sexta-feira, 28 de maio de 2010

Manual Prático da Mulher Desesperada, em Curitiba

Materia publicada no site da Gazeta do Povo

O “Manual Prático da Mulher Desesperada” voltou a Curitiba em única apresentação, no Teatro Positivo. Completando cinco anos em cartaz, o espetáculo dirigido por Ruiz Bellenda trouxe novamente aos tablados curitibanos a conterrânea Adriana Birolli, que ganhou o prêmio Gralha Azul como melhor atriz em 2007 e interpretou Isabel na novela “Viver a Vida” da Rede Globo.

A peça, adaptada de crônicas da jornalista e escritora Dorothy Parker, conta a história da jovem Alice esperando ansiosamente por “aquela ligação” do cara que, é claro, não liga. Detalhe: Dorothy escreveu as crônicas na década de 20, mas os problemas enfrentados pela personagem parecem ser absolutamente contemporâneos. “É uma vergonha, né?”, disse Adriana, rindo, em entrevista ao Guia Gazeta do Povo, “a mulher está sempre esperando. Se não é uma ligação, é um torpedo, uma mensagem no MSN, no Orkut. Muda a tecnologia, mas não a situação”.

Apesar de ter iniciado a carreira de atriz com oito anos, Adriana ainda se considera nova no mercado “mas estou bem comigo, estou aprendendo muito e estou ótima assim”. Na entrevista, ela ainda fala sobre o contrato com a Rede Globo, o assédio após a novela e conta um pouco sobre o desespero que ronda não apenas o universo feminino. “Tem muito homem que me confessa que tem uma Alice dentro de si”. Confira o Manual da Adriana Birolli, que está solteira e muito bem, obrigada: “isso não me desespera nenhum pouco, não tenho problemas em sair sozinha ou estar sozinha”.


Os problemas das mulheres da década de 20 se repetem com a geração dos anos 2000, mesmo com todas as transformações culturais? A mulher moderna não é “ainda mais desesperada” já que a vida contemporânea é muito mais agitada?

É uma vergonha, né? (risos). A mulher está sempre esperando. Se não é uma ligação, é um torpedo, uma mensagem no MSN, no Orkut. Muda a tecnologia, mas não a situação. Antigamente as mulheres se preocupavam com o casamento perfeito, com a escolha do cara certo. Hoje em dia, ela se dedica à carreira, ao trabalho, estudos e quando vê, está sozinha.

Seria possível criar um “Manual do Homem Desesperado”, já que as mulheres também começaram a ter a postura de “não ligar” para eles?

Também! A situação da Alice não é exclusivamente feminina. A mulher assume mais. Eu não consigo imaginar um cara falando pro amigo: “Pô, será que ela vai me ligar?”. Mas muitos homens já vieram me confessar, no final da peça, que têm uma Alice dentro de si.

O que você acha que as mulheres realmente têm de Alice?

A Alice é muito genérica. Acho que não tem uma mulher que não tenha alguma coisa de Alice. Mas é muito geral. Cada uma tem um jeito diferente, sabe? Tem gente que tem horror a sair sozinha, já começa a ficar neurótica, eu não ligo pra isso.

Então o que a Adriana tem de Alice?

Eu não tenho alguma coisa específica, mas já passei por algumas situações. Tipo: “será que ele vai ligar?”

O que o “Manual” de 2010 tem de diferente do “Manual” de 2006?

A maturidade. Eu estou mais madura, aprendi muita coisa nesse tempo todo. Quando estreamos, eu tinha 19 anos, agora estou com 23 e por mais que pareça pouco tempo, isso faz toda a diferença. A peça amadureceu. O personagem também.

A mudança do seu companheiro de palco (de Cadu Scheffer para Alex Barg) trouxe muitas diferenças para a peça?

Sem dúvida. É outra energia, outra pessoa. Fica completamente diferente. Cada ator pega um personagem de uma forma.

O público tem se interessado mais pela peça após a sua experiência na TV?

Ainda não sei. A peça sempre fez muito sucesso, graças a Deus. Neste ano, passamos por São Paulo e agora estamos em Curitiba. Eu não senti muita diferença, mas é claro que tem gente que vai ao teatro pensando na Isabel (personagem da novela). Só que o intuito da peça é divertir o público. Eu me divirto lá em cima e ele se diverte na platéia, é isso o que importa independente de ser por causa da novela ou não.

Que tipo de mulher você se define? E que tipo de mulher você gostaria de ser?

Difícil hein? (risos) Sou nova no mercado. Mas estou bem comigo, estou aprendendo muito e estou ótima assim.

No Manual da Adriana, quais seriam os três primeiros itens?

Cantada podia ser abolida. (risos) A não ser que seja bem humorada, sabe? Aí acaba ganhando a pessoa. Joguinho também. Odeio joguinhos. Prefiro ser direta. É claro que não precisa pular etapas, mas não gosto de jogos do tipo “falar uma coisa querendo dizer outra”. E doses equilibradas, de tudo.

E os projetos futuros para a TV?

Meu contrato com a Globo dura três anos, mas ainda não temos nenhum projeto previsto. O personagem foi muito marcante, tem que esperar um pouco. Por enquanto, vou ficar com a peça em cartaz até o fim do ano. Vamos passar por Maringá, Toledo, Ponta Grossa, Londrina e Porto Alegre e ainda tem as outras regiões. Estamos começando por “baixo” (sul), mas vamos rodar o Brasil todo.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Trupe da Saúde aproveita recesso provocado pela nova gripe para estrear nos palcos


A improvisação sempre guiou o trabalho dos palhaços da Trupe da Saúde. Quando vestem o jaleco branco e colocam o nariz vermelho, eles sabem que não terão uma tarefa fácil pela frente. Isso porque o cenário de suas apresentações são os quartos e corredores de hospitais em Curitiba. Sem roteiro algum, o objetivo é preencher o silêncio do ambiente hospitalar com risadas, divertindo os pacientes, acompanhantes e até médicos e funcionários.
Mas depois de sete anos de atuação, o grupo aposta agora em um novo formato – dessa vez com script: levar os doutores-palhaços também para os palcos. Personagens como o Dr. Caramelo e a Dra. Risoleta vão receitar ao público o melhor remédio: a risada. O espetáculo “Vitamina” é a primeira peça com a assinatura da Trupe da Saúde. E o mais curioso é que a ideia da apresentação surgiu justamente quando os trabalhos do grupo precisaram ser suspensos.
Devido aos cuidados com o vírus H1N1, as visitas da Trupe aos hospitais tiveram que ser canceladas. Foi aí que resolveram aproveitar essa parada e montar a comédia, não apenas com situações e personagens vividos pelos doutores, mas também com outros números e pesquisas feitas pelo grupo de dez atores. Durante o mês que ficaram em recesso, formataram todo o evento, montaram as cenas e agora estão prontos para a nova empreitada. Toda a renda gerada pela venda de ingressos será investida na própria Trupe.
Patrícia Ramos atua como risoterapeuta há três anos, período em que atende como a Dra. Alegreta. Ela conta que o grupo ganhou mais força ao se dedicar a este novo trabalho. “A maioria das pessoas só conhece a Trupe da Saúde dentro dos hospitais. Essa peça é apenas o primeiro passo para divulgar o nosso trabalho para outros públicos”, revela ansiosa por representar um clown pela primeira vez em cima do palco.
Prêmio Fundação Banco do Brasil
Desde 2002, a Trupe da Saúde visita cinco hospitais de Curitiba – Hospital de Clínicas, Evangélico, Pequeno Príncipe, Cruz Vermelha e Erasto Gaertner. Durante esse período, cerca de 100 mil pessoas já foram atendidas pelo grupo. O projeto é um dos 24 finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, no qual 695 foram inscritos. O resultado será anunciado no mês de novembro em Brasília.
Serviço:
Vitamina
Dias 26 e 27 de setembro (sábado e domingo), sempre às 19h
Teatro Regina Vogue – Shopping Estação
Ingressos: R$ 20 e R$10 (meia-entrada)
Informações: (41) 3023-2008

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sábado, 5 de setembro de 2009

Odilon Wagner

Um grande ator consegue dar vida à qualquer personagem independente do tamanho do papel.
Enquanto Marcio Garcia reclamava do espaço dado a seu personagem, Odilon Wagner se destacou na novela Caminho das Índias mesmo tendo pouquíssimas cenas, ao lado da também super talentosa Letícia Sabatella, que fez a vilã principal.
Mike, um golpista internacional, que seduzia mulheres para depois estorquí-las, foi mais um
das dezenas de personagens vividos por Odilon na TV em toda sua longa carreira.

Nascido em Ponta Grossa no dia 24 de 10 de 1954. Odilon Wagner atua em cinema, televisão e cinema. E é também autor e diretor de teatro, além de ser consultor de comunicação.

Em 1982, Odilon Wagner começou em televisão na Rede Globo, fazendo parte do elenco de: "
Avenida Paulista", Depois foi para a Rede Bandeirantes e em 1983, fez: " Sabor de Mel".
Em 84, na Rede Manchete, fez: " Viver a Vida" e voltou à Globo, na novela: " Corpo a Corpo". Em 85, fez: " De Quina Para a Lua" e " O Tempo e o Vento", ainda na Globo . Em 86, na mesma emissora:
" Selva de Pedra". Em 87, foi para a Manchete em: " Carmem" e " Rainha da Vida". Em 88, fez
na Globo: " Abolição". Em 89, fez no SBT: "Cortina de Vidro" e na Globo: " República".
Continuou na Globo e fez em 92: " Anos Rebeldes", Em 93: "Fera Ferida". Em 96: " Anjo De
Mim".Em 97: " Por Amor". Em 98: " Labirinto". Em 99: " Chiquinha Gonzaga", uma bela
minissérie. Em 99 ainda: " Terra Nostra". Em 2000: " Aquarela do Brasil!. Em 2001: "Um Anjo
Caiu do Céu". Em 2002: " O Quinto dos Infernos". Em 2002 e 2003 fez: " Malhação". Em 2004,
fez: " Chocolate com Pimenta" e "Começar de Novo". Em 2006: " Cobras e Lagartos". Em 2007: "Amazônia, de Galvez a Chico Mendes", outra bela minissérie. Em 2007 ainda: " Sete Pecados". Em 2008, fez: " Casos e Acasos". Em cinema Odilon Wagner começou em 1986, fazendo: " Baixo Gávea". Em 87: " Feliz Ano Velho". Em 88: "A Casa de Açucar". Em 98: " Bela Donna" e " Caminho dos Sonhos". Em 99: " Zoando na TV ". Em 2000: "A Hora Marcada". Em 2001: " Condenado à Liberdade".Em 2003: " My Father, Rua Alguém 5555".


Carreira

Na televisão

* 2009 Caminho das Índias - Mike
* 2009 Deu a Louca no Tempo - Nicolai
* 2008 Casos e Acasos
* 2008 Casos e Acasos - Jp
* 2008 Casos e Acasos - Lauro Diniz
* 2007 Sete Pecados - Anselmo
* 2007 Amazônia, de Gálvez a Chico Mendes - Alarico
* 2006 Cobras e Lagartos - Alberto
* 2004/05 Começar de Novo - Péricles
* 2004 A Escrava Isaura (Rede Record) - Comandante Santana
* 2004 Chocolate com Pimenta (participação especial) - dono da fábrica de tecidos
* 2002/03 Malhação - Otávio Miranda
* 2002 O Quinto dos Infernos - Eugênio de Beauharnais
* 2001 Um anjo caiu do céu - Sid Valente/Coyote
* 2000 Aquarela do Brasil - Armando
* 1999 Terra Nostra - Altino Neves Marcondes
* 1999 Chiquinha Gonzaga - José Balileu
* 1998 Labirinto - Rodrigo
* 1997 Por Amor - Rafael Fontes
* 1996 Anjo de Mim - Ulisses
* 1995 Explode Coração - Leandro Avelar
* 1993 Fera Ferida - Weber
* 1992 Anos Rebeldes - Rolf Haguenauer
* 1989 República - Conde d'Eu
* 1989 Cortina de Vidro (SBT) - Ulisses
* 1988 Abolição - Conde d'Eu
* 1987 A Rainha da Vida (Rede Manchete) - Amadeu
* 1987 Carmem (Rede Manchete) - César
* 1986 Selva de Pedra - Joseph
* 1985 O tempo e o vento - Carl Winter
* 1985 De quina pra Lua - Sousa
* 1984 Corpo a Corpo - Rogério Cerqueira
* 1984 Viver a Vida (Rede Manchete) - Fernando Saboya
* 1983 Sabor de Mel (Rede Bandeirantes) - Samuel
* 1982 Avenida Paulista - Albino


No cinema

* 2006 Ouro Negro - A Saga do Petróleo Brasileiro
* 2002 Lost Zweig
* 2004 Olga
* 2003 My Father, Rua Alguem 5555
* 2001 Condenado à Liberdade
* 2000 A Hora Marcada
* 1999 Zoando na TV
* 1998 Caminho dos Sonhos
* 1998 Bela Donna
* 1996 A Casa de Açúcar
* 1988 Jorge, um Brasileiro
* 1987 Feliz Ano Velho
* 1986 Baixo Gávea

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ela vai te conquistar pelo "Estômago" - Fabiula Nascimento

Esse deve ser o ano da curitibana Fabiula Nascimento, depois de 13 anos de carreira ela alcança projeção nacional atuando em trabalhos importantes como o filme "Estômago" e na série global "Força-Tarefa", que estreou nessa quinta-feira.

Curitibana como sua personagem em "Estômago", Fabiula teve de engordar seis quilos para se tornar Íria, o amor de Raimundo Nonato, cozinheiro vivido pelo consagrado João Miguel. E, sem qualquer pudor ou vaidade, teve de encarar cenas de nudez e sensualidade. "Engordar foi fácil, depois levei um ano para perder", conta ela. "Mas é muito legal ver o resultado da transformação, aquela pança dobrando".



Fabiula Nascimento é amiga da tambem curitibana Katiuscia Canoro, com quem mantem uma parceria nos palcos à anos, como na peça "De Graça, Mas Tem Que Pagar".

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Guilherme Weber

Guilherme Weber nasceu em Curitiba em 11 de Julho de 1975, ator, diretor e produtor.

Uma relíquia de família despertou no pequeno Guilherme, aos 9 anos, fascinação pelo cinema. Um álbum de autógrafos e fotos de Frank Sinatra, Judy Garland e Betty Davies, entre outros astros de Hollywood, feito pela mãe quando viveu em Los Angeles, aflorou o apetite para as telas.

Sua trajetória começou aos 14 anos, quando Guilherme fazia parte do Caixa, um grupo de teatro amador do Paraná. Por quatro anos, viajou apresentando peças pelo Brasil.

Estreou no teatro em 1991 e, em 1993, funda, com o também curitibano Felipe Hirsch, a "Sutil Companhia de Teatro". No mesmo ano, o espetáculo da companhia recebe 17 prêmios.

A vida no teatro sempre foi um desafio. Ele patrocinou Baal Babilônia, a primeira de expressão da parceria com Hirsch, com US$ 300 seus – e US$ 300 do diretor – e chegou a passar cheque sem fundos para pagar passagens para uma equipe de nove pessoas até João Pessoa (PB), onde tinha convite para encenar Fausto, em 1996.

Em novelas, o ator estreou em "Um Anjo Caiu do Céu", em uma participação especial. e participou em um episódio da série "Os Normais".

Seu mais marcante papel na TV foi o do maquiavélico Tony, na novela "Da Cor do Pecado", em que contracenou com Giovanna Antonelli.

No teatro trabalhou em espetáculos como “Baal Babilônia”, “Nostalgia”, “Os Incendiários”, “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, "Alice", "Por um Incêndio Romântico" e “Os Solitários”.

Em 2005, participou da novela "Belíssima", também da TV Globo.

Atuou ao lado de Paulo Autran em “Rei Lear”, com direção de Ulysses Cruz, e dividiu o palco com Denise Stoklos no espetáculo “Mais Pesado Que o Ar”, criado e dirigido pela artista.

Foi indicado ao Prêmio Shell de 2000 por sua atuação em “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, espetáculo que lhe rendeu o Prêmio Poty Lazarotto de Melhor Ator (prêmio este conferido por voto pela classe artística de Curitiba).

No cinema, fez sua estréia no filme "Cruz e Souza – O poeta do desterro" (1998), de Sylvio Back. Voltou ao cinema em 2004, fazendo pequenos papéis em "Nina", de Heitor Dhalia, e "Olga", de Jayme Monjardim. Em 2005, fez o papel principal de "Árido Movie", de Lírio Ferreira, que foi selecionado para o Festival de Veneza e ganhou seis prêmios no Cine PE – Festival do Audiovisual de Recife, em 2006.

Em 2007, esteve no teatro com a peça "A Educação Sentimental do Vampiro" e, em 2008, participou da minissérie da Rede Globo "Queridos Amigos" e da novela "Ciranda de Pedra".

Encerrando 2008, Guilherme participou do especial de fim de ano da Globo "O Natal do Menino Imperador".


Trabalhos na televisão

* 2008 - O Natal do Menino Imperador - Marquês de Itanhaém
* 2008 - Casos e Acasos .... Sérgio
* 2008 - Casos e Acasos .... Rodrigo
* 2008 - Ciranda de Pedra .... Arthur X
* 2008 - Queridos Amigos .... Benny (minissérie)
* 2007 - A História de Poty .... porteiro do cinema (Série da RPC - Rede Globo Paraná)
* 2007 - Malhação .... Leôncio Gurgel
* 2005 - Belíssima .... Freddy Schneider
* 2005 - Carandiru, Outras Histórias .... Dudu
* 2004 - Da Cor do Pecado .... Tony (Antônio Almeida)
* 2002 - Os Normais .... Pedro Paulo
* 2001 - Um Anjo Caiu do Céu .... Carl

Trabalhos no teatro

* 2007 - Educação Sentimental do Vampiro .... Felipe Hirsch
* 2004 - Avenida Dropsie
* 2003 - Alice
* 2003 - A Morte do Caixeiro Viajante
* 2003 - Temporada de Gripe
* 2002 - Os solitários
* 2001 - Nostalgia
* 2000 - A Vida É Cheia de Som e Fúria

Trabalhos no cinema

* 2004 - Árido Movie .... Jonas
* 2004 - Nina .... Arthur
* 2004 - Olga .... Otto Braun
* 1998 - Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro
* 1998 – Fui Rei

Premiações

* Venceu como melhor ator no Troféu APCA/2008 pela interpretação do personagem Beny de Queridos Amigos.
* Venceu como melhor ator teatral no Troféu APCA/2007 pela interpretação no espetáculo Educação Sentimental do Vampiro

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sexta-feira, 20 de março de 2009

Delisiée Teixeira agora é Marinho, mas a beleza e o talento continuam os mesmos.

Falando em beleza, muita gente deve estar se perguntando "Por onde anda Delisiée Teixeira, aquela linda repórter esportiva da TV Paranaense, que cobria, principalmente a Seleção de Ginástica Olímpica?




Delisiée Teixeira não existe mais... Calma, ela não morreu, apenas mudou de nome, agora se chama Delisiée Marinho e tambem mudou de foco profissional, agora é atriz, mas podia tambem ser modelo, beleza e talento não faltam.



Delisiée Marinho anunciou que está na cidade para se apresentar na mostra Fringe do Festival de Curitiba com a peça Bodas de Sangue, do espanhol Garcia Lorca. O espetáculo foi apresentado no dia 19, hoje 20, e ainda nos dias 21 e 22 de março na Casa Vermelha. Ex-repórter esportiva e apresentadora da RPC-TV – na qual atuou por dez anos até transferir-se para São Paulo –, Delisiée está se dedicando com afinco à carreira de atriz, depois de cursar a escola do diretor teatral Ulysses Cruz.

Breve o perfil completo de Delisiée, aqui no blog.

Confira o desempendo de Delisiée no palco com o monólogo "O amor não tira férias":

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terça-feira, 17 de março de 2009

Denise Stoklos - Impossível explicar.

Irati é uma cidade pequena do interior paranaense, mas muito grande quando se trata de talentos. A prova disso é que esse é o segundo post sobre uma personalidade nascida em Irati, Denise Stoklos. A mímica mais conhecida no Brasil e de fama internacional.


Biografia


Denise Stoklos nasceu em Irati-PR em 14 de Julho de 1953.

Diretora, atriz e escritora. Intérprete de amplo repertório cênico e formação múltipla na área performática, Denise Stoklos atua, escreve e dirige seus espetáculos, que se caracterizam pela crítica à sociedade contemporânea e pela expressividade rebuscada.

Em 1968, enquanto cursa jornalismo na Universidade Federal do Paraná - UFPR e sociologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC/PR, encena o primeiro trabalho autoral Círculo na Lua, Lama na Rua, no qual é responsável pelo texto, pela direção e pela cenografia. Ainda em Curitiba, participa de outras produções amadoras e faz duas substituições nos espetáculos Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes, ambos do Teatro de Arena, em temporada na cidade. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1973, e integra o elenco de Missa Leiga, montagem de Ademar Guerra. No ano seguinte, em São Paulo, faz Bonitinha, mas Ordinária, texto de Nelson Rodrigues, sob a direção de Antunes Filho. Em 1976, integra o elenco de Sai de Mim Tinhoso, uma colagem de textos de Bertolt Brecht dirigida por Luis Antônio Martinez Corrêa, e, em 1977, participa de Um Ponto de Luz, de Fauzi Arap, com a Royal Bexiga's Company.

Parte então para o exterior, passando por Israel e países da África e Europa. Em Londres faz cursos de mímica com Desmond Jones, de clown com Franki Anderson e de acrobacia com Eugênio Barba. A influência das especializações e as técnicas aprendidas levam Denise a produzir Three Women in High Heels, montagem que percorre diversas capitais européias, em 1979. Volta ao Brasil em 1980 e apresenta sua última criação, Denise Stoklos: One Woman Show, espetáculo solo cuja temática se estabelece em torno da maternidade e da natureza, misturando recursos de música e dança.

Em 1982, cria Elis Regina, peça sobre a obra da cantora, realizada pouco depois de sua morte. Passa breve temporada em Londres, voltando ao Brasil ainda em 1983 para encenar, sob a direção de Antônio Abujamra, Um Orgasmo Adulto Escapa do Zoológico, de Dario Fo e Franca Rame, obra solo com grande repercussão pública, sobretudo pelo uso de soluções mímicas e clownescas, sendo premiada com o Apetesp de melhor atriz.

Em 1987 parte para os Estados Unidos, onde cria Mary Stuart, lançado no Café La MaMa e trampolim para sua projeção internacional, além de fio condutor da produção Casa, espetáculo performático com o qual viaja diversos países, utilizando as línguas nacionais das regiões onde se apresenta, o que consolida sua carreira no exterior. É também essa produção que a faz estabelecer as bases do "teatro essencial", construído sobre as relações reflexivas, que se dão dentro de uma dimensão temporal específica e que atuam sobre atores, personagens, texto, contexto e público.

Suas últimas criações vinculam-se, cada vez mais, a temas sociais e políticos, como Um Fax Para Cristóvão Colombo, em 1992, Amanhã Será Tarde, em 1994, Elogio, em 1995, baseada em escritos de Jorge Luis Borges, Desobediência Civil, na qual se apropria de textos do pré-anarquista Henri Thoreau, em 1998, Vozes Dissonantes, sobre os 500 anos do descobrimento do Brasil, no ano seguinte. A partir de 2001, se dedica a criação de espetáculos que dialogam com a produção de outras artistas, como Louise Bourgeois, espetáculo sobre a vida e obra da escultora francesa, apresentado novamente no La MaMa, em Nova York, e, no Rio de Janeiro, Calendário de Pedra, baseado no poema Book of Aniversary, da escritora norte-americana Gertrude Stein.

Ao apreciar seu trabalho, comenta o crítico Yan Michalski: "(...) por trás do resultado convincente está não só uma inteligência criativa, mas também uma técnica segura e variada. Gestos nítidos, precisos, desenhados com elegância; um domínio do corpo que permite extrair efeitos surpreendentes desse fundamento da gramática mímica que é a variação rítmica; um rosto expressivo, versátil, capaz de intensas mutações; e uma arguta escolha dos poucos objetos usados como apoios, quer se trate de máscaras ou de objetos de uso cotidiano transformados em símbolos"

Apresenta frequentemente suas peças em grandes eventos em mais de trinta países, dentre eles: Alemanha (Berlin, Braunschweig, Bremem, Colônia, Essen, Freiburg, Hamburgo), Argentina (Buenos Aires, Córdoba), Australia (Sydney), Áustria (Viena), Bélgica (Bruxelas), China (Pequim), Colombia (Bogotá, Calli, Manizales), Cuba (Havana), Dinamarca (Copenhagem), Escócia (Edinburgh) Espanha (Madri, Sitges, Cadiz), Estados Unidos (Nova Iorque, Miami, Filadélfia, Washington, San Francisco), Finlandia (Tampeere), França (Paris, Avignon), Holanda (Amsterdam), Inglaterra (Londres), Índia (Nova Delhi), Irlanda (Dublin), Israel (Tel Aviv), Itália (Roma), Mexico (cidade do Mexico, Monterrey), Noruega (Oslo), Portugal (Lisboa, Porto), Romenia (Bucareste, Brasov), Rússia (Moscou), Suiça (Zurique, Berna, Genebra), Suécia (Estocolmo), Taiwan (Taipé), Ucrânia (Karkhiv), Uruguai (Montevidéo), Japão (Tóquio).




Filmografia

* Ninho da Serpente (1982).... Oriana
* Antônio Conselheiro e a Guerra dos Pelados (1977)
* Maria Bethânia - Brasileirinho ao Vivo (2004)

Autoria de peças

* Círculo na Lua, Lama na Rua 1968
* A Semana 1969
* Vejo o Sol 1970
* Mar Doce Prisão 1971
* Cadillac de Lata 1973
* One Woman Show 1980
* Elis Regina 1982
* Habeas Corpus 1986
* Denise Stoklos in Mary Stuart 1987
* Hamlet em Irati 1988
* Casa 1990
* 500 Anos - Um Fax de Denise Stoklos para Cristóvão Colombo 1992
* Amanhã Será Tarde e Depois de Amanhã nem Existe 1993
* Des-Medéia 1994
* Elogio 1995
* Mais Pesado Que o Ar/Santos Dumont 1996
* Desobediência Civil 1997
* Vozes Dissonantes 1999
* Louise Bourgeois - I do, I undo, I redo 2000
* Calendário da Pedra 2001
* Olhos Recém-Nascidos 2004

Livros

* Teatro Essencial 1993
* Tipos (poesia) 1993
* 500 anos - Um Fax para Colombo (peça de teatro) 1993
* Amanhã será tarde e depois de amanhã nem existe (romance) 1993
* Mary Stuart 1993
* Des-Medéia 1993
* Calendário da Pedra 2001

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"Aterrorizando" Curitiba, João Luiz Fiani

João Luiz Fiani, é um dos nomes e rosto mais conhecido pelos curitibanos, está sempre em cartaz no teatro, seja como ator, produtor ou diretor, ou ainda em algum comercial da televisão, e rádio.
Diz que não sai de Curitiba para atuar em outras áreas por gostar do teatro e não ter paciência em esperar para trabalhar, “já que em outros campos de atuação, como TV e cinema, é tudo muito demorado”. Fica satisfeito em ter seu próprio espaço cultural, com uma maior proximidade e interação com o público. “Como eu faço o que gosto, acabo sendo mais feliz e tenho mais resultados com meu trabalho, pois corro atrás e faço tudo com determinação”, revela Fiani.


Biografia (do site oficial: www.fiani.com.br)
Em 1979 João Luiz Fiani subiu num palco de teatro pela primeira vez. Foi no auditório do COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ com o espetáculo O JOGO DA INDEPENDÊNCIA dirigido por Zélia Hurmann. De lá pra cá ele não parou mais de trabalhar. Tem um histórico destacado na história do teatro local, tendo sido formado pelo CURSO PERMANENTE DE TEATRO do Teatro Guaíra. São muitos anos de ininterrupta atividade, tendo trabalhado com grandes nomes ligados ao teatro brasileiro como Antônio Carlos Kraide, Oraci Gemba, Nélson Di Córdova, Eddy Franciosi, Ivone Hoffmann, Lala Schneider, Fernando Rodrigues de Souza, Armando Maranhão e Ademar Guerra, atuando em mais de 50 espetáculos e escrevendo e dirigindo centenas de trabalhos de sucesso de crítica e público entre produções profissionais, amadoras, próprias e para outras companhias.

No teatro seus mais importantes trabalhos como ator são: "Zumbi", "Colônia Cecília", "Mistérios de Curitiba", "O Carrasco Do Sol", "O Mágico de Oz", "O Vampiro e a Polaquinha", "O Inimigo do Povo", "Gritaria nos Muros da Cidade", " Nem Freud Explica", "Don Juan de Molière", entre outros.

Como diretor e autor Fiani foi responsável pelo maior fenômeno do teatro paranaense e um das peças mais tempo em cartaz no Brasil: A CASA DO TERROR.

Em sua carreira FIANI destaca-se também como empreendedor, tendo construído o primeiro teatro independente do Estado do Paraná. Em 1994, era inaugurado o TEATRO LALA SCHNEIDER, o qual ostenta o nome de um dos mais destacados talentos de nossa terra e que com muita luta é mantido até hoje. Em 2004, Fiani inaugura seu segundo teatro, em homenagem a um dos mais importantes atores do Paraná, a CASA DE TEATRO EDSON D´AVILA.

É proprietário da CIA MÁSCARAS DE TEATRO, da METÁPHORA CIA DE TEATRO e dos COMEDIANTES, responsáveis por intensa produção teatral. A sua escola de teatro, o NÚCLEO DE PROFISSIONALIZAÇÃO TEATRAL, é uma das mais importantes do Paraná, com uma grande infra-estrutura, responsável pela formação de grande número de profissionais das artes cênicas do Paraná. O NPT, como é conhecido, já revelou dezenas de profissionais das artes cênicas do Paraná, entre eles destacamos: Marjorie Estiano, Francieli Freduzeski, Renato Scarpin, Marcyo Luz, Jader Alves, Sônia Bacila, Joel Vieira, Marco Zeni, Karla Fragoso, Fabíula Nascimento, Juscelino Zílio, Adriana Sottomaior, Anna Rafaela D´Oliveira, Rubens Siena, Mônia Sartor, Andréa Peruzzo, entre outros.

Por duas vezes participou da Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba. Em 2001 com "CEM ANOS", adaptação da obra de Gabriel Garcia Marques. Em 2007 encenou "COLONIA CECÌLIA" de Renata Pallotini no Teatro Guaíra com um elenco de 32 atores - essa considerada uma das melhores montagens teatrais em cartaz no Brasil pela crítica especializada.

Fiani é responsável pela adaptação para o palco de dois dos principais autores paranaenses: DALTON TREVISAN e PAULO LEMINSKI. Premiado com o PROJETO PRÓ-CENA da Prefeitura de Curitiba em 1995, levou ao palco do Teatro Novelas Curitibanas a adaptação do romance de Leminski "AGORA É QUE SÃO ELAS", obtendo grande sucesso de crítica e público. Recentemente adaptou para o teatro contos de Dalton Trevisan em "O VAMPIRO CONTRA CURITIBA".

Na área da comunicação trabalhou em diversos canais de TV e rádios do Brasil.

Na TV Globo teve participações em: "Roda de Fogo", "Meu Bem Meu Mal", "Lua Cheia de Amor", "Chico Anysio Show", "A Grande Família". Na extinta Rede Manchete fez parte do elenco do humorístico "Domingo é Dia de Graça" com Costinha. Fez ainda na mesma emissora participação na novela "Mania de Querer" e no programa infantil "Lumpulimpimclapatopo", com Lucinha Lins e Cláudio Tovar.

Fiani tem trabalhos em todas as emissoras de TV do Paraná, apresentando TELEJORNAIS e PROGRAMAS DE VARIEDADES. Na CNT fez parte do seriado PISTA DUPLA, uma iniciativa pioneira na TV do Paraná.

No ano de 2007 passou a integrar a equipe da REVISTA RPC, com participação em vários episódios como roteirista, produtor e ator.

No Rio de Janeiro trabalhou no SISTEMA JORNAL DO BRASIL, sendo locutor das Rádios JB FM, FM 105 e CIDADE FM. Em Curitiba foi locutor da STUDIO 96, CIDADE AM, GLOBO AM, Intercontinental FM e locutor fundador da Rádio 98 FM, entre outras.

Em 2007 assinou contrato com as rádios CLASSIC de Maringá e JOVEM PAN FM de Curitiba onde apresenta dicas de cultura e entretenimento.

No cinema participou de longas e curtas premiados nacionalmente, destacam-se: " O MUNDO PERDIDO DO KOZAK" de Fernando Severo, "AGORA É QUE SÃO ELAS" de Beto Carminatti, "BALADA DO VAMPIRO" de Beto Carminatti e Estevan Silveira, entre outros.

Em 1997 ganhou o prêmio "POTY LAZZAROTTO / CAFÉ DO TEATRO" pelo seu texto "QUEM MATOU AGATHA CHRISTIE". Foi vencedor do Troféu Gralha Azul Prêmio Governador do Estado do Paraná como Melhor Diretor 1999. Recebeu o PRÊMIO CIDADE DE CURITIBA em 2000 pelo seu trabalaho pelo teatro do Paraná. Em 2005, recebeu o PRÊMIO CULTURA E DIVULGAÇÃO da Câmara Municipal de Curitiba. Em 2007 recebeu o premio de MELHOR ATOR do III FESTIVAL LATINO AMERICANO DE CURTAS do CEARÁ pela sua atuação em BALADA DO VAMPIRO.

Entre 2002 e 2006 foi presidente do SEPED-PR Sindicado dos Produtores e Empresários em Espetáculos de Diversão do Paraná, com diversas conquistas para a classe teatral. Na sua gestão foi reformulada a LEI DE INCENTIVO A CULTURA em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e foi elaborada em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, a Lei Estadual de Fomento ao Teatro do Paraná, entre outras conquistas!

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segunda-feira, 16 de março de 2009

O Agustinho que me perdôe, mas a "Bebel" é nossa

Maria Augusta Labatut Stresser, mais conhecida como Guta Stresser, nasceu em Curitiba em 28 de setembro de 1972.

Guta Streeser atualmente mora no Rio de Janeiro, mas mantém forte vínculo com Curitiba, tendo feito à recentemente uma campanha publicitária (Eternamente Coxa) para seu time de coração, o Coritiba.

Biografia

Guta começou no teatro em Curitiba, aos 13 anos de idade, desde então tem vários trabalhos reconhecidos por público e crítica como: 'O Vampiro e a Polaquinha' de Dalton Trevisan com direção de Ademar Guerra, espetáculo este que foi o maior sucesso da história do teatro paranaense; 'O Casamento' de Nelson Rodrigues com direção de Antonio Abujamra e João Fonseca; 'Mais Perto' de Patrick Marber com direção de Hector Babenco; 'Rita Formiga' de Maria Gladys e Domingos de Oliveira que além de autor também dirige o espetáculo; atualmente está em cartaz no Rio de Janeiro com a peça 'Primeira Chuva no Deserto', de Ana Paula Pedro, com direção de Camilla Amado.

Família

Guta Stresser é bisneta do ilustre maestro Augusto Stresser, autor da Ópera Sidéria, primeira ópera paranaense. Neta do jornalista Adherbal Stresser. Filha do jornalista e advogado Ronald Sanson Stresser com Diva Maria Farracha Labatut.

Trabalhos na Tv

* 2001-2008 A Grande Família - Bebel (Maria Isabel Silva Carrara)

No Cinema

* 2008 Vingança - Pax Filmes, direção: Paulo Pons
* 2008 Sexo Virtual - Curta-metragem, direção: Jorge Monclar
* 2007 A Grande Família,O Filme - Bebel
* 2006 Balada das Duas Mocinhas de Botafogo - Marília
* 2004 Redentor - Flávia
* 2004 Nina - Nina
* 2001 A Partilha - Célia

O Coritiba lança o Eternamente Coxa, plano de fidelização de torcedores. Guta Stresser é a garota-propaganda da campanha.


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quarta-feira, 11 de março de 2009

Troféu Gralha Azul premia 15 peças. Veja os vencedores de 2009

E o Gralha foi para...


A 29ª Edição do Troféu Gralha Azul premiou 15 espetáculos dos 27 indicados. Tropeço, apesar de não ser indicado em nenhuma outra categoria, levou o prêmio de Melhor Espetáculo. Os que tiveram o maior número de indicações, Laranja Mecânica, com seis e Peter Pan e a Terra do Nunca, com cinco, ficaram com os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante e Coreografia, respectivamente.



Na já tradicional reunião da Classe Teatral, que acontece todos os anos no Guairinha, era indisfarçável o clima de expectativa em torno da premiação do Troféu Gralha Azul. Para quem iriam as cobiçadas estatuetas distribuídas pelas 19 categorias contempladas pelo Troféu? Na festa comandada por Bia Reiner e Áldice Lopes, artistas, técnicos e produtores, além de aficionados da arte teatral disputaram os mais de 500 lugares do Auditório Salvador de Ferrante.

Criado em1974 pelos artistas Yara Sarmento, Waldir Manfredini e pelos saudosos Edson e Delcy D’Ávila em 1974, a prêmio é concedido anualmente aos destaques do teatro paranaense. Desde 1983 a premiação é realizada pelo Centro Cultural Teatro Guaíra em co-promoção com o sindicato dos artistas, SATED/PR, e dos produtores teatrais, SEPED/PR. Os agraciados recebem uma estatueta em metal concebida pelo artista plástico Ivens Fontoura e uma quantia em dinheiro que varia de acordo com a categoria.

A comissão julgadora desta edição foi formada por Annunciada Oswald, Neiva Camargo Iovanovitchi, Milzi Digiovanni Guiz, Vitória Arabela Sahão e Sidne Gaspar. Célia Regina Polydoro é a responsável pela Secretaria Executiva e Yara Sarmento, uma das criadoras do prêmio, faz a Assessoria do evento.

Nesta 29ª edição, à qual concorreram 60 espetáculos, foram indicados para a receber o troféu 27 dos inscritos, nas dezenove categorias que compõem a premiação. O espetáculo “Laranja Mecânica”, foi o que obteve o maior número de indicações e concorreu a melhor direção (Edson Bueno), melhor texto (Edson Bueno), melhor ator (Dimas Bueno), ator coadjuvante (2 indicações: Zeca Cenovicz e Fernando Kadlubiski) e maquiagem (Áldice Lopes); o segundo no número de indicações foi “Peter Pan e a Terra do Nunca” que foi indicado aos prêmios de melhor direção (Maurício Vogue), coreografia (Carmen Jorge), composição musical (Fábio Pagliosa), figurino (Cristine Conde) e Maquiagem (Carol Suss). Os demais indicados foram Macho Não Ganha Flor” melhor espetáculo, direção (João Luiz Fiani), iluminação (Beto Bruel) e sonoplastia (Jader Alves); “Entyre Lágrimas e Cutículas” melhor espetáculo, direção (George Sada) e atriz coadjuvante (Giovana de Liz); “Habitués – O Longo Caminho Noturno de Dois Frequentadores de Boteco” sonoplastia (Jader Alves); “Aladin e a Lâmpada Mágica” coreografia (Deborah Kramer) e ator coadjuvante (Joel Vieira); “O Menino Maluquinho” direção (Fátima Ortiz), composição musical (Rosy Greca) e coreografia (Carmen Jorge); Os Psicólogos Não Choram” melhor texto (Enéas Lour) e melhor ator (Ranieri Gonzalez); “Nacional Kids” texto (Patrícia Kami), atriz (Patrícia Kami), atriz coadjuvante (Lumi Kin) e sonoplastia (Vadeco); “Circo Mundi” revelação (direção:Michelle Porto), composição musical (Ary Giordani e Denis Mariano) e maquiagem (Marcelino de Miranda); “Estórias Brincantes de Muitos Paizinhos” adereço (Cristine Conde) e figurino (Cristine Conde); “Teimosinho e Mandão em Dois Idiotas Sentados Cada Qual no Seu Barril” melhor espetáculo para crianças, direção (Edson Bueno) e adereço (Adriana Espósito); “Marcelino Pão e Vinho” melhor espetáculo para crianças, revelação (cenário: Fernando Volpi) e adereço (Eduardo Giacomini); “A Bicicleta do Condenado” cenário (Waldo Leon) e iluminação (Waldo Leon); “O Evangelho Segundo São Mateus” cenário (Gelson Amaral); “O Diabo É Meu Amigo” cenário (Leopoldo Baldessar); “A Dama e o Vagabundo” melhor espetáculo para crianças e figurino (Camila Barreto); “Contos Proibidos de Antropofocus” iluminação (Anry Aider); “Não Assim Tão Longe” revelação (direção: Mauren Miranda); “Se Apagar Eu Volto. Se Voltar Eu Apago” atriz coadjuvante (Karina Pereira); “The Cachorro Manco Show” ator (Leandro Daniel Colombo); “A Gorda e o Anão” atriz (Sonia Bacila);

“Árvores Abatidas” atriz (Rosana Stavis) e “Tropeço” melhor espetáculo.

Concorreram na categoria de melhor espetáculo saltimbanco as produções “Calota e Gasolina em Trânsito”, O Garanhão da Melhor Idade” e “Um Quarto do Vigésimo Quarto”.



”Tropeço”, da Tato Criação Cênica, foi escolhido pelo júri como o Melhor Espetáculo, recebendo além do Troféu Gralha Azul, o Troféu Epidauro, concedido pelo Consulado da Grécia entre os espetáculos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, através do Cônsul Honorário Professor Constantino Comininos.

George Sada, venceu na categoria de Melhor Diretor pelo espetáculo “Entre Lágrimas e Cutículas” que ainda deu à atriz Giovana de Liz o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

Ranieri Gonzalez, por sua interpretação em “Os Psicólogos não Choram”, foi o vencedor na categoria de Melhor Ator. Sonia Bacila levou o Gralha de Melhor Atriz pelo espetáculo “A Gorda e o Anão”. O troféu de Ator Coadjuvante ficou com Fernando Kadlubsky pelo trabalho em “Laranja Mecânica”. Patrícia Kamis levou o troféu de Texto Original ou Adapatado, por seu trabalho em “Nacional Kids”

“Teimosinho e Mandão em Dois Idiotas Sentados Cada Qual no seu Barril”, dirigido por Edson Bueno, produção da MR Produções Artísticas – Márcio Roberto, levou os prêmios de melhor espetáculo para crianças e de melhor direção de espetáculos para crianças.

Ary Giordani e Denis Mariano foram os vencedores da categoria Melhor Composição Musical pelo trabalho em “Circo Mundi”, espetáculo que deu também o prêmio de melhor maquiagem a Marcelino de Miranda. O prêmio de Melhor Iluminação foi para um supervencedor do Gralha Beto Bruel, por “Macho Não Ganha Flor”. O júri considerou Melhor Cenário o de Leopoldo Baldessar, no espetáculo “O Diabo É Meu Amigo”. A detentora de outras gralhas Carmen Jorge ficou com o prêmio de Melhor Coreografia por seu trabalho em “Peter Pan e a Terra do Nunca”. Cristine Conde ficou com as gralhas de Melhor Adereço e Melhor Figurino pelo espetáculo “Estórias Brincantes de Muitos Paizinhos”. Jader de Oliveira, que indicado por dois espetáculos, levou o prêmio de Melhor Sonoplastia pelo trabalho em “Habitues – O Longo Caminho de Dois Frequentadores de Boteco”. A direção do espetáculo “Não Assim Tão Longe” deu a Mauren Miranda o prêmio de Revelação desta 29ª Edição do Troféu.

“O Garanhão da Melhor Idade”, da companhia Neusa C. Cascaes Produções Artísticas foi considerado pelo júri o Melhor Espetáculo Saltimbanco.

Além das premiações votadas pelo júri, foram premiados o operador de luz Adauto Cezar de Oliveira (Magrão), como Técnico do Ano, e o Prêmio Especial a Wasyl Stuparyk, em homenagem aos cinquenta ( 50 ) anos como Artista e Técnico em diversos segmentos das Artes Cênicas, Radiodifusão e Cinema, especialmente na área de SONOPLASTIA e pela dedicação na formação de profissionais artistas e técnicos no Paraná.

Para o PRÊMIO ESPECIAL e TÉCNICO DO ANO, a escolha cabe à classe teatral em Assembléia Geral Conjunta e aberta das entidades co-promotoras do Troféu Gralha Azul.



Fonte: Teatro Guaíra

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terça-feira, 10 de março de 2009

Troféu Gralha Azul

Será hoje a cerimônia de entrega do Troféu Gralha Azul, a festa que elege os melhores do teatro paranaense. Sessenta espetáculos concorrem em 19 categorias. Esta 29a edição será realizada no Guairinha, a partir das 20h30. A entrada é de graça.

Durante a entrega dos troféus, o Sesi Paraná vai lançar um projeto de formação de novos autores de peças teatrais. Dramaturgos conhecidos nacionalmente vão coordenar ao longo do ano workshops, oficinas, palestras e encontros.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A primeira dama do teatro, Lala Schneider

Ao ver por várias vezes o espetáculo "O Vampiro e a Polaquinha", conheci o trabalho desta grande atriz, Lala Schneider, sem dúvida, a primeira dama do teatro paranaense e uma das maiores atrizes brasileiras. Lala hoje nome de teatro em curitiba, é tambem sinônimo de amor à arte de representar, seja no teatro, cinema ou televisão. E ela nos brindou com todas as formas e meios de atuar.

Tenho orgulho em dizer que ela foi tambem minha conterrânea

Biografia:

A atriz, diretora de teatro e professora de interpretação Lala Schneider nasceu em 23 de abril de 1926, em Irati.

Era conhecida como a primeira-dama do teatro no Paraná e já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil, tendo atuado em teatro, televisão e cinema.

Lala Schneider iniciou a carreira em 1950 na peça "O Poder do Amor", no Teatro de Adultos do Serviço Social da Indústria (SESI). Na época, trabalhava no setor administrativo do SESI, onde ficou até se aposentar. Ela foi uma das fundadoras do Teatro de Comédia do Paraná.

Ao longo dos seus 57 anos de carreira, Lala Schneider participou de dezenas montagens teatrais e ganhou dezesseis prêmios, entre eles o Troféu Gralha Azul na categoria melhor atriz, em 1984-1985, por "Colônia Cecília" e, em 1992-1993, por "O Vampiro e a Polaquinha".

No teatro, destacam-se as suas atuações em "O Poder do Amor", de Nilo Brandão (1950); "Entre Quatro Paredes", de Sartre, dirigida por Armando Maranhão (1959); "Antes do Café", de Eugéne O’Neill, dirigida por Eddy Franciosi (1959); "Colônia Cecília" (1984-1985); "O Vampiro e a Polaquinha" (1992-1993).

Fez parte de várias montagens do Teatro do Estudante do Paraná, onde ganhou vários prêmios em festivais nacionais. Atuou em dezenas de peças pelo Teatro de Comédia do Paraná, inclusive na inaugural "Um Elefante no Caos", de 1963. Entre as montagens do TCP, atuou em "Colônia Cecília" (1984) e "Noite na Taverna" (1989), sob direção de Ademar Guerra e em "Os Incendiários" (2000), com direção de Felipe Hirsch, e dirigiu Flô em Palácio de Urubus (1993).

No cinema, a atriz trabalhou principalmente com cineastas paranaenses. Ela fez "Guerra dos pelados", "Aleluia Gretchen" e "Making of Curitiba", de Sylvio Back, "O Cerco da Lapa", de Berenice Mendes, "Maré Alta", de Egídio Élcio, entre outros. Seu último trabalho local foi o filme "Mistéryus", baseado em contos de Valêncio Xavier.

Ainda no cinema, Lala Schneider atuou em "Vovó Vai ao Supermercado", curta-metragem de Valdemir Milani - prêmio de melhor atriz em 2004, no Festival de Gramado e "Café do Teatro", média metragem de Adriano Esturilho.

Na televisão, participou de oito novelas, dentre as quais "Lua Cheia de Amor" (1990); "Felicidade" (telenovela da TV Globo - 1991).
"Tereza Batista" (minissérie da TV Globo - 1992).

Em 1994, foi homenageada com a inauguração de um teatro em Curitiba com o seu nome, o "Teatro Lala Schneider".

Em 2004, Lala Schneider recebeu do Centro Cultural Teatro Guaíra a medalha comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), reverenciada como uma das personalidades que fizeram parte da história do teatro paranaense.

Em 28 de fevereiro de 2007, Lala Schneider foi encontrada morta na sua cama, aos oitenta anos de idade. Segundo a família, Lala não estava doente, mostrando apenas alguns problemas de coluna e alguma ansiedade.
"Está Lá Fora Um Inspetor" - 1966


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José Maria Santos Um ator para quem o sinal nunca fechou...

José Maria Santos nasceu em Guarapuava no dia 12 de dezembro de 1933 e morreu em Curitiba, em 4 de janeiro de 1990.

Seu nome completo era José Maria Ferreira Maciel dos Santos. Atuou em teatro e cinema. Trabalhou como diretor de teatro do TECEFET.

Trabalhos em que se destacou

Teatro

* "O boi e o burro", de Maria Clara Machado.
* "Lá", de Sérgio Jockyman.

Cinema

* "Aleluia Gretchen", de Sylvio Back. Em 1977, recebeu o prêmio Kikito como melhor ator coadjuvante como Dr. Aurélio.

Diretor de Teatro - TECEFET

* "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna - 1972.
* "O Irmão das Almas", de Martins Pena - 1973.
* "Chapetuba Futebol Clube", de Oduvaldo Viana Filho - 1974.
* "Pagador de Promessas", de Dias Gomes - 1975.
* "Os Falantes e a Guarda Cuidadosa", de Cervantes - 1976.
* "Pequenos Burgueses", de Máximo Gorki - 1977.
* "Arena Conta Zumbi" e "Arena Conta Tiradentes", - 1978.
* "Na Boca dos Poetas", de criação coletiva - 1979.
* "A Invasão", de Dias Gomes - 1980.
* "A Ameaça Veio Com a Chuva", de Mírian San Juan - 1981.
* "A Ralé", de Máximo Gorki - 1982.
* "O Doente Imaginário", de Molière - 1983.
* "Tudo Azul no Hemisfério Sul", de Marcos Borges - 1984.
* "Eles Não Usam Black-Tie", de Gianfrancesco Guarnieri - 1985.
* "Bodas de Sangue", de Federico Garcia Lorca - 1986.



Jornal do Estado, Curitiba, 25 DE abrIL DE 1990. Espaço Dois.

José Maria Santos Um ator para quem o sinal nunca fechou... apenas deixou de funcionar
Ulisses Iarochinski

Em 1978, José Maria Santos estreava o monólogo “Muro de Arrimo”, uma peça que contava as desventuras de um pedreiro fanático por futebol e desesperado com a seleção canarinho. A montagem, no entanto, não alcançaria o sucesso desejado. Zé Maria, sensível como era, não conseguia entender porque não tinha agradado com um texto que trazia a própria tragicomédia nacional: o fanatismo futebolístico. O ator estava realmente frustrado com o fracasso. Quando isso acontecia e felizmente foram poucas estas vezes em sua carreira, Zé Maria saía proclamando a todos sua disposição de deixar o palco. Era início de 1979 e ele dizia a todos que tinha encerrado sua carreira de ator, que a partir de então iria se dedicar ao grupo de teatro do Cefet e a direção e produção dos espetáculos de sua Cia. Dramática Independente. Quem o ouviu nesta época tinha quase a certeza de que ele realmente tinha abandonado a interpretação.

Mas não foi o que se viu. Zé Maria continuou, é verdade com as aulas no Cefet, a dirigir e a produzir, mas passados alguns meses, lá estava ele novamente no palco. E sem surpresa para ninguém ele voltava na pele do Dr. Raul, o advogado que ficava preso no banheiro num fim de semana, na peça “Lá” de Sérgio Jockyman. Espetáculo recordista de apresentações e de público na história do teatro paranaense. Foram mais de 1800 apresentações em 18 anos de temporadas. Certamente nenhuma outra peça teatral brasileira alcançou tais números no Brasil, em todos os tempos. Sucesso absoluto de público e de crítica. Para o decano dos críticos teatrais do Brasil, Sábato Magaldi, “José Maria Santos sai aprovado do banheiro. Ele consegue fazer do público seu cúmplice, na deliciosa situação que lhe impõe Lá. Profissional há algumas décadas em Curitiba, veio tentar a praça de São Paulo e ver se retomava com boa crítica, afinal necessária à carreira de qualquer ator. O desempenho de Lá em cartaz no Teatro Paiol, permite que, ao menos de minha parte, ele receba a aprovação”. A crítica foi publicada no Jornal da Tarde, em 1973.

Aliás, foi com Lá que José Maria Santos subiu pela última vez num palco antes de morrer. A temporada aconteceu em setembro do ano passado no Auditório Antonio Carlos Kraide, do Centro Cultural do Portão. E se no espetáculo o público ri sem parar do grotesco da situação apresentada no palco, as mesmas gargalhadas já se faziam sentir antes das cortinas se abrirem. O programa do espetáculo (folheto distribuído ao público contendo a ficha técnica e considerações sobre o espetáculo) é outra peça de humor. A verdade é que nesses dezoito anos muitos programas (versões) foram distribuídos ao público. Já que muitos foram os técnicos que trabalharam com José Maria Santos nestes anos todos de Lá. Assim a cada nova temporada, novo programa ia sendo confeccionado. Este último, então, contém trechos interessantes.

“Diálogo entre o ator ricaço José Maria Santos e o autor risonho Sérgio Jockyman, na privada da rodoviária de Alegre­te-RS, enquanto os dois mijavam, após uma apresentação da comédia “LÁ”, com casa cheia.

Zé Maria - O zíper enguiçou...

Jockyman - Bem feito, quem manda ter mudado o texto do “Lá”, enchendo de palavrão.

Zé Maria - Também, tu só escreve palavrinha, a começar pelo título das peças:

Lá, Treze, Se.

Jockyman - Que mijada gostosa, não tava me aguentando mais...

Zé Maria - Tu tava era mijado de tanto rir.

Jockyman - Vi dizer que tu ficou rico com o Lá, tchê!

Zé Maria - Claro, fiz mais de 1800 apresentações.

Jockyman - Então por que eu não re­cebi sequer um tostão de direito autoral?

Zé Maria - Dane-se. A SBAT deve ter ficado com a grana toda. Eu tenho to­dos os recibos aqui, quer ver?

Jockyman - Dá, que me limpo com estes recibos.

Zé Maria - Usa só do lado que não está escrito, tá. E me devolve.

Jockyman - Ando numa banana fe­deral, correndo de um advogado para ou­tro, em busca dos meus pobres dinheiros. Como tu sabe, o Correio do Povo fechou e não paga há meses.

Zé Maria - E eu com isso!

Jockyman - Exatamente é aí que tu entra em cena. Tá aqui o texto do “Tre­ze”. Tu monta a peça e eu livro uns co­bres.

Zé Maria - Quer dizer que tu vai me cobrar?

Jockyman - Se tu não montar o “Treze” eu te tranco nesta privada! E olha que essa privada fede uma barbari­dade.

Zé Maria - Mas vai ter público?

Jockyman - Esse “Treze” merece o nome que tem. Em Porto Alegre escolhi mal o teatro, não fiz divulgação e escolhi mal os atores. O público foi pra ver uma coisa e viu outra. Já no meio da estréia, eu senti o drama.

Zé Maria - E o Goulart?

Jockyman - O Paulo faturou o que quis em São Paulo. Mas ele se enganou também, dividiu a peça em dois atos para os cariocas e ó... Fui ao Rio assistir e, com toda a modéstia, tava medonha.

Zé Maria - Ô alemão, quer dizer que agora tu quer botar no meu!

Jockyman - Bueno, só tu pode salvar o “Treze” de uma zebra. Ela não e uma comédia burguesa. Portanto, não pode agradar o público burguês, porque ela é ba­sicamente uma parábola sobre a situação nacional. Em São Paulo ela teve o público certo. No Rio e em Porto Alegre recebeu o público errado.

Zé Maria - E tu quer que eu procure o público certo? Mas aonde, meu Deus!

Jockyman - Não mete Deus nisso, porque é Ele que fica pondo as zebras, só pra gente não ganhar...

Zé Maria - Vamos fazer uma fezinha?

Jockyman - Eu aposto na tua monta­gem e fico torcendo descaradamente pelo teu sucesso. Mas desta vez, vê se me paga, e não fica fazendo estes recibos falsos”.

Naturalmente este diálogo é uma invenção. O texto é de autoria do próprio Zé Maria. Aliás uma das maiores reclamações dos autores montados por Zé Maria é da co-autoria. Zé Maria era célebre em “escanganhar” com o texto dos outros. Muitos, aliás, dizem que a partir da milésima apresentação, Lá só fazia constar o nome de Jockyman, já que o texto guardava muito pouca relação com o estrelado em 1971.

Zé Maria foi sempre muito criticado por isso. Mas seja como for, ninguém mais do que ele para saber as reações do público. Todas as mudanças que ele fazia nos textos, eram unicamente para torná-lo mais acessível e atrativo.

Zé Maria sempre aproveitava para nos programas de seus espetáculos contar suas histórias, quase sempre muito bem humoradas. Histórias que segundo a estudante Ivane Angélica, atriz e produtora no grupo de Teatro do Cefet, estariam sendo escritas por Zé Maria para serem editadas em breve em forma de livro. Porém Zé Maria morreu e ninguém sabe onde estariam estes manuscritos. Provavelmente Zé Maria nem chegou a colocar no papel. O livro estava em sua cabeça “fervilhante” e criativa.

Outro trecho do programa de "Lá" dá uma idéia de como iria ser divertido ler esse livro.

“Um currículo do ator José Maria Santos pode muito bem começar assim: “Eis as peças que ele não fez”. Zé Maria já fez tantas peças que é mais fácil e econômico relacionar as que ele não fez. De qualquer forma, Zé Maria teve duas iniciações teatrais: uma quando tinha três anos de idade e foi obrigado a encenar uma longa choradeira para ganhar um sorvete. A outra, em 1954, na Escola de Arte Dramática do Sesi. Ele nunca parou. Nem com o sinal fechado. Como vocês devem estar lembrados, dez anos depois da iniciação teatral de Zé Maria, o sinal fechou...”

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Festival de Curitiba acontece de 17 a 29 de Março

Divulgadas as novidades do Festival de Curitiba 2009.

Considerado a maior festa das artes cênicas do país, o Festival de Curitiba atinge a sua maioridade. Ao completar 18 anos, o Festival, mais uma vez, transforma a capital paranaense num grande palco e atrai olhares e pessoas vindos de todas as regiões do país e do exterior. Teatro é o foco principal do evento, mas há espaço para música, festas, shows de humor e magia, debates, exposições fotográficas e experiências gastronômicas.

A edição deste ano, que acontece de 17 a 29 de março, terá 24 espetáculos na Mostra Contemporânea, sendo cinco estreias, e 290 no Fringe. Os curadores da Mostra Contemporânea são a pesquisadora carioca Tânia Brandão, o crítico paulista Celso Curi e a jornalista paranaense Lúcia Camargo. Os ingressos serão vendidos a partir do dia 19 de fevereiro, numa central montada no Shopping Mueller.

Em entrevista coletiva, o diretor do Festival de Curitiba Leandro Knopfholz citou algumas melhorias no Fringe: os 290 espetáculos terão 3 sessões cada igualmente divididas nos horários das 12h, 18h e 21h. “Todo mundo que quis vir foi acomodado de alguma maneira em Curitiba. Contamos também com dezenas de agentes e olheiros nacionais e internacionais, o que dá possibilidade de circulação para as peças do Fringe. O Fringe é o espaço que mais tem curadoria porque é feita por pessoas que assistem aos espetáculos e falam suas impressões. E o boca a boca durante o evento é um fenômeno importantíssimo para medir a aceitação do público, repercutir e dar visibilidade aos espetáculos".

No blog que será lançado do Festival, o público poderá comentar sobre os espetáculos assistidos. Uma Linha direta com o Festival também será criada para informar sobre cancelamentos de espetáculos, trocas de ingressos e mudanças na programação.

Nos outros projetos que integram o Festival de Curitiba e garantem a sua diversidade, a novidade para este ano é o Gastronomix, evento enogatronômico que alia música à gastronomia. Chefs de cuisine em ascensão convidados vão preparar pratos que serão harmonizados ao som de músicas especialmente escolhidas para a ocasião.

Como a ideia é ampliar o leque, outro destaque fica por conta das Festas do Festival. A abertura será com as bandas Trio Mocotó e Farofa Carioca, nos dias 17 e 18 de março; Sua Mãe, banda do ator Wagner Moura no dia 24; e o encerramento com a performática banda de Nova Iorque, Scissor Sisters. Com dois discos lançados, a banda promove um som que mistura glam rock com disco, tudo embalado com um visual extravagante.

Outra novidade deste ano será o Coletivo de Pequenos Conteúdos, no TUC, que é uma mostra que expõe as variedades de linguagens de grupos curitibanos, como também é a mostra Novos Repertórios.

MISH MASH
Datas: 26, 27 e 29 de março
Local: Pavilhão do Cietep (FIEP) - Avenida Comendador Franco, 1341 - Jardim Botânico

O Mish Mash foi inserido na programação do Festival de Curitiba no ano passado. O evento é um show de variedades que mistura magia, ilusionismo, performance, dança, arte circense e muitas doses de humor em quadros rápidos, que variam de 5 a 10 minuitos. Este ano, entre as atrações do Mish Mash está o mágico performático canadense Derek Scott, e o norte-americano Tomas Kubinek, reconhecido por suas performances na Broadway.

RISORAMA
Datas: de 19 a 24 de março
Local: Pavilhão do Cietep (FIEP) - Avenida Comendador Franco, 1341 - Jardim Botânico
O Risorama entra em seu sexto ano como uma das atrações mais procuradas do público do Festival de Curitiba. Em cena, apenas um microfone e ideias irreverentes e humoradas bastam para fazer a plateia gargalhar em uma espécie de Comedy Club. Comandadas por Diogo Portugal, as apresentações destacam o talento de artistas vindos de várias regiões do país e com os mais diversos estilos de trabalho.

GASTRONOMIX
Datas: 24, 25 e 26 de março
Local: Clube Concórdia – Rua Carlos Cavalcanti, 815

O Gastronomix, evento enogastronômico que alia música à gastronomia é uma das novidades da Festival de Curitiba em 2009. Chefs convidados vão preparar pratos que serão degustados ao som de músicas especialmente escolhidas para a ocasião. Cada um dos chefes vai explicar a preparação dos pratos e o porquê de eles combinarem com a música selecionada.

PUC IDEIAS
Eventos a definir.

Fonte:
Divulgação

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fábio Silvestre

O ator, diretor e humorista Fábio Silvestre iniciou sua carreira artística em 1987 e, desde então, já atuou em cerca de 30 montagens teatrais, escreveu dez peças e dirigiu outras dez. Seu espetáculo cômico mais conhecido é O Bêbado, já assistido por aproximadamente 50 mil pessoas. Entre seus maiores trabalhos estão as peças O Fio (prêmio de melhor espetáculo no Festival Internacional de Países do Mercosul, escrita, dirigida e estrelada por Fábio em 1997), Agora é Que São Elas, Casa do Terror I e Amor Cachorro — Uma Novela Mexicana.

Recentemente, Fábio dividiu o palco do Teatro Guaíra com Chico Anysio, convidado especial para a sua peça Curitiba em Comédia. Silvestre também foi um dos finalistas do quadro “Quem Chega Lá”, atração do programa Domingão do Faustão, que reuniu grandes humoristas de todo o Brasil.








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Katiuscia Canoro - Lady Kate

"Tô pagando!" talvez esse seja o bordão mais repetido hoje no Brasil, e foi popularizado pela atriz Katiuscia Canoro, como a Lady Kate de Zorra Total desde abril de 2008. A Comediante nasceu em Curitiba e começou a carreira no teatro em 1992, fazendo peças no colégio e na praia. Além de Lady Kate a atriz criou vários personagens a partir da observação do cotidiano.

Entre as peças encenadas estão: Mulheres de Chico, Pânico No Mercado, maior bilheteria do festival de teatro de Curitiba, na mostra Fringe,- Contadores de História - indicação de Melhor Atriz ao troféu Gralha Azul de Curitiba -, D. Graça,- Medea Material com direção da diretora Uruguaia Mariana Percovich,- Memória pelo teatro Guaira e Macbeth, ambos do diretor premiado Moacir Chaves, e PoutpouRir, direção de Leandro Goulart e Afra Gomes. Participou ainda do musical Gatos Musical Rock.,.
No cinema participou dos curtas: Vovó Vai Ao Supermercado, direção de Milani, Sem Ana, direção de Rafael Barion, A Guisa de Orquídeas, dirigida por Arthur Tuoto.
Além do teatro, ela já fez cinema e propagandas publicitárias, entre elas a da Cultura Inglesa, Rede Paranaense, Shopping Portal Plaza e Detran.
Atualmente está no espetáculo Nós Amamos Humor com direção de Fafy Siqueira e fazendo D Graça, mas tem que Pagar, direção e texto de Katiuscia e Fabiula Nascimento

"Eu não sou uma pessoa nem um pouco sensual, não uso decote, nem mini-saia, me visto de um jeito super menina e até roupa de brechó eu compro. Nunca achei que eu fosse ficar tão bem na televisão porque achava a minha perna fina e torta, mas acabei ficando com um pernão legal", disse Katiuscia.

Começou a fazer teatro aos 14 anos e tem o Programa Zorra Total como o seu primeiro trabalho na televisão.

A personagem dona dos chavões "Tô pagando!" e "Só me falta o gramour!" é uma mal-educada e espalhafatosa nova rica que saiu da prostituição após ter conhecido um senador que se apaixonou por ela.

O sucesso do quadro acabou levando Katiuscia a ser reconhecida na rua, apesar de todos os apetrechos que ela usa em cena e diferenciam muito o seu rosto. "As pessoas me reconhecem quando eu estou parada, elas já chegam falando o "Tô pagando!". A personagem é muito popular, recebo muito carinho das pessoas. Tem gente que fala que pareço uma prima, uma amiga, mas a inspiração mesmo vem da vida real, tem muita Lady Kate por aí!", brinca Katiuscia.


Televisão
Programa Zorra Total - Lady Kate (estreou em abril de 2008)

Teatro

· Marie - 1992 Direçao: Labouret
· O poder da Amizade – 1993 direçao: Daniel Arthur
· Amor de Ciclovia – 1992 direçao: Lucia Du Arte
· Os Ovos De Pascoa Sumiram – 1994 direçao: Lucia Du Arte
· A Bruxinha Que Era Boa – 1995 Direçao: Carla Almeida
· Festa do Uirapuru – 1995 direçao: Daniel Arthur
· A Floresta Sumiu – 1996 direçao: Daniel Arthur
· Anjos e Pecados – 1998 direçao: Treat
· O Auto Da Compadecida – 1999 direçao: Demian Garcia
· Estrada do pecado – 2004 direção: Cesar Almeida
· Medea Material – TCP 2004 direção:Mariana Percovich
projeto do teatro Guairá feito em parceria com Uruguay
· Gatos Musical Rock- 2005 direção: Ronald Lima
· Mulheres de Chico – 2005 direção: Mauricio Vogue
· Panico No Mercado – 2005 direção : Franklin Albuquerque
(Melhor bilheteria do festival de teatro de Curitiba)
· Contadores de Historias – 2005 direção: Mauricio Vogue (indicação de melhor atriz pelo troféu Gralha Azul de Curitiba)
· O Pentáculo – 2006 direção: Franklin Albuquerque
(segunda melhor bilheteria do festival de teatro de Curitiba)
· CintaLiga- 2006 direção: CIA Das Meninas
· Humor Com Sabor Picante- 2006 direção: Mauricio Vogue
· Memória – TCP teatro Guairá- 2006 direção: Moacir Chaves
· Risorama-2006-FTC
· D.Graça – 2007 teatro Maria Clara Machado RJ direção: cia colapsico
(espetáculo de repertorio apresentado em Curitiba, São Jose dos Pinhais, São Paulo e Rio De Janeiro.autoria, direção e interpretação: Katiuscia Canoro e Fabiula Nascimento.)
· Macbeth- 2007 direção: Moacir Chaves
· PoutPouRir – 2008 direçao: Leandro Goulart e Afra Gomes

Cinema

Vovó Vai Ao Supermercado, com direção de Milani
Sem Ana, com direção de Rafael Barion
A Guisa de Orquídeas, dirigida por Artur Tuoto
Do Papel Pra Tela, dirigida por Richard Frankl

Publicidade
Cultura Inglesa, Rede Paranaense, Shopping Portal Plaza e Detran

Prêmios
Indicação ao troféu Gralha Azul de Curitiba - Melhor Atriz pela peça Contadores de Histórias

Dados:
www.montenegroeraman.com.br

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Diogo Portugal - Para quem insiste em dizer que curitibano é frio e mau-humorado

Alguma vez você já tentou contar uma piada e acabou ficando sem graça? Não se preocupe! Isso já aconteceu inúmeras vezes com o nosso entrevistado do Meu h desta semana: “Quando isso acontece você tem de brincar com a própria situação. “Caramba, essa piada foi uma droga, né? Deixa até eu anotar aqui pra não fazer de novo. Às vezes falha mesmo, quem nunca falhou na hora "h" levanta o braço”, diverte-se Diogo Portugal que tenta fazer os outros rirem desde 1992, quando ainda trabalhava como guia de excursões para a Disney. “Eu comecei na publicidade, com uma produtora de áudio que tenho até hoje, a D´Áudio, mas foi trabalhando como guia que passei a fazer graça para entreter os passageiros e fazer eles darem risada”. O trabalho como guia turístico não deu muito certo, pois sendo um genuíno “esquecido”, Portugal conta que ia para as excursões com 40 pessoas e acabava voltando com 20. “A galera ia se dispersando e eu nem prestava atenção nisso”, confessa aos risos.


Mas a história de fazer humor teve seu verdadeiro início em 2005, quando Diogo Portugal foi selecionado para o Prêmio Multishow do Humor Brasileiro. “Eram mais de 500 inscritos e eu fiquei em 3º lugar. Depois disso levei a sério o humor e comecei a apresentar o show Portugal é Aqui no Teatro Lala Schneider. Quando acabou esta peça, fui para São Paulo”. Na capital paulista Portugal participava como convidado do Terça Insana, um espetáculo de humor com personagens. “Foi aí que tive a idéia de fazer um show aqui em Curitiba às terças-feiras, assim surgiu o Cabaret com Diogo Portugal”. Durante seis anos o humorista se apresentou no Era Só o Que Faltava dividindo o palco com um convidado por semana e apresentando um show de stand up comedy, um humor de cara limpa. “O comediante sobe ao palco e sozinho diante do microfone, faz observações sobre o cotidiano, sobre as notícias... Se você reparar em tudo, vê que uma piada boa que pode estar escondida, embutida em alguma situação. O curitibano tem um perfil engraçado. Ele até gosta de festa, mas não é muito de visitar os outros. Diz “Apareça lá em casa”, mas não fala a hora, o endereço. O pessoal que vem de fora sempre reclama. Mas não quer dizer que o curitibano não aceita o humor. Só que é exigente”, comenta Diogo que credita ao YouTube parte do reconhecimento pelo seu trabalho. “Depois que participei dos programas do Jô, Faustão e Hebe, os vídeos caíram na rede e viraram febre. Hoje são mais de 15 milhões de acessos”. Nada mal para quem vem de uma família tradicionalmente ligada à sisudez do Direito e da Política (entre seus parentes ilustres está o avô, Clotário Portugal, que foi governador do Paraná e até virou nome de rua).

Mas o rapaz nem pensa em ser o único comediante a arrancar gargalhadas do público. “Além de convidar muita gente para participar do meu show também incentivo a galera, pois temos muitos talentos por aí... Como o Fábio Silvestre, o Marco Zeni e muitos outros! Curitiba tem potencial para ser a capital da comédia e é por isso que batalhamos hoje porque a concorrência é saudável, é legal ter uma comparação”.

Além de ter participado do Clube da Comédia em Pé, grupo percussor do Stand Up Comedy no Brasil, o humorista também é criador e curador do Risorama, maior festival humorístico da América Latina, que acontece todos os anos durante o Festival de Teatro de Curitiba.

Dono de uma enorme agilidade em construir piadas, hoje Diogo Portugal desfruta de certo reconhecimento fora do estado que já lhe rendeu shows em quase todas as capitais brasileiras, além de um tour pelo Japão. “Foi a primeira vez que me apresentei fora do Brasil. Foram seis shows em seis cidades. O pessoal lá é muito carente de cultura”, revela o humorista que já tem convites para se apresentar nos EUA. Aqui em Curitiba o humorista se apresenta às quintas-feiras no Teatro Regina Vogue com o show Stand up. Comédia, e às terças-feiras no John Bull Music Hall com espetáculo Senta Pra Rir. “O público aumentava a cada apresentação e já estávamos com seis telões espalhados pela casa. Então resolvi mudar. Estava precisando de uma mudança. Tava sentindo necessidade disso”, comenta Diogo explicando o fato de não se apresentar mais no Era Só o Que Faltava. "Espera um pouquinho, vou atender o telefone”. A entrevista é interrompida. Diogo conversa com a Cris, que suponho ser sua produtora. O “nextel” deixa escapar a conversa dos dois:
- Posso te acordar mesmo? Lá pelas 9h?
- Pode sim, responde o humorista que ainda quer saber um pouco mais sobre seus compromissos: - E o que mais teremos?
- A noite tem o show no Regina Vogue e as gravações do programa, então vamos começar logo cedo, depois precisamos passar no...
A ligação vai ficando mais baixa e não escuto mais... Quando as vozes voltam a ficar claras ainda flagro outro pedido:
- Então posso te acordar mesmo?
- Pode sim...
Eles se despendem e Diogo volta ao telefone para darmos continuidade à nossa entrevista quando o pego de surpresa:
- Então Diogo, quer dizer que você gosta de dormir até tarde?
- Não... Eu até que acordo cedo, mas é que amanhã... Ah! Na verdade ela tem medo de que eu caia na balada!
E, comprovando a sinceridade de sua resposta, Portugal revela que adora música eletrônica e para curtir escolhe entre a EON, Liqüe e “tantas outras casas noturnas que Curitiba tem”.

O comediante que diz ser tímido gosta de correr no Parque Barigüi e se exercita no Clube Curitibano. “Sou sócio de lá então facilita, mas sabe como eu sei que estou precisando malhar? Quando minha personagem, a Pâmela, começa a ficar baranga... Aí vejo que a coisa tá feia mesmo”. Para passear, os shoppings Mueller e Barigüi são os preferidos. Cinema, ele adora! Mas não tem nenhum de preferência e vai onde “estiver passando o que quero ver”. Já para se alimentar fora de casa, o humorista indica o Restaurante Armazém Italiano e Babilônia, por ser 24 horas, mas diz que estes locais não são os únicos onde come-se bem. “Curitiba tem restaurantes muito bons, é difícil citar alguns”.

Diogo Portugal tem sempre uma boa tirada para qualquer assunto, assim ele garante boas risadas onde quer que esteja. “O humor tem um objetivo, que é tocar as pessoas, tentar ser engraçado e para isso não existe uma regra. O humor tem de ter um "quê" de exagero, de surpresa, que faça a pessoa parar e pensar: "caramba, que legal, como é que eu nunca pensei nisso?” Esse é o desafio de todo humorista: tocar o público de forma que os surpreenda”. E assim nossa entrevista chega ao fim. Para você, nosso internauta, deixo duas frases que me fazem sempre lembrar de sorrir. "Temos de rir até dos nossos problemas", por Diogo Portugal e “O riso enobrece a alma”, por Victor Hugo.

Texto: Portal H (www.hagah.com.br)

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dig Dutra - Talento curitibano

Dig Dutra começou a fazer teatro em Curitiba em 1991. Graduada em Artes Cênicas pela FAP e pós-graduada em Cinema pela Universidade Tuiuti do Paraná, Dig estudou interpretação para TV na Escola Wolf Maia em São Paulo. Em 2002 mudou-se para o Rio de Janeiro onde começou a trabalhar na Rede Globo de Televisão, fazendo participações em novelas como Paraíso Tropical, Belíssima, Alma Gêmea , Da Cor do Pecado, Começar de Novo, Malhação, Senhora do Destino e Pé na Jaca, além de programas como A Grande Família, Carga Pesada, A Diarista, Sob Nova Direção, Linha Direta Justiça, A Turma do Didi, Xuxa no Mundo da Imaginação e Zorra Total.



Confira no vídeo a história de Dig Dutra, atriz por trás do grande sucesso da personagem Abadia, do Zorra Total!



Dig Dutra atualmente interpreta a Maria da Abadia, noiva do Patrick, no Zorra Total


Nome Artístico: Dig Dutra
Nome real: Sílvia Camargo Dutra
Cidade: Curitiba
Data de Nascimento: 19 de dezembro de 1975






Trabalhos

Na TV

* 2009 - Zorra Total - Maria da Abadia
* 2008 - Zorra Total - Maria da Abadia
* 2008 - Faça Sua História - Joseane
* 2008 - Malhação - Professora
* 2007 - Paraíso Tropical - Garota de Programa
* 2007 - Sete Pecados
* 2007 - Sob Nova Direção - Secretária
* 2006 - A Diarista - Jade
* 2006 - Pé na Jaca
* 2006 - A Turma do Didi
* 2006 - Malhação
* 2005 - A Grande Família
* 2005 - Belíssima
* 2005 - Alma Gêmea - Reencarnação da Serena (Último Capítulo)
* 2004 - Começar de Novo - Vereadora
* 2004 - Da Cor do Pecado
* 2003 - Zorra Total - Vários Personagens

Fotos da entrevista no Programa Perdidos na Tarde, com Amauri Santos, da Rádio Caiobá FM:



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