segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Morre o crítico Literário Wilson Martins, outro "Bicho Adotado" que nos deixa.


O crítico literário Wilson Martins morreu anteontem à noite, em Curitiba, aos 88 anos. Ele faleceu após passar por uma cirurgia para retirada da bexiga, no Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital paranaense, cidade onde Martins era radicado havia muitos anos, apesar de nascido em São Paulo, em 1921.

O corpo do escritor será cremado hoje, em cerimônia reservada à família, no Crematório Vaticano, na capital paranaense. Wilson Martins trabalhou em vários periódicos brasileiros, assinando seu rodapé de crítica literária no Estado, onde teve seu primeiro emprego. Também escreveu no Jornal do Brasil, O Globo e Correio do Povo, entre outros.

Autor de diversas obras, destacou-se pela fundamental História da Inteligência Brasileira, com diversos volumes. Igualmente fundamental é a Crítica Literária no Brasil, história da atividade crítica no País. Com suas obras, Martins ganhou alguns dos principais prêmios literários nacionais, como o Jabuti e o Prêmio Machado de Assis.

Martins foi também professor de Literatura Francesa na Universidade Federal do Paraná e lecionou por 26 anos em Nova York. No entanto, apesar da sólida carreira acadêmica, era na crítica literária jornalística que se sentia mais em casa.

Era um crítico de "linha de frente", que analisa obras no calor da hora, assim que os livros saem do prelo, ao contrário de colegas acadêmicos, que esperam décadas antes de se pronunciar.

Foi no âmbito jornalístico que se tornou conhecido e amealhou respeito geral - mesmo daqueles que desaprovavam suas opiniões.

Martins nunca deixou de escrever o que pensava, como quando desaprovou o romance O Fotógrafo, de Cristóvão Tezza, que admirava, mas dizia conter palavrões em excesso.

Quando completou 80 anos, a editora Top Books lançou um volume em sua homenagem, significativamente intitulado Mestre da Crítica. Nele, escrevem colegas ilustres como Affonso Romano de Sant"Anna, Moacyr Scliar, Edson Nery da Fonseca, Antonio Candido e outros, tendo por tema a carreira do crítico Wilson Martins ou assuntos literários em geral.

Mas o melhor dos ensaios do livro é assinado pelo próprio homenageado. Com o título de O Crítico por Ele Mesmo, Martins faz um resumo de sua vida profissional. O texto serve como testamento de uma carreira e também pode funcionar como inspiração a quem pretenda segui-la, apesar dos percalços atuais do jornalismo cultural.

Martins se dizia educado pelo "sistema antigo, de rigor, disciplina e obediência, sem excessos de complacência". Sua base cultural foi formada em especial pelo autodidatismo. Lia sem parar, desde criança, e, mais tarde, escrever sobre aquilo que lia lhe pareceu tão natural como beber um copo d"água.

Seu primeiro emprego como crítico foi no Estado, em substituição ao então mitológico Sergio Milliet.

Desde o início, Martins não negligenciou o fato de que para apreciar uma obra era preciso compará-la. E o cânone literário, hoje descartado como politicamente incorreto, seria a melhor tábua de comparação disponível. Mesmo porque ele não foi formado de maneira arbitrária, mas por um consenso que vem de um longo assentimento. Shakespeare, Proust, Machado de Assis não ocupam o lugar que ocupam por acaso.

O alvo dessas críticas de Martins era o multiculturalismo e o relativismo, que coloca toda e qualquer obra em pé de igualdade. Isso seria nivelar a cultura por baixo, segundo entendia. Portanto, é a qualidade da obra que deveria nortear a crítica, mesmo que seja tão difícil distinguir, no novo, o que é bom do que não é.

Tentá-lo, e chegar o mais próximo possível da "verdade", é a tarefa do crítico, como ele a concebia. E apontar o que é bom em sua época, o maior desafio daquele que escreve sobre obras alheias. O crítico faz suas apostas. A posteridade julga as obras, e o próprio crítico. Nesse ponto, Martins valorizava seu ofício de crítico "de fronteira", distinguindo-se claramente dos colegas de universidade.

Sempre provocativo, Martins se dizia "o último crítico literário em atividade". Talvez tenha sido mesmo.

Reprodução do site Estadão (www.estadao.com.br)

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Belmiro Valverde - Porque o Brasil não é para amadores.

Esse texto é apenas um pequeno resumo da vida e obra de Belmiro Valverde Jobim Castor.

Belmiro Valverde nasceu em Juiz de Fora, MG, em 26/04/1942. Aos quatro anos chegou ao Paraná, com a família, que fora morar em Rio Negro. Com 10 anos foi morar no Rio de Janeiro, ficando por lá até 1964.
É portanto, um legítimo "Bicho Adotado" já que recebeu em 12 de Maio de 2006, o Título de Cidadão Honorário do Estado do Paraná, pela Assembleia Legislativa e Membro da Academia Paranaense de Letras e um dos responsáveis diretos pelo Projeto "Bicho do Paraná" encampado pelo Bamerindus.

O Projeto "Bicho do Parana" realizou entrevistas em video com quase 80 paranaenses de destaque em diversas áreas, que tinham muito o que falar e mostrar, começando com Helena Kolody.


É PhD em administração pública pela University of Southern California e professor de doutorado em administração. Foi diretor internacional e diretor superintendente do extinto Banco Bamerindus (comprado pelo HSBC) e é consultor de diversas empresas privadas e de entidades públicas nacionais e internacionais. Entre suas publicações, lançou o livro "O Brasil não é para amadores: Estado, governo e burocracia na terra do jeitinho", publicado também nos Estados Unidos.
Em junho de 2000 Belmiro passou para livro uma série de idéias. O centro da proposta é explicar o Brasil, suas origens, suas contradições, o “jeitinho” e suas fundamentações históricas e psicológicas. Trata-se de uma profunda imersão na alma do brasileiro, examinando-o como um ser peculiar, produto de múltiplas influências, momentos históricos e contradições. O Brasil de homens e mulheres que, malgrado a propalada triste sina dos trópicos, acalentadora de tantas teses acadêmicas, precisa ser conhecido.

Atualmente é colunista de uma série de publicações e da Radio CBN Curitiba, onde ja teve um quadro que discutia assuntos diversos, semelhante ao "Cony e Xexéo" da CBN nacional, ao lado de Luiz Geraldo Mazza, que infelizmente foi interrompido.

Livros
Autoria e co-autoria de livros

O Brasil não é para Amadores: Estado, Governo e Burocracia na Terra do Jeitinho 2a. ed. (Curitiba: Travessa dos Editores) 2004;

Idem 1ª. edição (Curitiba:EBEL/IBQP)2000;

Brazil is not for Amateurs: Patterns of Governance in the Land of “Jeitinho” (Philadelphia: X-Libris) 2002

Estado e Administração Pública: Reflexões livro em co-autoria com Celio Francisco França, Simon Schwartzman, José Augusto de Souza Peres e Walter Costa Porto (Brasilia:FUNCEP) 1987;

A Reengenharia do Estado Brasileiro, apres. Hamilton Dias de Souza (São Paulo: Editora Revista dos Tribunais) 1995 (capítulo);

Mapa Geral de Idéias e Propostas para a Nova Constituição, org. Luiz Gutemberg (Brasília:Fundação Petrônio Portella) 1987 (artigo).



Membro eleito do Conselho Curador da Universidade Federal do Paraná, 2002 a 2004;
Membro eleito do Conselho Superior da Associação Comercial do Paraná, desde 2004;
Consultor empresarial de diversas empresas privadas e organizações não governamentais, desde 1996;
Diretor Superintendente do Banco Bamerindus do Brasil S.A, Setembro de 1992 a Março de 1996;
Diretor Internacional do Banco Bamerindus do Brasil S.A., Janeiro de 1989 a Setembro de 1992;
Secretário de Estado da Educação do Paraná, Março de 1987 a Dezembro de 1988;
Diretor da Bamerindus Administração e Serviços S.A., 1984 a 1987;
Secretário de Estado do Planejamento do Paraná, Março de 1983 a Maio de 1984;
Secretário de Estado do Planejamento do Paraná, 1974 a Janeiro de 1979.


Biografia completa no site oficial do Professor Belmiro: www.belmirovalverde.com.br

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sábado, 28 de março de 2009

Zilda Arns, nossa Nobel da Paz

Dra. Zilda Arns Neumann, nasceu em Forquilhinha (SC), mas reside em Curitiba e daqui coordena a Pastoral da Criança. Médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora
internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dra. Zilda Arns também é representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

É mãe de cinco filhos e avó de dez netos.
Escolheu a medicina como missão e enveredou pelos caminhos da saúde pública. Sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba (PR), e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico diversas especializações como Saúde Pública, pela Universidade de São Paulo (USP) e Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória (PR), criando um método
próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, a Dra. Zilda Arns cria a Pastoral da Criança juntamente com Dom
Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. Foi então que desenvolveu a metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6, 1-15).

A educação das mães por líderes comunitários capacitados revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças facilmente preveníveis e a marginalidade das crianças. Após 25 anos, a Pastoral acompanha mais de 1,9 milhões de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros. Seus mais de 260 mil voluntários levam fé e vida, em forma de solidariedade e conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres.

Em 2004, a Dra. Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e
coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.
Pelo seu trabalho na área social, Dra. Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow
Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006;
Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002);
1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000);
Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997);
Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994);
Títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná,
Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma,
Universidade Federal de Santa
Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina.
Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 município, e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.

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terça-feira, 24 de março de 2009

Ratinho, Bicho Adotado e apaixonado pelo Paraná.

Admiração incondicional ou ódio profundo, seja como for, ninguem fica indiferente quando se fala com Carlos Massa, o Ratinho. O fãs o adoram pela coragem de falar o que eles gostariam, os críticos o detestam pela forma direta de expressar suas opiniões.

Fã ou crítico, todos param pra escutar e ver pelo menos um pouquinho, quando o Ratinho está no ar, o tédio acabam definitivamente.

Uma coisa ninguem pode constestar: Ratinho tem paixão pelo Paraná, como diz o slogan da Rede Massa, sua rede de televisão. Prova disso são os investimentos feitos no Estado, onde, não nasceu, mas se criou, fez a vida e aprendeu a amar como um verdadeiro "Bicho Adotado".


Tragetória:
Carlos Roberto Massa, nasceu em Águas de Lindóia em 15 de fevereiro de 1956, mais conhecido como Ratinho, é radialista e apresentador de televisão. Também aventurou-se pela política no início da década de 90, quando foi deputado federal pelo PRN. Isso deve ter influenciado um de seus filhos (Ratinho Jr) que hoje é deputado Estadual no Paraná, vencendo com a maior votação.

O apelido Ratinho o acompanha desde a infância e teria surgido do fato de ele dar sumiço nas bolas de partidas de futebol de várzea e os jogadores dizerem, culpando-o pelo sumiço: foi aquele ratinho, em função de sua rapidez e agilidade.

Iniciou sua carreira na TV como repórter policial do programa Cadeia, na Rede CNT, em Curitiba, emissora que iniciava a primeira rede de televisão fora do eixo Rio-SP, do ex-deputado Luiz Carlos Alborghetti, de quem copiou o estilo espontâneo, irreverente e acalorado de atuação, assim como o uso do cassetete durante os programas.

Devido ao enorme sucesso alcançado na CNT, Ratinho foi contratado pela Record em setembro de 1997 estreando o programa Ratinho Livre. Seu programa na Record entrava da 20:30 as 22:00.Um mês depois ja incomodava a Globo e o SBT no Ibope.

Ratinho apresentou entre 1998 e 2006 o Programa do Ratinho no SBT, programa este que nos últimos meses registrou baixa audiência e fuga de patrocinadores, o que o fez sair do horário nobre e trocar por várias vezes sua grade de programação.

Até então, estava na Rede Record com o Ratinho Livre e Ratinho Show, como o 190 Urgente na CNT. Na emissora de Sílvio Santos apresentou também o Show do Ratinho e participou do especial humorístico SBT Palace Hotel. Ratinho nasceu na região de divisa entre São Paulo e Minas Gerais, mas desde a infância viveu em cidades paranaenses como Jandaia do Sul (onde passou a infância e a adolescência) e Curitiba (para onde se mudou já adulto e onde ainda vive sua família), dado que ele vive em São Paulo apenas quando apresenta o programa.

Ratinho é conhecido por seu temperamento explosivo e por seu linguajar popular, principalmente quando se exalta contra acusados de crimes. Foi posto como réu em numerosos processos judiciais, inclusive Jorgina de Freitas (acusada de ter fraudado o INSS), a quem teria chamado de biscate, um impropério que ele tem predileção em falar contra as mulheres envolvidas em acusações. Seu filho primogênito Carlos Roberto Massa Júnior (Ratinho Júnior) foi eleito deputado estadual em 2002 aos 21 anos pelo PSB. em 2006 aos 25 anos foi eleito deputado federal pelo PPS.

A partir de janeiro de 2007, Carlos Massa iniciou a apresentação de seu novo programa, o Jornal da Massa. Em 26 de Março de 2007, Ratinho apresentou Você é o Jurado, sendo substituido na segunda temporada pelo cantor Supla, sendo que em dezembro seu contrato não foi renovado pelo SBT.


Rede Massa



Em 2008 Ratinho comprou a TV Iguaçu afiliada do SBT de onde nasceu a Rede Massa de Televisão.



Formada por quatro emissoras geradoras - TV Iguaçu (Curitiba), TV Cidade (Londrina), TV Naipi (Foz do Iguaçu) e TV Tibagi (Maringá) - a Rede Massa trará uma programação local forte e atuante. Os novos programas locais e estaduais, como "Jornal da Massa", "Tribuna da Massa", "50 Segundos", "Carros e Motores", "Negócios da Terra", "Armazém da Massa" e "Destaque" trarão linguagem moderna e dinâmica. A mudança - que vem sendo traçada desde outubro - poderá ser percebida principalmente na área de jornalismo, investimento principal da empresa. Foram contratados novos profissionais em todas as emissoras e feitos investimentos em equipamentos de alta tecnologia, nova frota de carros e até um helicóptero, que dará apoio à cobertura jornalística.

O Homem do campo, empresário de sucesso

Quando em Curitiba ou São Paulo, Ratinho, tem como vista a típica paisagem de uma grande cidade, um mar de edifícios, carros e o caos urbano. Mas o empresário enxerga além. Pastos cobertos de gado, lavouras de soja, milho, feijão e café. Ratinho é muito mais que o polêmico comunicador do SBT. Tornou-se um grande produtor rural com 19 fazendas no Paraná e Mato Grosso do Sul, que juntas somam mais de 26 mil hectares. Estima-se que a Agropecuária Café no Bulé (nome inspirado no bordão televisivo do apresentador) fature cerca de R$ 50 milhões por ano. Um de seus mais ambiciosos planos rurais é lançar uma carne com marca própria, projeto que Ratinho vem negociando com a rede Carrefour. Outra idéia é exportar vitelo para a Europa, fruto da parceria com o pecuarista Ivan Zurita, também presidente da Nestlé do Brasil.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Letícia Sabatella - um belo e talentoso "Bicho Adotado"


Letícia Sabatella não é paranaense de nascimento, mas de coração, por ter vivido em Curitiba dos 4 aos 20 anos, cresceu, estudou e começou a carreira em Curitiba, se tornando um verdadeiro "Bicho Adotado" do Paraná. Sua família ainda mora em Curitiba, motivo pela qual Letícia sempre está poraqui, participando de campanhas sociais, como a do agasalho da Provopar, sem cobrança de cachê.

Letícia Sabatella nasceu em Belo Horizonte, capital mineira, em 8 de março de 1971. Seu pai é um engenheiro de uma usina elétrica. Por causa da profissão do pai, a família se mudou, quando Letícia estava com dois anos apenas, para a cidade mineira de Volta Grande. Viver aí a fez gostar de mato,de plantas, de vida simples. Mas ela começou a estudar teatro, quando a família transferiu-se para Curitiba. Fez curso de balê e teatro. Ela fez, porém, só dois anos de teatro, pois resolveu fazer um teste na TV Globo e foi aprovada.

Foi , logo a seguir, chamada para fazer o seriado: "Os Homens Querem Paz", em 1991. Nesse mesmo ano fez a novela: "O Dono do Mundo". Depois participou de vários capítulos de: "Você Decide". Em 93, fez a minissérie:"Agosto". Em 94 participou da novela: "74.5 - Uma Onda No Ar (Rede Manchete)". Em 95 fez: "Irmãos Coragem". Em 98: "Torre de Babel". Em 2000, a minissérie: "A Muralha". Em 2001, a novela: "Porto dos Milagres" e ainda a novela: "O Clone". Em 2004 participou da Minissérie "Um Só Coração". No começo de 2005 fez: "Hoje é Dia de Maria", quando menina. E no final de 2005, fez: "Hoje é Dia de Maria", quando adulta. Os dois foram seriados muito elogiados, por serem muito ternos e doces, sendo que Letícia se encaixa bem nesses tipos de trabalho. Em 2006, Letícia fez a novela: "Páginas da Vida"e em 2007: "Desejo Proibido".
Todos esses trabalhos de Letícia Sabatella (menos a 74.5) foram realizados na Rede Globo de Televisão.

Em cinema em 1994, Letícia Sabatella fez o filme: "Dente Por Dente". Em 97: "Decisão". Em 98: "Bela Donna". Em 99: "O Tronco". Em 2001: "O Xangô de Baker Street". Em 2002: "Durval Discos". Em 2003: "Chatô, O Rei do Brasil". Em 2004: "Vestido de Noiva". Em 2007: "Não Por Acaso". E em 2008 Letícia Sabatella fez : "Os Palhaços Sagrados da Tribo Krahô".

Letícia Sabatella, moça bonita e sensível, passou por três grandes experiências dolorosas, que, no entanto, lhe deram amadurecimento, segundo ela própria diz. O primeiro foi o falecimento por leucemia de um namorado da adolescência. O segundo, o nascimento prematuro de sua filha Clara, que fez com que ela ficasse quatro meses dentro do hospital, à espera da recuperação da criança. E o terceiro foi o fim de seu casamento com Ângelo Antônio. Com isso Letícia procurou ajuda espiritual e acha que conseguiu crescimento individual. Letícia tem também muita consciência política, pois conviveu com os indíos Krahôs, em Tocantins, como se fosse um deles. Acampou com integrantes do Movimento dos Sem Terra. Conheceu e conviveu com Frei Beto e Herbert de Souza, quando percebeu que seu nome e sua celebridade poderiam ser úteis às causas dos desprivilegiados . E ela se juntou à várias entidades e a vários movimentos sociais, entre eles a Campanha do Agasalho da Provopar, citado acima.


Novela Caminho das Índias:
Letícia é Yvone, mulher bela e sedutora, é um verdadeiro lobo em pele de cordeiro, uma psicopata. Parece generosa, mas passa por cima de todos para atingir seus objetivos, sem deixar rastros da devastação que causa. Amiga de adolescência de Silvia, Yvone a trai com Raul, virando sua vida de cabeça para baixo.





Links:
Biografia Completa de Letícia Sabatella

Comunidade da Letícia Sabatella no Orkut

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bozena - um inusitado "Bicho Adotado"

Este deve ser o mais inusitado "Bicho Adotado" deste blog, mas também deve ser o mais divertido, Bozena não existia até pouco tempo atrás, nasceu das idéias malucas de Miguel Falabela e companhia. Porém, é hoje uma das mais ilustres "personalidades" paranaenses. É conterrânea do ex-ministro Alceny Guerra e do jogador Alexandre Pato.

Bozena é uma personagem de Toma Lá, Dá Cá, série da Rede Globo de Televisão. Além de ser uma pessoa simpática, Bozena é uma autêntica contadora de histórias sobre sua cidade, Pato Branco, no Paraná. É referida como polaca em ao menos dois episódios, mas, certamente, é apenas descendente de poloneses. É interpretada por Alessandra Maestrini.

Bozena alterna o trabalho no apartamento de Mário Jorge e Celinha com a faxina na casa de Rita e Arnaldo. Sua vida mudou quando foi escolhida para participar do reality show "Além das Panelas", mas suas histórias pato-branquenses não atraíram a simpatia dos participantes e do público. A empregada por isso foi a primeira eliminada do programa e obteve uma rejeição recorde de 99,8% dos votos. Após a eliminação, a síndica D. Álvara (Stella Miranda) disse que o Jambalaya Ocean Drive havia saído do anonimato, mas nunca deveria ter saído de lá. Mário Jorge atribuiu a culpa à Copélia, que havia contado falsas histórias sobre a pobre pato-branquense.

Bozena adora contar suas histórias de Pato Branco para os demais moradores do Jambalaya, estes, porém, não conseguem mais ouvir mais uma história sequer

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Valêncio Xavier Niculitcheff


Valêncio Xavier Niculitcheff nasceu em São Paulo (SP) no dia 21 de março de 1933. Passou a viver no Paraná em 1954. Escreveu para vários jornais e revistas, trabalhou na TV Paranaense (hoje RPC TV) e na TV Paraná (da rede Tupi), escreveu dramas para a televisão e chegou a dirigir episódios do Globo Repórter.

Criou a Cinemateca do Museu Guido Viaro em 1975 – que se tornaria a Cinemateca de Curitiba 23 anos mais tarde –, espaço responsável pela formação de vários cineastas paranaenses, identificados como a Geração Cinemateca, da qual fazem parte Carminatti, Fernando Severo e Berenice Mendes.

Depois de 2002, escreveu apenas mais um texto, “Coisas da Noite Escura”, parte do livro Rremembranças da Menina de Rua Morta Nua (2006), o último publicado pela Companhia das Letras.

O escritor Valencio Xavier morreu na manhã de 05 de Dezembro de 2008 em Curitiba, aos 75 anos. Paulistano, mas radicado na capital paranaense há mais de cinco décadas, Xavier ficou internado por três meses no Hospital São Lucas, e não resistiu a uma parada respiratória provocada por um acidente vascular cerebral.

Tido como um dos ícones da literatura experimental brasileira, Xavier escreveu inúmeras narrativas em jornais e revistas (como Nicolau, Revista USP, Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo).

Suas publicações mais conhecidas são ‘O Mez da Gripe’ (Companhia das Letras, 1998), ‘Meu 7º Dia’ (Ciência do Acidente, 1998), ‘Minha Mãe Morrendo e o Menino Mentido’ (Companhia das Letras, 2001) e os contos ‘Minha História Dele’ (Ficções, n. 1, 1998) e ‘Meu Nome É José’, na coletânea A Alegria (Publifolha, 2002). Também trabalhou como tradutor, consultor de imagem em cinema, roteirista e diretor de TV.

Apaixonado por cinema, Xavier recebeu o prêmio de “Melhor Filme de Ficção” na IX Jornada Brasileira de Curta-Metragem, por Caro Signore Feline. Dirigiu, ainda os curtas ‘O Pão Negro - Um Episódio da Colônia Cecília’ (1993) e ‘Os 11 de Curitiba, Todos Nós’, além de ter criado a Cinemateca do Museu Guido Viaro. Suas produções praticamente estagnaram nos últimos anos, quando foi diagnosticado como portador do mal de Alzheimer.

O escritor deixou mulher e dois filhos.




Nota

Conheci Valêncio Xavier em 1989, quando ele dirigia o museu da Imagem e do Som em Curitiba e promovia diversos cursos e oficinas de cinema. O vídeo de conclusão da oficina de iluminação com Dante Lecioli, promovida por Valêncio, tinha como ator principal um dos maiores ícones do teatro curitibano, José Maria Santos, em seu último trabalho em video.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Keirrison de Souza Carneiro

Estreamos a Seção "Bicho Adotado" com o jogador Keirrison, essa é para aqueles que não nasceram no Paraná, mas fizeram sucesso em terras paranaenses e foram "adotados" pelo Estado.

Nome completo: Keirrison de Souza Carneiro
Posição: Atacante
Data de nascimento: 03/12/88
Local de nascimento: Dourados (MS)
Altura: 1.84 m
Peso: 75 kg
Chuteira: 42
Clubes em que já jogou: CENE
Personalidade no futebol: Washington
Personalidade fora do futebol: Marquinhos

HISTÓRICO:
Keirrison, nasceu em Dourados no MS e ainda jovem aos 12 anos ingressou nas escolhinhas de futebol do maior clube do MS. Com a assistência técnica que precisava para demostrar seu futebol dentro dos gramados Keirrison ganhou destaque nas categorias de base do CENE tornando-se artilheiro em todas as competições que atuou.
Dezenas de olheiros em todo o Brasil logo ficaram sabendo de suas qualidades e voltaram a sua atenção para o CENE e especialmente para Keirrison, a maior revelação do clube desde sua criação em 1996.
Aos 16 anos ingressou no time principal e logo após em uma parceria com a Massa Sports foi levado a um grande centro do futebol nacional para que possa se desenvolver ainda mais como atleta profissional.
Fonte: Massa Sports


Carreira

Em clubes

Keirrison foi promovido aos profissionais do Coritiba em 2006. Logo na sua primeira competição nacional, a Série B de 2007, Keirrison marcou 12 gols, sendo o artilheiro do seu time na competição[1]. Além disso, o Coritiba foi campeão do certame.

No início de 2008, foi noticiado o interesse do Palmeiras em contratar o jogador, através de uma parceira com a Traffic. A transferência, contudo, acabou não se concretizando à época.[2] No primeiro semestre de 2008, Keirrison foi campeão do Campeonato Paranaense. Também foi escolhido craque da competição, integrou a seleção do campeonato e foi o artilheiro do certame, com 18 gols[3]. Dia 3 de agosto de 2008, jogou sua centésima partida com a camisa do Coritiba contra o Santos na Vila Belmiro, marcando os 3 gols que deram a vitória de sua equipe contra o time paulista.[4] No dia 22 de novembro, Keirrison marcou quatro gols na vitória por 5 a 1 do Coritiba, novamente sobre o Santos.

Após um ótimo Campeonato Brasileiro, o que lhe rendeu diversos prêmios e a artilharia da competição, com 21 gols junto com Washington e Kléber Pereira, Keirrison se transferiu para o Palmeiras. A transação foi oficializada em 15 de janeiro de 2009[5]. Assim, 80% dos direitos federativos do atleta pertencem à empresa Traffic e 20% do Palmeiras.[6]

Em seu jogo de estreia com a camisa alviverde, Keirrison marcou dois gols na vitória do Palmeiras sobre o Mogi Mirim por 3 a 0.

Na Seleção

Keirrison já foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-23[7] em dezembro de 2007. Jogou um amistoso contra a Seleção do Brasileirão.

Títulos

Coritiba

* Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B: 2007
* Campeonato Paranaense de Futebol: 2008

Prêmios

* Melhor Atacante do Campeonato Paranaense de Futebol: 2008
* Melhor Jogador do Campeonato Paranaense de Futebol: 2008
* Chuteira de Ouro Campeonato Paranaense de Futebol: 2008
* Trófeu Mesa Redonda: 2008
* 2008 - Bola de Prata (Placar) - Artilheiro do Campeonato Brasileiro 2008
* Chuteira de Ouro (Placar) 2008
* 2008 - Rei do Gol Brasileirão
* 2008 - Revelação do Brasileirão
* Prêmio Friedenreich: 2008

Artilharias

* Campeonato Paranaense de Futebol: 2008 (18 Gols)
* 2008 - Campeonato Brasileiro (21 Gols)
* Vice artilheiro da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2006 (8 gols)

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