Páginas da Vida Sonia foi Tonia Werneck, escultora de muito sucesso no exterior que volta para o Brasil para fazer sua primeira exposição no país. A personagem foi o grande retorno de Sonia na teledramaturgia brasileira.

Com o término das gravações de Páginas da Vida, Sonia Braga foi contratada como um dos nomes de peso da adaptação do seriado americano Desperate Housewives. Na série Sonia era Alice Monteiro, que se mata no primeiro episódio e passa a narrar a história das amigas. No final de 2008 foi para os Estados Unidos gravar “An Invisible Sign of My Own” ao lado da atriz Jessica Alba. O filme deve ser lançado e meados de 2009.

Para ficar bem no mercado das celebridades, e competir com as “louras” efêmeras, Sonia Braga passou a se cuidar mais. Fez um retoque na clínica do cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Além da parte estética, cuida muito da saúde e procura ter uma alimentação saudável, não dispensa um cafezinho e não larga seu notebook macintosh em casa de jeito nenhum. É chique e vintage, mas não dispensa uma roupa informal nas horas de folga.

Marcadores: , , ,

Não confunda Schulmann com Schunemann

Os irmãos Schumann

Muita gente pode confundir Werner Schumann com o quase homônimo Werner Schunemann, ator gaúcho que ficou conhecido ao atuar em A Casa das Sete Mulheres, na Globo. Porém, Werner Schumann, é paranaense de Curitiba e trabalha quase sempre com seu irmão gêmeo Willy. Conheci os dois durante uma oficina de direção e roteiro em Curitiba, no final dos anos 80, desde então tenho acompanhado os irmãos Schulmann em seus trabalhos para o cinema e a televisão.

Werner Schumann nasceu em Curitiba em 3 de janeiro de 1965.


Biografia
Nos anos 80 estudou fotografia, roteiro e montagem pela Fundação Cultural de Curitiba (Cinemateca Guido Viaro) e começou sua carreira dirigindo filmes experimentais em super 8.

Nos anos 90 dirigiu “Pioneiros do Cinema” (Vencedor do Prêmio do Governo do Estado do Paraná e vencedor do Tatu de Ouro de Melhor Ficção na XXI Jornada Internacional de Cinema da Bahia); “De Bona-Caro Nome” documentário com a participação de José Wilker (vencedor do Prêmio Fiat do Brasil), “Ervilha Da Fantasia”, documentário sobre o poeta Paulo Leminski; além de curtas-metragens experimentais como “VOLK!”, (vencedor do Curitiba Arte 10), “Trabalho de Parto” e “O Poeta e a Rainha” (Seleção Oficial Festival de Oberhausen, Alemanha).

Também produziu inúmeros curtas-metragens e dirigiu programas de TV, comerciais e vídeo clips, dentre eles “A Bruma e o Breu” (Prêmio Saul Trumpet de Melhor Vídeo do Ano em 97).

Em 2001 co-produziu e co-dirigiu a comédia romântica “Onde Os Poetas Morrem Primeiro”,seleção oficial Chicago Latino Film Festival (EU), Seleção Oficial Cine Ceará (Brasil).

Entre 2005 e 2006 dirigiu três filmes de longa-metragem: “O Coro”, “A Dimensão e “Sol na Neblina”.

Ao lado de seu irmão gêmeo, Willi - e mais os amigos Paulo Friebe, Bolinha (Altenir José Silva), 24 anos; Palito (Nivaldo Lopes), 28, Werner Schumann integra a nova safra de cineastas curitibanos. Formados em cursos promovidos na Cinemateca, realizando seus curtas com recursos próprios, oposicionistas ao domínio que a sensual Berenice Mendes vem exercendo na secção do Paraná da Associação Brasileira de Documentaristas, este novo grupo tem já um expressivo trabalho. São filmes em super-8 - a partir de "Os Jacobinos", primeiro longa (100 minutos) em super-8, realizado no Paraná, curtas levados a festivais nacionais e, agora, partindo para os recursos do vídeo, começam a acontecer fora de Curtiiba. Em novembro, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema-RJ, Werner e Altenir Silva levarão os seus tapes para o público carioca: "Ervilha da Fantasia", focalizando o múltiplo Paulo Leminski e "A Revolução dos Brasis", livremente inspirado em Emílio de Menezes - interpretado por Paulo Friebe.



Willy Schumann.

É autor de vários vídeos e filmes, alguns deles em parceria com seu irmão Werner Schumann.


Atuação no cinema

Em 1997, Willy co-dirigiu o curta-metragem Trabalho de parto, sobre dança e artes plásticas, coordenado pela artista plástica paranaense Cláudia Guimarães; este filme integra o acervo do Centro Georges Pompidou de Paris.

Em 1990, realizou com o irmão Werner o documentário De Bona - Caro nome, sobre a obra do pintor Theodoro De Bona, e que contou com a participação do ator José Wilker.

Co-produziu, roteirizou e dirigiu, em parceria com o irmão Werner, o longa-metragem Onde os poetas morrem primeiro, uma comédia romântica que aborda as dificuldades do relacionamento humano nas grandes metrópoles, e que fez parte da seleção oficial do XI Cine Ceará – Festival Nacional de Cinema e Vídeo.

Atuação na televisão

Participou do seriado de televisão Pista Dupla, em 22 capítulos, apresentado pela rede CNT.

Dirigiu também vários programas de televisão, entre eles o Programa Cadeia, em rede estadual, e o programa humorístico Pirados & Perdidos, em São Paulo.

Prêmios

* Prêmio Estímulo Concorrência Fiat do Brasil - pelo documentário De Bona caro nome, sobre a obra do pintor Theodoro De Bona, e com a participação do ator José Wilker, no início da década de 1990.
* Prêmio Estímulo, do Governo do Estado do Paraná - pelo telefilme Pioneiros do cinema, uma comédia que homenageia os cineastas pioneiros do sul do Brasil, em 1994.
* Prêmio Tatu de Ouro de Melhor Ficção, na XXI Jornada Internacional de Cinema da Bahia - por Pioneiros do cinema, exibido pela rede CNT.
* Prêmio Saul Trompete de Melhor Clip do Ano - pelo videoclipe A Bruma e o breu, título homônimo da canção do CD Um lugar ao sol, de Luciano Rosa.

Marcadores: , , , ,

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

José Maria Santos Um ator para quem o sinal nunca fechou...

José Maria Santos nasceu em Guarapuava no dia 12 de dezembro de 1933 e morreu em Curitiba, em 4 de janeiro de 1990.

Seu nome completo era José Maria Ferreira Maciel dos Santos. Atuou em teatro e cinema. Trabalhou como diretor de teatro do TECEFET.

Trabalhos em que se destacou

Teatro

* "O boi e o burro", de Maria Clara Machado.
* "Lá", de Sérgio Jockyman.

Cinema

* "Aleluia Gretchen", de Sylvio Back. Em 1977, recebeu o prêmio Kikito como melhor ator coadjuvante como Dr. Aurélio.

Diretor de Teatro - TECEFET

* "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna - 1972.
* "O Irmão das Almas", de Martins Pena - 1973.
* "Chapetuba Futebol Clube", de Oduvaldo Viana Filho - 1974.
* "Pagador de Promessas", de Dias Gomes - 1975.
* "Os Falantes e a Guarda Cuidadosa", de Cervantes - 1976.
* "Pequenos Burgueses", de Máximo Gorki - 1977.
* "Arena Conta Zumbi" e "Arena Conta Tiradentes", - 1978.
* "Na Boca dos Poetas", de criação coletiva - 1979.
* "A Invasão", de Dias Gomes - 1980.
* "A Ameaça Veio Com a Chuva", de Mírian San Juan - 1981.
* "A Ralé", de Máximo Gorki - 1982.
* "O Doente Imaginário", de Molière - 1983.
* "Tudo Azul no Hemisfério Sul", de Marcos Borges - 1984.
* "Eles Não Usam Black-Tie", de Gianfrancesco Guarnieri - 1985.
* "Bodas de Sangue", de Federico Garcia Lorca - 1986.



Jornal do Estado, Curitiba, 25 DE abrIL DE 1990. Espaço Dois.

José Maria Santos Um ator para quem o sinal nunca fechou... apenas deixou de funcionar
Ulisses Iarochinski

Em 1978, José Maria Santos estreava o monólogo “Muro de Arrimo”, uma peça que contava as desventuras de um pedreiro fanático por futebol e desesperado com a seleção canarinho. A montagem, no entanto, não alcançaria o sucesso desejado. Zé Maria, sensível como era, não conseguia entender porque não tinha agradado com um texto que trazia a própria tragicomédia nacional: o fanatismo futebolístico. O ator estava realmente frustrado com o fracasso. Quando isso acontecia e felizmente foram poucas estas vezes em sua carreira, Zé Maria saía proclamando a todos sua disposição de deixar o palco. Era início de 1979 e ele dizia a todos que tinha encerrado sua carreira de ator, que a partir de então iria se dedicar ao grupo de teatro do Cefet e a direção e produção dos espetáculos de sua Cia. Dramática Independente. Quem o ouviu nesta época tinha quase a certeza de que ele realmente tinha abandonado a interpretação.

Mas não foi o que se viu. Zé Maria continuou, é verdade com as aulas no Cefet, a dirigir e a produzir, mas passados alguns meses, lá estava ele novamente no palco. E sem surpresa para ninguém ele voltava na pele do Dr. Raul, o advogado que ficava preso no banheiro num fim de semana, na peça “Lá” de Sérgio Jockyman. Espetáculo recordista de apresentações e de público na história do teatro paranaense. Foram mais de 1800 apresentações em 18 anos de temporadas. Certamente nenhuma outra peça teatral brasileira alcançou tais números no Brasil, em todos os tempos. Sucesso absoluto de público e de crítica. Para o decano dos críticos teatrais do Brasil, Sábato Magaldi, “José Maria Santos sai aprovado do banheiro. Ele consegue fazer do público seu cúmplice, na deliciosa situação que lhe impõe Lá. Profissional há algumas décadas em Curitiba, veio tentar a praça de São Paulo e ver se retomava com boa crítica, afinal necessária à carreira de qualquer ator. O desempenho de Lá em cartaz no Teatro Paiol, permite que, ao menos de minha parte, ele receba a aprovação”. A crítica foi publicada no Jornal da Tarde, em 1973.

Aliás, foi com Lá que José Maria Santos subiu pela última vez num palco antes de morrer. A temporada aconteceu em setembro do ano passado no Auditório Antonio Carlos Kraide, do Centro Cultural do Portão. E se no espetáculo o público ri sem parar do grotesco da situação apresentada no palco, as mesmas gargalhadas já se faziam sentir antes das cortinas se abrirem. O programa do espetáculo (folheto distribuído ao público contendo a ficha técnica e considerações sobre o espetáculo) é outra peça de humor. A verdade é que nesses dezoito anos muitos programas (versões) foram distribuídos ao público. Já que muitos foram os técnicos que trabalharam com José Maria Santos nestes anos todos de Lá. Assim a cada nova temporada, novo programa ia sendo confeccionado. Este último, então, contém trechos interessantes.

“Diálogo entre o ator ricaço José Maria Santos e o autor risonho Sérgio Jockyman, na privada da rodoviária de Alegre­te-RS, enquanto os dois mijavam, após uma apresentação da comédia “LÁ”, com casa cheia.

Zé Maria - O zíper enguiçou...

Jockyman - Bem feito, quem manda ter mudado o texto do “Lá”, enchendo de palavrão.

Zé Maria - Também, tu só escreve palavrinha, a começar pelo título das peças:

Lá, Treze, Se.

Jockyman - Que mijada gostosa, não tava me aguentando mais...

Zé Maria - Tu tava era mijado de tanto rir.

Jockyman - Vi dizer que tu ficou rico com o Lá, tchê!

Zé Maria - Claro, fiz mais de 1800 apresentações.

Jockyman - Então por que eu não re­cebi sequer um tostão de direito autoral?

Zé Maria - Dane-se. A SBAT deve ter ficado com a grana toda. Eu tenho to­dos os recibos aqui, quer ver?

Jockyman - Dá, que me limpo com estes recibos.

Zé Maria - Usa só do lado que não está escrito, tá. E me devolve.

Jockyman - Ando numa banana fe­deral, correndo de um advogado para ou­tro, em busca dos meus pobres dinheiros. Como tu sabe, o Correio do Povo fechou e não paga há meses.

Zé Maria - E eu com isso!

Jockyman - Exatamente é aí que tu entra em cena. Tá aqui o texto do “Tre­ze”. Tu monta a peça e eu livro uns co­bres.

Zé Maria - Quer dizer que tu vai me cobrar?

Jockyman - Se tu não montar o “Treze” eu te tranco nesta privada! E olha que essa privada fede uma barbari­dade.

Zé Maria - Mas vai ter público?

Jockyman - Esse “Treze” merece o nome que tem. Em Porto Alegre escolhi mal o teatro, não fiz divulgação e escolhi mal os atores. O público foi pra ver uma coisa e viu outra. Já no meio da estréia, eu senti o drama.

Zé Maria - E o Goulart?

Jockyman - O Paulo faturou o que quis em São Paulo. Mas ele se enganou também, dividiu a peça em dois atos para os cariocas e ó... Fui ao Rio assistir e, com toda a modéstia, tava medonha.

Zé Maria - Ô alemão, quer dizer que agora tu quer botar no meu!

Jockyman - Bueno, só tu pode salvar o “Treze” de uma zebra. Ela não e uma comédia burguesa. Portanto, não pode agradar o público burguês, porque ela é ba­sicamente uma parábola sobre a situação nacional. Em São Paulo ela teve o público certo. No Rio e em Porto Alegre recebeu o público errado.

Zé Maria - E tu quer que eu procure o público certo? Mas aonde, meu Deus!

Jockyman - Não mete Deus nisso, porque é Ele que fica pondo as zebras, só pra gente não ganhar...

Zé Maria - Vamos fazer uma fezinha?

Jockyman - Eu aposto na tua monta­gem e fico torcendo descaradamente pelo teu sucesso. Mas desta vez, vê se me paga, e não fica fazendo estes recibos falsos”.

Naturalmente este diálogo é uma invenção. O texto é de autoria do próprio Zé Maria. Aliás uma das maiores reclamações dos autores montados por Zé Maria é da co-autoria. Zé Maria era célebre em “escanganhar” com o texto dos outros. Muitos, aliás, dizem que a partir da milésima apresentação, Lá só fazia constar o nome de Jockyman, já que o texto guardava muito pouca relação com o estrelado em 1971.

Zé Maria foi sempre muito criticado por isso. Mas seja como for, ninguém mais do que ele para saber as reações do público. Todas as mudanças que ele fazia nos textos, eram unicamente para torná-lo mais acessível e atrativo.

Zé Maria sempre aproveitava para nos programas de seus espetáculos contar suas histórias, quase sempre muito bem humoradas. Histórias que segundo a estudante Ivane Angélica, atriz e produtora no grupo de Teatro do Cefet, estariam sendo escritas por Zé Maria para serem editadas em breve em forma de livro. Porém Zé Maria morreu e ninguém sabe onde estariam estes manuscritos. Provavelmente Zé Maria nem chegou a colocar no papel. O livro estava em sua cabeça “fervilhante” e criativa.

Outro trecho do programa de "Lá" dá uma idéia de como iria ser divertido ler esse livro.

“Um currículo do ator José Maria Santos pode muito bem começar assim: “Eis as peças que ele não fez”. Zé Maria já fez tantas peças que é mais fácil e econômico relacionar as que ele não fez. De qualquer forma, Zé Maria teve duas iniciações teatrais: uma quando tinha três anos de idade e foi obrigado a encenar uma longa choradeira para ganhar um sorvete. A outra, em 1954, na Escola de Arte Dramática do Sesi. Ele nunca parou. Nem com o sinal fechado. Como vocês devem estar lembrados, dez anos depois da iniciação teatral de Zé Maria, o sinal fechou...”

Marcadores: , , , ,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Valêncio Xavier Niculitcheff


Valêncio Xavier Niculitcheff nasceu em São Paulo (SP) no dia 21 de março de 1933. Passou a viver no Paraná em 1954. Escreveu para vários jornais e revistas, trabalhou na TV Paranaense (hoje RPC TV) e na TV Paraná (da rede Tupi), escreveu dramas para a televisão e chegou a dirigir episódios do Globo Repórter.

Criou a Cinemateca do Museu Guido Viaro em 1975 – que se tornaria a Cinemateca de Curitiba 23 anos mais tarde –, espaço responsável pela formação de vários cineastas paranaenses, identificados como a Geração Cinemateca, da qual fazem parte Carminatti, Fernando Severo e Berenice Mendes.

Depois de 2002, escreveu apenas mais um texto, “Coisas da Noite Escura”, parte do livro Rremembranças da Menina de Rua Morta Nua (2006), o último publicado pela Companhia das Letras.

O escritor Valencio Xavier morreu na manhã de 05 de Dezembro de 2008 em Curitiba, aos 75 anos. Paulistano, mas radicado na capital paranaense há mais de cinco décadas, Xavier ficou internado por três meses no Hospital São Lucas, e não resistiu a uma parada respiratória provocada por um acidente vascular cerebral.

Tido como um dos ícones da literatura experimental brasileira, Xavier escreveu inúmeras narrativas em jornais e revistas (como Nicolau, Revista USP, Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo).

Suas publicações mais conhecidas são ‘O Mez da Gripe’ (Companhia das Letras, 1998), ‘Meu 7º Dia’ (Ciência do Acidente, 1998), ‘Minha Mãe Morrendo e o Menino Mentido’ (Companhia das Letras, 2001) e os contos ‘Minha História Dele’ (Ficções, n. 1, 1998) e ‘Meu Nome É José’, na coletânea A Alegria (Publifolha, 2002). Também trabalhou como tradutor, consultor de imagem em cinema, roteirista e diretor de TV.

Apaixonado por cinema, Xavier recebeu o prêmio de “Melhor Filme de Ficção” na IX Jornada Brasileira de Curta-Metragem, por Caro Signore Feline. Dirigiu, ainda os curtas ‘O Pão Negro - Um Episódio da Colônia Cecília’ (1993) e ‘Os 11 de Curitiba, Todos Nós’, além de ter criado a Cinemateca do Museu Guido Viaro. Suas produções praticamente estagnaram nos últimos anos, quando foi diagnosticado como portador do mal de Alzheimer.

O escritor deixou mulher e dois filhos.




Nota

Conheci Valêncio Xavier em 1989, quando ele dirigia o museu da Imagem e do Som em Curitiba e promovia diversos cursos e oficinas de cinema. O vídeo de conclusão da oficina de iluminação com Dante Lecioli, promovida por Valêncio, tinha como ator principal um dos maiores ícones do teatro curitibano, José Maria Santos, em seu último trabalho em video.

Marcadores: , , , ,