Eduardo Ribeiro, destaque no jornalismo da Record.
Com passagens pelo rádio, televisão e internet, Eduardo Ribeiro pertence a uma nova geração de "jornalistas multimídia" que trabalham com interesse para que a sociedade tenha acesso mais fácil à informação.
"Por isso me fascinou tanto participar do nascimento de um canal que se propõe a prestar serviço com informações 24 horas na tv aberta", diz ele.
Nascido em Curitiba, no Paraná, Eduardo cursou jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Aos 17 anos, começou no rádio como repórter e logo criou um programa sobre política e cidadania, pautado unicamente pelos ouvintes.
Foi âncora da rádio CBN em Curitiba até fevereiro de 2006 e repórter do Jornal da Band em São Paulo até agosto de 2007.
Na Band, além de substituir com freqüência os principais âncoras da emissora nos telejornais, destacou-se realizando reportagens dentro e fora do Brasil. Na Colômbia, mostrou as conseqüências sociais e econômicas do paramilitarismo no país. No Haiti, acompanhou o dia-a-dia das tropas de paz brasileiras e a reconstrução da política de segurança no coração do Caribe.
Ex-namorado da apresentadora Rose Leonel condenado a cumprir pena de quase dois anos por crime virtual
Do Blog BOM d+ - www.rose-leonel.blogspot.com
O empresário Eduardo Gonçalves da Silva, o ex-namorado da jornalista paranaense Rose Leonel, foi condenado a cumprir pena de um ano e 11 meses em regime de semi-reclusão e lhe pagar uma multa de R$ 1,2 mil por mês. Rose o processou por veiculação de fotos dela em situações íntimas em vários sites pelo mundo. Desde janeiro de 2006, Gonçalves vinha enviando inúmeros e-mails com as fotos dela e seus telefones pessoais, como se fossem anúncios de uma garota de programa. Rose disse ao blog que mudou várias vezes o número do celular e chegou a ficar sem linha telefônica em casa, mas Gonçalves nunca desistia. Agora ela afirma que se sente aliviada. Ela o considera um “assassino de sua moralidade”. Rose diz que o ex-namorado “conseguiu destruir a sua vida”. Ela conta que perdeu o emprego – trabalhava como colunista no jornal de Maringá O Diário-, perdeu os amigos e entrou em depressão. Rose, viúva, tem dois filhos e eles também foram vítimas da difamação. O menino, hoje com nove anos, e a menina, hoje com 7 anos, foram obrigados a mudar de colégio. Além das agressões dentro da sala de aula por outros alunos, o diretor da escola também recebeu um e-mail do ex-namorado com as imagens dela nua. Rose e Gonçalves namoraram durante três anos e meio. Ela diz que o amava e aceitou fazer as fotos depois de dois anos de relação, mas acreditava na promessa de que ele nunca as divulgaria. Com o fim do namoro, suas imagens se espalharam pela internet: “Foi vingança”. Ela diz que desde então sua vida “virou um inferno”. Para conseguir obter provas contra o empresário, ela contratou o perito em internet Wanderson Castilho. Castilho afirma que crimes digitais são mesmo difíceis de serem provados. Ele conseguiu rastrear a origem das mensagens de Gonçalves através de um site pornográfico alemão que hospedava fotos de Rose. Castilho entrou em contato com o gerenciador do site e descobriu que as mensagens saíam de um computador de um shopping em Maringá, onde o empresário trabalha. Não contente com as mensagens enviadas, Rose afirma que Gonçalves chegou a persegui-la pessoalmente durante uma semana. Por conta disso, ela move uma outra ação contra o empresário. Aos poucos, Rose diz que tenta retomar sua vida. Ela apresenta seu programa de variedades nas emissoras RTV Canal 10 e TV Cidade de Maringá, no Paraná. Rose também escreve o blog Bom D+ e se prepara para lançar um livro. “Escrever me ajudou a superar essa história”.
Morre o crítico Literário Wilson Martins, outro "Bicho Adotado" que nos deixa.
O crítico literário Wilson Martins morreu anteontem à noite, em Curitiba, aos 88 anos. Ele faleceu após passar por uma cirurgia para retirada da bexiga, no Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital paranaense, cidade onde Martins era radicado havia muitos anos, apesar de nascido em São Paulo, em 1921.
O corpo do escritor será cremado hoje, em cerimônia reservada à família, no Crematório Vaticano, na capital paranaense. Wilson Martins trabalhou em vários periódicos brasileiros, assinando seu rodapé de crítica literária no Estado, onde teve seu primeiro emprego. Também escreveu no Jornal do Brasil, O Globo e Correio do Povo, entre outros.
Autor de diversas obras, destacou-se pela fundamental História da Inteligência Brasileira, com diversos volumes. Igualmente fundamental é a Crítica Literária no Brasil, história da atividade crítica no País. Com suas obras, Martins ganhou alguns dos principais prêmios literários nacionais, como o Jabuti e o Prêmio Machado de Assis.
Martins foi também professor de Literatura Francesa na Universidade Federal do Paraná e lecionou por 26 anos em Nova York. No entanto, apesar da sólida carreira acadêmica, era na crítica literária jornalística que se sentia mais em casa.
Era um crítico de "linha de frente", que analisa obras no calor da hora, assim que os livros saem do prelo, ao contrário de colegas acadêmicos, que esperam décadas antes de se pronunciar.
Foi no âmbito jornalístico que se tornou conhecido e amealhou respeito geral - mesmo daqueles que desaprovavam suas opiniões.
Martins nunca deixou de escrever o que pensava, como quando desaprovou o romance O Fotógrafo, de Cristóvão Tezza, que admirava, mas dizia conter palavrões em excesso.
Quando completou 80 anos, a editora Top Books lançou um volume em sua homenagem, significativamente intitulado Mestre da Crítica. Nele, escrevem colegas ilustres como Affonso Romano de Sant"Anna, Moacyr Scliar, Edson Nery da Fonseca, Antonio Candido e outros, tendo por tema a carreira do crítico Wilson Martins ou assuntos literários em geral.
Mas o melhor dos ensaios do livro é assinado pelo próprio homenageado. Com o título de O Crítico por Ele Mesmo, Martins faz um resumo de sua vida profissional. O texto serve como testamento de uma carreira e também pode funcionar como inspiração a quem pretenda segui-la, apesar dos percalços atuais do jornalismo cultural.
Martins se dizia educado pelo "sistema antigo, de rigor, disciplina e obediência, sem excessos de complacência". Sua base cultural foi formada em especial pelo autodidatismo. Lia sem parar, desde criança, e, mais tarde, escrever sobre aquilo que lia lhe pareceu tão natural como beber um copo d"água.
Seu primeiro emprego como crítico foi no Estado, em substituição ao então mitológico Sergio Milliet.
Desde o início, Martins não negligenciou o fato de que para apreciar uma obra era preciso compará-la. E o cânone literário, hoje descartado como politicamente incorreto, seria a melhor tábua de comparação disponível. Mesmo porque ele não foi formado de maneira arbitrária, mas por um consenso que vem de um longo assentimento. Shakespeare, Proust, Machado de Assis não ocupam o lugar que ocupam por acaso.
O alvo dessas críticas de Martins era o multiculturalismo e o relativismo, que coloca toda e qualquer obra em pé de igualdade. Isso seria nivelar a cultura por baixo, segundo entendia. Portanto, é a qualidade da obra que deveria nortear a crítica, mesmo que seja tão difícil distinguir, no novo, o que é bom do que não é.
Tentá-lo, e chegar o mais próximo possível da "verdade", é a tarefa do crítico, como ele a concebia. E apontar o que é bom em sua época, o maior desafio daquele que escreve sobre obras alheias. O crítico faz suas apostas. A posteridade julga as obras, e o próprio crítico. Nesse ponto, Martins valorizava seu ofício de crítico "de fronteira", distinguindo-se claramente dos colegas de universidade.
Sempre provocativo, Martins se dizia "o último crítico literário em atividade". Talvez tenha sido mesmo.
Boris Musialowski, sua história será marcada para sempre no jornalismo paranaense.
Já estava na minha lista um post sobre o grande jornalista Boris Musialowski. Infelizmente não houve tempo de publicar antes de seu falecimento que ocorreu em 03 de 09 de 2009, aos 71 anos de idade.
Formado na Rádio Clube Paranaense, nos anos 50, ele participou de programas de humor, shows de auditórios e se destacou no radio esportivo. Boris marcou época nos anos 70/80 em vários programas esportivos de rádio e televisão. Ao lado de Dirceu Graeser e Luiz Carlos Cavalcanti, também já falecidos, integrava um dos programas pioneiros na TV Paranaense (RPC TV), o “Viva a Bola”.
Um de seus maiores companheiros de profissão foi o jornalista e ex-presidente do Paraná Club, José Domingos Borges Teixeira. Reproduzirei abaixo o texto que José Domingos escreveu em seu blog, sobre Bóris Musialowski, no texto poderemos conhecer um pouco mais sobre essa grande personalidade paranaense, pelas palavras de alguem que conviveu com ele:
MORTE DE UM COMPANHEIRO ESPECIAL BORIS MUSIALOWSKI
por Zé Domingos
Final de tarde, começo da noite de 5ª. Feira (03) estou em casa escrevendo em torno do excelente músico (sax alto) Ari Lunardon, quando o celular sinaliza e ao atender recebo a informação do companheiro José Maria Pizarro, de que o Carneiro Neto, lhe avisara sobre o falecimento de Boris Musialowski. Confesso que a notícia me abateu, pois o Boris, faz parte importante da minha vida como radialista.
Foi com ele que nos distantes idos de março de 1.957, participei pela primeira vez de um programa na Rádio Clube Paranaense, a então famosa B-2, que funcionava na rua Barão do Rio Branco. O programa apresentado às 11 horas e 45 minutos era chamado “Sua Excelência o Esporte” e durava 15 minutos. Antes de participar deste programa na noite anterior indicado pelo Moacir Amaral, então diretor comercial, que atendera uma solicitação de seu amigo João Dário Teixeira (papai) que dizia que tinha um filho que sonhava ser radialista e trabalhava em alto falantes, havia feito um teste com o sempre lembrado, Alfredo Otto e aprovado pelo Machado Neto, então diretor da equipe esportiva da Rádio Clube Paranaense, fui convidado a estar na rádio na manhã seguinte para participar de um programa com o Boris Musialowski, a quem fui apresentado na noite em que fiz o teste. Na manhã seguinte lá estava até mesmo antes das 11 horas, todo ansioso aguardando o momento, quando chegou o Boris e me orientou como era o programa e o fizemos juntos.
Depois de apresentar dois dias o programa junto com o Boris, que me colocou a vontade, me deu força e estimulo, o Machado, me chamou e perguntou se poderia substituir o Boris, em suas férias, cheio de felicidade respondi positivamente. Fiquei no lugar do Boris e depois ao mesmo tempo também cobri as férias do Martins Rebelato, também já falecido fazendo o programa esportivo das 18 horas e 30 minutos.
Desde que cheguei na B- 2, o Boris, sempre se mostrou companheiro, bom colega e isto era regra com todo o pessoal. Era alegre, brincalhão, descontraído e um radialista completo com paixão maior pelo rádio esportivo. Era um dos narradores da equipe esportiva, que tinha ainda Martins Rebelato, Osmar de Queiroz, Mário Vendramel, mais tarde vieram Augusto Reis, Norberto Trevisan, Durval Monteiro, Dias Lopes, Airton Cordeiro, Aloar Ribeiro, Marcos Aurélio de Castro, Borba Filho, João Pedro Correia (Jota Pedro) Willy Gonzer e outros. Boris, começou garotão na B- 2 e ali permaneceu anos, destacando-se também como rádio ator, humorista, apresentador de programas, repórter, participante de programas de auditório, locutor comercial, enfim fez de tudo um pouco e por isto reafirmo era um radialista completo e foi um prazer enorme tê-lo como colega. Torcia pelo Coritiba, mas o fazia discretamente, não era daqueles fanáticos, aliás muito comedido. Era de Castro, cidade que passei boa parte da infância.
Ali na B- 2, o Boris, conheceu a Jaci, secretária do Martins Rebelato, numa agencia de publicidade que tinha escritório anexo a rádio e com ela se casou e viveu durante vários anos. Para ele foi um baque grande quando a grande companheira Jaci, faleceu. Continuou a vida, como funcionário do Tribunal de Contas, onde se aposentou e como homem de comunicação, inclusive durante algum tempo esteve na Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba, como contratado. Também participou de programas de televisão especialmente ao lado de Luiz Carlos Cavalcanti, falecido há alguns anos. Também esteve em programas com Dirceu Graezer, igualmente falecido. Era um apaixonado pelo que fazia e por isto mesmo um ótimo profissional. O Boris, deixa saudades. O seu corpo velado na capela da Luz e o sepultamento ás 15 horas e 30 minutos, da sexta feira (04) no Cemitério Municipal. Boris, faleceu aos 73 anos por falência múltipla dos órgãos. Estava internado há mais de 260 dias num hospital de nossa cidade. Estão de luto o rádio esportivo e o futebol paranaense.
Delisiée Teixeira agora é Marinho, mas a beleza e o talento continuam os mesmos.
Falando em beleza, muita gente deve estar se perguntando "Por onde anda Delisiée Teixeira, aquela linda repórter esportiva da TV Paranaense, que cobria, principalmente a Seleção de Ginástica Olímpica?
Delisiée Teixeira não existe mais... Calma, ela não morreu, apenas mudou de nome, agora se chama Delisiée Marinho e tambem mudou de foco profissional, agora é atriz, mas podia tambem ser modelo, beleza e talento não faltam.
Delisiée Marinho anunciou que está na cidade para se apresentar na mostra Fringe do Festival de Curitiba com a peça Bodas de Sangue, do espanhol Garcia Lorca. O espetáculo foi apresentado no dia 19, hoje 20, e ainda nos dias 21 e 22 de março na Casa Vermelha. Ex-repórter esportiva e apresentadora da RPC-TV – na qual atuou por dez anos até transferir-se para São Paulo –, Delisiée está se dedicando com afinco à carreira de atriz, depois de cursar a escola do diretor teatral Ulysses Cruz.
Breve o perfil completo de Delisiée, aqui no blog.
Confira o desempendo de Delisiée no palco com o monólogo "O amor não tira férias":
Francisco Cunha Pereira Filho, uma vida pelas causas paranaenses.
em 1985, o Dr. Francisco iniciou na então TV Paranaense, Canal 12, a série Bicho do Paraná, que durou 10 anos, sendo a mais longa campanha veiculada por uma emissora de TV. A série Bicho do Paraná tinha como objetivo mostrar o talento e a força do paranaense.
Francisco Cunha Pereira Filho nasceu em Curitiba, em 7 de dezembro de 1926. Ele era filho do desembargador Francisco Cunha Pereira e de Julinda Ferreira da Cunha Pereira. Foi casado com Terezinha Döring Cunha Pereira e é pai de Francisco Cunha Pereira Neto, Guilherme Döring Cunha Pereira, Ana Amélia Cunha Pereira Filizola e Cristina Cunha Pereira.
Francisco Cunha Pereira Filho estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e no Colégio Santa Maria. Formou-se em Direito no ano de 1949, tendo atuado no Diretório Central de Estudantes. Era o ocupante da cadeira de número 18 da Academia Paranaense de Letras, sucedendo Manoel de Lacerda Pinto, em 1974.
De acordo com minibiografia veiculada pela Academia, Pereira lecionou na Universidade do Paraná como catedrático interino, nas cadeiras de Ciências das Finanças, Direito Internacional privado e Previdência Social, entre outros. Atuou no Tribunal do Júri e fez carreira como criminalista.
Ainda no campo do Direito, militou na OAB, seccional do Paraná, tendo sido presidente do Instituto dos Advogados do Paraná. Em 1962, assumiu a direção do jornal Gazeta do Povo e, tempos depois, da TV Paranaense, canal 12, firmando-se como empresário do campo das comunicações.
São célebres as campanhas que defendeu à frente dos veículos de comunicação, como a dos royalties de Itaipu, Gasoduto, Usina do Xisto de São Mateus do Sul, entre outras. Estima-se que tenha capitaneado cerca de 20 campanhas em mais de 40 anos de jornalismo.
Recentemente, Pereira foi o ganhador ganhador da edição 2007 do troféu Guerreiro do Paraná. O prêmio, criado em 2001 pelo Movimento Pró-Paraná, homenageia figuras que tenham contribuído para o progresso do estado. Mas, já com a saúde debilitada, não pôde comparecer à cerimônia de entrega. Foi representado pelos filhos Ana Amélia, Guilherme e Cristina. Na ocasião, um documentário foi exibido contando um pouco de sua história.
Campanhas que mudaram a história do Paraná
Não se sabe ao certo quando e qual foi a primeira campanha criada por Francisco Cunha Pereira Filho, mas é provável que ele tenha se iniciado na “arte da guerra” ainda na mocidade, quando cursava Direito na Universidade do Paraná. Foi em meados da década de 40.
Tudo teria começado com um debate acadêmico sobre a necessidade de fundar ginásios gratuitos para crianças e adolescentes pobres. Não ficou só na conversa. Em pouco tempo, nascia a Campanha Nacional de Educandários da Comunidade, projeto que abriu diversas escolas de Curitiba no horário noturno. Se a cronologia estiver correta, em 60 anos de vida pública essa foi a primeira de uma série de ações desenvolvidas por Cunha Pereira em prol da educação. Não foi sua única bandeira. Ao lado da defesa do ensino, tomou a dianteira em ações de combate à miséria e ao desemprego, assim como iniciativas para lograr o desenvolvimento econômico e alavancar a representação política do Paraná. O ser e estar em campanha se tornou uma marca tão forte que ficou impossível descolar sua imagem, por exemplo, da do homem que defendeu com braço forte o recebimento dos royalties de Itaipu ou a exploração do xisto em São Mateus do Sul.
Mas ao mesmo tempo em que armava campanhas de fôlego – que lhe consumiriam anos, os nervos e inúmeras páginas de jornal – também era hábil em ações muito simples, com duração de um mês e efeito de uma vida. Pediu a seus leitores, certa ocasião, que comprassem plantas para dar de presente de Natal; em outra, que juntassem o lixo das praias e, mais de uma vez, que distribuíssem alimentos. Sugeriu até que criassem postos de trabalho, como fez debaixo do tocante slogan “Abra uma vaga em seu coração. Empregue pelo menos mais um”, em plena recessão dos anos 80.
Recado dado, retirava-se e dava início a nova empreitada. Feito ali, feito acolá, calcula-se que tenha promovido algo próximo de 30 campanhas, uma média incrível de uma a cada dois anos de sua trajetória de advogado e jornalista, antecipando-se a crises como a do gás e ao caos aéreo. Para esta edição de homenagem foram recuperados 18 capítulos dessa história – entre pequenas e grandes iniciativas. Impossível esconder o pesar diante de ausências como a campanha para aumentar contingente eleitoral do Paraná para 1 milhão de votos e a campanha pela alfabetização. De ambas sobraram poucos registros.
Também está ausente desta edição o Arenito Caiuá, que tanto beneficiou o Noroeste do estado. E algumas ações em prol da sociedade do conhecimento. Cunha Pereira, por exemplo, subiu nas tribunas para pedir a criação do câmpus tecnológico de Itaipu e que não fosse abandonado o projeto Tecpar, na CIC. Também foi mentor de projetos curiosos, como o que sugeria, didaticamente, a entronização da Bandeira Nacional nas salas de aula; e a popularíssima Bicho do Paraná, uma parceria da TV Paranaense com o extinto Bamerindus feita para valorizar os talentos da terra. A música de João Belo - “eu não sou gato de Ipanema, sou Bicho do Paraná” - virou hit.
Boa parte do êxito das campanhas se devia ao estilo inconfundível de Cunha Pereira. Seu modus operandi bem poderia ser descrito assim: ao iniciar uma nova empreitada, escolhia sempre o melhor lugar para lançá-la, como uma universidade, ou um centro do poder, como a Assembléia Legislativa.
Ao receber adesões de políticos, estudiosos e empresários, registrava-as nas páginas do jornal, comprometendo o apoiador a levar até o fim a palavra dada ao público. A prática tinha também um segundo efeito – homens do poder e afins, naturalmente responsáveis pelas grandes questões do estado – podiam não aderir. Mas bem que ficavam desconfortáveis com a omissão. As campanhas, afinal, eram conduzidas com a mesma empolgação trazida por Cunha Pereira dos tempos de juventude, quando dirigiu o diretório acadêmico do curso de Direito da UFPR.
Não era tudo. Além de saber o lugar, a hora e as parcerias certas para abrir campanha era preciso despertar o interesse dos leitores. Não poucos podiam julgar que energia, industrialização, pontes e estradas de ferro eram assuntos para governantes e não para gente comum. Para tanto, nada como palavras capaz de empolgar a população. Para dar tempero aos projetos encampados pelo jornal, Cunha Pereira os popularizava com expressões como “Maldição do nevoeiro” – no caso da falta de equipamentos no Aeroporto Afonso Pena -; “Poço da discórdia” – a propósito do petróleo dividido com Santa Catarina no Mar Territorial; ou “Holanda às avessas” - jargão que tão bem definiu o estupor diante de um Paraná alagado pelas hidrelétricas.
A esse segredo somava outro, infalível – mais de uma vez assumiu ele mesmo a frente de batalha, dando uma cara e uma voz ao projeto. Nessas ocasiões, era apontado nas ruas, cumprimentado por populares, abordado nas bancas de jornal e nos cafés da Rua XV, espaços onde as bandeiras que defendia viravam o prato do dia.
Tanto empenho tinha seu preço. Além de sustentar as campanhas anos a fio em seus veículos – sob o risco de não vê-las realizadas ou de cansar leitores mais imediatistas – fazia-se presente nos grandes debates da sociedade, como cidadão e homem de imprensa. Da mesma forma, sem cerimônia, podia se negar a participar de algum evento cuja natureza fosse contrária aos interesses do estado. Não foram poucas as recusas.
Morreu, às 23h55 de quarta-feira 18 de Março de 2009, vítima de uma parada cardiorrespiratória, em Curitiba.
Luiz Geraldo Mazza - O maior nome do jornalismo paranaense
Não tenho dúvida, se fosse em outro centro, o Brasil todo conheceria o nome Luiz Geraldo Mazza, o maior nome do jornalismo paranaense. Todos os dias pela manhã, Mazza comenta, de pescaria de lambaris na represa do Capivari à política econômica de Barak Obama. Para ele não tem assunto proibido. Junto com José Wille, formam uma espécie de Batman e Robin do rádio, nas manhãs da CBN Curitiba.
Mazza, com sua vóz anasalada (devido a uma renite cronica), amigo pessoal do ex-governador Jaime Lerner, é, talvez, o maior crítico ao governo Requião e ao próprio governador. Torcedor coxa-branca, não possui carro, utiliza o transporte público de Curitiba, porisso pode criticar o sistema com conhecimento de causa.
O veterano jornalista e comentarista paranaense Luiz Geraldo Mazza da CBN Curitiba fala em 2005 sobre seu passatempo: a pesca
Nome: Luiz Geraldo Mazza Profissão: Jornalista Idade: 78 anos, 58 de jornalismo Onde está agora: Folha de Londrina e Rádio CBN de Curitiba
O jornalista Luiz Geraldo Mazza é uma espécie de ícone do jornalismo paranaense. Tem 55 anos de carreira - mas a frieza do número esconde uma carreira plural e uma personalidade culta, de perfil crítico e analítico como pouco se encontra no jornalismo atual.
A história de Mazza se confunde um pouco com a própria história da imprensa no Paraná, pois ele trabalhou em todos os veículos relevantes, conviveu com os grandes nomes e participou de ações importantes - como a greve-geral que parou os jornais paranaenses por um dia em 1963 e foi proposta por ele, na época, líder sindical. A melhor notícia de Mazza, porém, é que ele não pretende parar tão cedo. "Não posso e nem devo", diz.
Atualmente Mazza escreve uma coluna diária no jornal Folha de Londrina e faz comentários na rádio CBN de Curitiba pela manhã. Duas atividades que ele vem exercendo há mais de dez anos. O foco principal da coluna e das observações do jornalista na rádio é a política - com sua longa vivência, a formação em Direito e o olhar arguto, Mazza tornou-se referência obrigatória no Paraná quando se fala em jornalismo político independente e crítico. Culto, é capaz de discorrer sobre filigranas da história política mundial, brasileira e local ,citando correntes de pensamento, escritores e filósofos, ao mesmo tempo em que não se distancia do leitor/ouvinte e consegue sentir o pulso das idas e vindas da política e suas consequências na vida do cidadão comum.
Aos 20 anos de idade, ainda estudante de Direito em Curitiba, Mazza já escrevia para o jornal O Estado do Paraná. Não era repórter ainda, e sim colaborador. "Eram textos literários", explica o jornalista. O ano era 1951. Já em 55, surgiu o primeiro emprego como repórter no Diário do Paraná, do grupo Associados de Assis Chateaubriand. Mazza cobria geral - e logo passou para a chefia de reportagem. Formação em Jornalismo? "Como é que eu ia cursar jornalismo se os caras que eu ensinava a trabalhar no jornal eram os mesmos que estavam depois dando aula?", ri Mazza. "Essa era a época em que o jornalista se formava no local de trabalho", recorda.
Ainda trabalhando nos Associados, Mazza participou da primeira transmissão de tevê do Paraná, pelo canal 6, da mesmo grupo. Ele ri lembrando da abertura. "Éramos o Valêncio Xavier, o Salomão Scliar e eu para montar o negócio. Pegamos umas imagens de Rugendas e Debret, de um museu de São Paulo, fizemos um roteiro baseado em texto do historiador Romário Martins, para contar a história etnográfica do Paraná. Aquelas imagens paradas, a música do Villa-Lobos, e uma certa forçada de barra, vamos dizer, pois aqueles índios que a gente mostrava ali não eram necessariamente os carijós que habitavam aqui o Paraná...", relembra.
Mazza vai citando os vários locais onde trabalhou sem especificar datas: "Participei daquele período do Correio de Notícias, também do Última Hora, uma experiência fantástica, trabalhei no Canal 6, fui diretor de jornalismo da TV Paranaense", enumera. Ele cita o período de ativismo sindical e os anos de chumbo que vieram em seguida. Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas no Paraná no início dos anos 60 - e por conta disso, "enquadrado" durante o período negro da ditadura militar. "Fiquei desempregado. Quem me deu emprego, nessa época, fooram o Francisco Cunha Pereira (dono da TV Paranaense e jornal Gazeta do Povo) e o João Milanez (da Folha de Londrina). Na tevê eu participava de um programa sobre futebol. Na Folha, escrevia uma coluna que era uma espécie de crônica sobre cultura, comportamento, uma coisa mais geral", conta.
O jornalista ficou na Folha até 1981 e retornou em 92 - continuando até hoje. Sobre trabalhar em jornal impresso, Mazza comenta: "Jornal agora é pretérito. Não consigo me livrar, todo dia, da sensação de estar trabalhando em uma coisa vencida", diz ele, comparando com a instantaneidade da internet e a prevalência da televisão. Ainda filosofando sobre jornalismo, Mazza recorda conversa recente com Ricardo Kotscho, que foi entrevistado por ele e pelo âncora José Wille na CBN. "O Kotscho disse que fica horrorizado nas redações com a dependência da garotada na internet e no telefone. Para ele, lugar de jornalista é na rua. Eu penso o mesmo", finaliza o jornalista, que não deixa de freqüentar a tradicional Boca Maldita, ponto de encontro de políticos, jornalistas, advogados, funcionários públicos e aposentados no centro de Curitiba.
Danieli Haloten - Talento paranaense na proxima novela das sete
Danieli Haloten, 28 anos, paranaense, será a primeira atriz com deficiência visual a ganhar um papel em uma novela da televisão.
Caras e Bocas, de Walcyr Carrasco, substituirá Três Irmãs. Na novela, ela interpretará a sonhadora Anita, onde também atuarão os conterrâneos Fernanda Machado e Ary Fontoura.
Irmãos na TV Danieli Haloten e Malvino Salvador gravaram na Lapa, em São Paulo, cenas de Anita e Gabriel nos primeiros capítulos de Caras e Bocas, próxima novela das sete, de Walcyr Carrasco, que estréia em abril. Na trama, Gabriel protege excessivamente a irmã que é cega, mas Anita não gosta de se sentir um fardo para a família e sonha em ter um emprego para se sentir mais independente.
- Sou diferente dela, faço e aconteço, já viajei três vezes para o exterior sozinha - contou Danieli.
- A luta de Anita contra o preconceito é o maior gancho do personagem. Cego não é coitadinho nem super-herói, é normal.
Formada em artes cênicas, a morena não tem experiência profissional, mas não é a primeira vez que aparecerá na TV. A equipe do Profissão Repórter, comandada por Caco Barcellos, contou com sua ajuda quando produziu uma reportagem sobre deficientes e o mercado de trabalho.
Danieli nasceu com glaucoma e, aos 17 anos, perdeu totalmente a visão. Há anos, ela conta a com a ajuda de um labrador Higgans. O cão-guia irá junto com a atriz para o Rio de Janeiro, cidade onde se realizam as gravações da novela.
Danieli Haloten foi repórter especial do profissão repórter, exibido pelo Fantástico da Globo, em 17/07/2006. O quadro deu picos de audiência e rendeu muitos elogios dos telespectadores. Até hoje, as pessoas reconhecem Danieli como a garota do Fantástico.
Programa de televisão onde uma apresentadora cega e seu cão guia farejam notícias.Nesse vídeo DAnieli entrevista Ana Paula, a primeira bebê de proveta do Brasil, nascida em São José dos Pinhais.
Labrador de 5 anos, treinado nos Estados Unidos, conduz a jovem atriz cega Danieli Haloten, que vai trabalhar numa novela da Globo. Segundo ela, Higgans salva a sua vida todos os dias.